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Montezuma Cruz

A saga do marechal Rondon nas paredes e nos quadros do shopping


 A saga do marechal Rondon nas paredes e nos quadros do shopping - Gente de Opinião

Frase do ex-presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt,
cujo sobrenome se eterniza numa região de Rondônia /Fotos Esio Mendes
 

 

Montezuma Cruz
Em Porto Velho

 

Bastam dois minutos para o visitante ler e memorizar em cada painel o Rondon indigenista, cientista, militar, humanista, o Marechal da Paz, patrono do Estado de Rondônia. Até o próximo dia 20, no Porto Velho Shopping, a Exposição Rondon 150 revelará detalhes da célebre Comissão Rondon, que no início do século passado não apenas levou fios telegráficos para Amazônia Ocidental Brasileira, mas identificou rios, morros, florestas, depósitos minerais, e contactou povos indígenas.
 

Organizadores dessa mostra colocaram nas paredes gigantescos painéis, caracterizados por impecáveis letreiros e assimilável impressão. Ali estão algumas peças que se juntaram ao velho telégrafo [inventado por Samuel Morse, em 1952] na história do desbravamento do oeste brasileiro, em diferentes períodos.
 

A canoa de madeira colocada entre galhos e folhas na entrada do shopping traz para o local o ambiente da floresta, ao som do canto de grilos.
 

Quadros explicativos e uma barraca com aparelhos de radiocomunicação lembram que o marechal é o patrono da Arma de Comunicações do Exército Brasileiro. Duas vezes fora indicado para receber o Prêmio Nobel da Paz, na primeira, pelo físico Albert Einstein.
 

Ao visitar a mostra, é possível avaliar que Rondon possibilitou a Rondônia o direito à integração nacional, a partir da construção da sua principal rodovia, a BR-364 [ex-BR-29]. Percebendo isso, o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, admirador dele, abriu a rodovia.
 

Algumas impressões:
 

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Derick Pachá, 17 anos 
 

Estudante do 1º ano do Ensino Médio no Colégio Tiradentes, em Porto Velho, onde nasceu. “Comecei a me interessar por Rondon por livre e espontânea vontade. Eu quis conhecer a história do nosso estado e estou satisfeito com o empenho dos organizadores dessa exposição a respeito dos acontecimentos de nossa terra no século passado. Todos estão de parabéns por essa exposição magnífica”. 

 

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Lia Rlauber da Silva 
 

Professora de enfermagem aposentada na Universidade Federal de Santa Maria (RS), da cidade onde nasceu.  “Olha, a cada dia a gente aprende mais. Visitando uma exposição bem feita como esta, tenho motivo para me sentir realizada. Vim de Rondonópolis (MT) para um evento da Loja Maçônica Grande Oriente. Naquela cidade visitei o Museu de Rondon. Esse homem foi um visionário, enfrentou doenças, desafiou a morte, mas sua obra foi preservada e todos felizmente podem conhecê-la”. 

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Lindberg Oliveira, 15 
 

Estudante do 2º ano do Colégio Objetivo, em Porto Velho, onde nasceu. “Aí está a história do nosso estado. Para ter futuro melhor, temos que conhecer o passado. Creio que os governantes precisam se sensibilizar para deixar essa história sempre presente. Eu acho importante a parceria com outros colégios para aqui conhecermos mais a respeito de Rondon.Para mim, ele foi um herói, tanto quando Dom Pedro I e outros”.
 

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Vinícius dos Santos 13, e Kaleb dos Santos 9 – irmãos
 

Nascidos em Porto Velho, moram no Bairro Ayrton Senna [zona leste da capital] e estudam na Escola Estadual Duque de Caxias. Chegaram ao shopping com a mãe, Irisleia Santos. Vinícius cursa o sexto ano do Ensino Médio, Kaleb, a quarta série do Fundamental.
 

“Eu não sei quem ele é, mas agora vou saber” — disse Kaleb, diante de um painel. Quero aprender mais; voltarei para conhecer  inteira” – disse Vinícius.
 

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Ilson Denardi, 48 e filhas Carol, 19, e Rebeca, sete meses 
 

Agricultor e piscicultor em Jaru. Nascido em Paranavaí (PR). Trouxe o bebê para consulta médica e visitou o shopping.
 

Que quadros bonitos! (disse, diante daquele mostrando o Rio da Dúvida).  Estou vendo um por um, bem devagarinho. Ouvi dizer que Rondon também passou pelo Jaru bem antes de ser Jaru, e nem tinha picada”.
 

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Antonio Tavares 
 

Empresário em Vilhena. Veio de Ponta Grossa (PR) em 1979. A esposa, Maria Olívia, veio de Guarapuava (PR), em 1975. O casal tem sete filhos e oito netos.“Os jovens ainda não conhecem a saga de Rondon, precisam conhecer como ele chegou aqui. Rondon passou por Vilhena e deixou marcas. É importante conhecer bem a história. Eu comecei a ver os painéis e louvo a iniciativa: está tudo bem escrito e as fotos são maravilhosas”. 



Fotos: Ésio Mendes
 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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