Quinta-feira, 8 de novembro de 2007 - 08h11
Como eu costumo dizer que há coisas que só acontecem comigo e com o meu Botafogo, considerando os fatos inusitados que vivi ao longo da vida, efetivamente tal mística parece ser recorrente no meu dia-a-dia. Quando menos espero, lá estou eu bem no olho de algum novo furacão. Depois de colhido pelo furacão, não faço mais nada para escapar da tempestade e procuro por todos os meios possíveis suportar os trancos da ventania. Nos últimos tempos tem acontecido exatamente isto, algumas pessoas que eu sequer conhecia resolveram tomar partido de um assunto que só deveria ser tratado por gente com cacife para tal, gente com livros publicados, gente com muitos artigos publicados, enfim, gente de fato ligada à literatura. A intervenção estabanada de gente estranha ao meio terminou por transformar aquilo que era uma mera discussão de cunho intelectual em querelas pessoais de alta megatonagem e tornando aquilo que não passava de uma discordância em desavença pejada de rancores. Não fosse pelo equilíbrio que me é peculiar em momentos de tensão por certo já teria havido ocorrências policiais em tal assunto.
No entanto, embora eu tenha mantido a serenidade no episódio ao qual me refiro, recentemente estive e ainda estou envolvido em um caso de ocorrência policial, registrada no 2º Distrito Policial. Acontece que durante o feriadão de 12 de outubro, enquanto eu estive ausente de casa por dois dias, alguém entrou em meu apartamento e furtou valores em dinheiro e alguns objetos de minha especial estima porque se tratava de presentes que havia recebido de pessoas muito amigas. O grande mistério é que a porta do apartamento não foi arrombada, estava trancada quando voltei da mesma forma que havia deixado quando parti. Mas havia uma chave do meu apartamento em poder de um mestre de obra que a reteve a pretexto de realizar certos acabamentos no interior do apartamento. Quando tais acabamentos foram concluídos, eu procurei a chave por diversas vezes e a pessoa que a detinha tergiversou e nunca devolveu a chave. Depois do episódio do furto misterioso e sem arrombamento, quando já havia o registro da ocorrência na Polícia, a pessoa compareceu à minha casa tentando devolver a tal chave, mas eu me recusei a recebê-la porque a imobiliária já havia providenciado a troca da fechadura. Na oportunidade, mantive um diálogo nada amigável com a pessoa e disse-lhe que o meu temor consisitia exatamente que em algum momento eu tivesse o meu apartamento invadido com minha presença dentro, caso no qual tal pessoa só sairia do meu apartamento conduzida pela equipe do rabecão, pois certamente nada a salvaria de ser degolada por uma das minhas espadas afiadas ou estraçalhada por alguma de minhas facas especiais, algumas das quais são capazes de romper chapas de ferro. Como eu detesto ladrão, e detesto ainda mais o tipo de ladrão furtivo travestido de trabalhador, ninguém tenha dúvida de que eu nunca deixaria um deles sair vivo depois de haver invadido a minha casa. Na verdade há coisas que eu detesto ter de fazer, mas quando faço, faço muito bem e com muito gosto.
Acontece que na reunião de quarta-feira, na Fundação Cultural Iaripuna, para concluir os anais do Seminário de História realizado entre os dias 22 e 25 de outubro, o escritor Antonio Cândido da Silva estava em estado deplorável de nervos, chegando a manifestar publicamente a sua desafeição por mim. Eu apenas contornei a situação, avisando-lhe que não se enganasse com a minha formação. Momentos depois, conversando com o professor Solano Lopes, falando da violência que grassa
Cela va sans dire que o riso foi geral, sendo que a crise de riso que tive foi tão intensa que fez doer até uma costela fraturada há alguns anos enquanto eu nadava lá no Guaporé. Até parece que de tantos enganos que já cometeu agora o Antonio Cândido está ficando algo paranóico. Calma, Cândido! Conquanto eu não seja nehum um anjo de bondade, ainda não atingi o grau de periculosidade nazista ao ponto de sair por aí trucidando colegas escritores. . . Lembre-se de que je ne suis ni de la droite ni de la gauche, je suis du droit
E é somente pela via do Direito que resolvo minhas querelas que escapam do âmbito das discordâncias meramente de ordem literária.
Fonte: MATIAS MENDES
Membro fundador da Academia de Letras de Rondônia.
Membro correspondente da Academia Taguatinguense de Letras.
Membro correspondente da Academia Paulistana da História.
Membro da Ordem Nacional dos Bandeirantes Mater.
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