Porto Velho (RO) terça-feira, 26 de maio de 2020
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Gente de Opinião

Lúcio Flávio Pinto

Os direitos dos trabalhadores


As observações da fonte:

É uma catapora que passa em dois anos, quando terminar o mandato dele.

No mérito, ele não está certo.

A CLT nunca impediu o crescimento do país e tampouco sua imensa desigualdade social. Nenhuma crise nasceu dela.  O Brasil experimentou vários surtos de crescimento na vigência da CLT (ela é uma velhinha de 73 anos).

Não raro foi nesse período em que filiais de multinacionais iam muito bem no Brasil enquanto suas matrizes estavam quebrando nos países de origem (casos da Xerox, Ford, GM e tantas outras). É com ela que os bancões bamburraram e continuam bamburrando. É com ela que a Vale cresceu – são contemporâneas – e as desgraças que agora ela enfrenta não têm origem na CLT.

A CLT precisa ser mantida para regular as relações de trabalho dessas empresas arcaicas, que ainda operam com base no taylorismo-fordismo (que é um pouco mais velho que a CLT).

Quem precisa de uma nova regulação são as empresas, que se modernizaram – se toyotizaram – ou nasceram modernas, como um sem número de startups que não choramingam porque temos CLT. E vão prosperar com ela vigente.

Mas essa nova regulação, para empresas modernas, toyotistas ou pós-modernas, pode surgir e conviver com a CLT, que continuaria regulando as empresas arcaicas, tayloristas-fordistas.

Afinal, a CLT conviveu com o Código Civil, que regulava as relações de trabalho rural até o surgimento do Estatuto da Terra, em novembro de 1964, na alvorada da ditadura militar (se é que ditadura tem alvorada).

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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