Porto Velho (RO) sexta-feira, 5 de junho de 2020
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Gente de Opinião

Lúcio Flávio Pinto

A alternativa ameaçada


A alternativa ameaçada - Gente de Opinião

 

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal
De Belém (PA)

Fui testemunha do aparecimento dos profetas do fim do papel e do seu artefato mais nobre, o livro. Felizmente as previsões catastróficas não se realizaram. Espero que elas continuem em suspenso até que eu não possa mais escrever ou ler. Para mim, o papel ainda é a forma mais eficiente de arquivar informações para uso e usufruto.
 

É por isso que há mais de 27 anos mantenho uma publicação em papel, o quinzenário Jornal Pessoal. Quando ele começou, em 1987, eu não tinha dúvida de que a imprensa escrita resistiria às novas alternativas de mídia. Hoje, a dúvida está definitivamente instalada, em escala mundial. Ainda assim, resisto. Meus mais intensos e melhores esforços são pela manutenção do JP.
 

Não tenho dúvida, no entanto, de que ele desafia a física financeira e o impacto tecnológico, que alterou completamente os costumes e hábitos humanos. Um deles é a própria maneira de comercializar periódicos. Um dos prazeres que tínhamos era chegar a um aeroporto, dentro e fora do país, e ir diretamente a uma livraria, com seu mostruário de livros, jornais e revistas. Os aeroportos se tornaram desertos de cultura. Já passei por alguns sem conseguir um único jornalzinho.

Leia o texto completo de Lúcio Flávio no Observatório da Imprensa

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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