Quinta-feira, 28 de dezembro de 2017 - 15h17
Muito mais que por uma centena de vezes tenho explicado por qual motivo assino meus textos como repórter e nunca uso o dístico “jornalista”, apesar de que a classificação como repórter faça parte do grupo enquadrado na profissão do jornalismo.
Como profissional de imprensa não passo de um contador de histórias, e faço do dístico repórter minha identificação por entender que na busca da notícia, na checagem da informação, apenas relato aquilo que vi, ouvi, tomei conhecimento, chequei, enfim, procurando sempre usar aquelas máximas que aprendi dos mais antigos: “o quê?”, “como?”, “onde?”, “quem?”, “quando?”, “por quê?”, e que sempre quando tive oportunidade procurei transmitir aos mais jovens.
Sem depreciar qualquer outra das ações inerentes à profissão creio, sem qualquer dúvida, que a melhor e mais importante seja a da reportagem, do que vai para a rua e que pode ser muito bem representado pelo Zeca Pagodinho em “Quando eu contar (Iaiá)” na qual ele diz “Minha preta não sabe o que eu sei/O que vi nos lugares onde andei/Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar/Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar”.
Já disse não sei a quantos e nem quantas vezes que o profissional da reportagem é um camarada que tem de estar ligado 24 horas do dia, até em férias. E que um dos instrumentos principais seja a confiabilidade que seus textos venham a transmitir, incluindo à sua fonte.
Este é o texto de abertura do meu próximo livro "Cesta Página de um Repórter", fruto da prática na qual fiz toda minha vida profissional, fosse pela circunstância do momento, ou por outro motivo qualquer, mas sempre buscando uso de linguagem não enfeitada priorizando a notícia.
Lúcio Albuquerque, repórter
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