Porto Velho (RO) quarta-feira, 19 de junho de 2019
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Lucio Albuquerque

HISTÓRIAS DO LÚCIO O macaco "king", eu, a foto e a legenda (ou "O de baixo é o papai")


HISTÓRIAS DO LÚCIO  O macaco "king", eu, a foto e a legenda  (ou "O de baixo é o papai") - Gente de Opinião

HISTÓRIAS DO LÚCIO

Estou de volta  com as “Histórias do Lúcio”, uma espécie de resenha das coisas que tenho vivido ou sabido que aconteceram, fatos que coleciono há muitos anos e que geraram o livro “A Cesta Página de um Repórter”, que por sugestões de quem leu, devo publicar uma nova edição ano que vem. O livro está disponível para venda pelo telefone (69) 99910 8325.

Como da primeira fase das “Histórias do Lucio”, você sempre vai encontrar  ao final dessa coluna, e das próximas.

 

50 ANOS DO 13 DE DEZEMBRO

(Ou “A verdade pode ser apenas o seu lado preferido”)

Há quem diga, e com razão, que “toda verdade tem dois lados”. Ou, então, que a verdade seja aquela parte da história que me interesse. Por exemplo: durante muitos anos a ideia maior era que a culpa da Segunda Guerra Mundial era de Hitler. Eu também concordo ter sido ele um grande responsável pelo que aconteceu. Mas basta dar uma olhada nos termos do Tratado de Versalhes que veremos que, além de todos os fatores, ali pode estar a origem do que, logo depois, aconteceu na Alemanha e duas décadas após o fim da “Guerra para acabar com todas as Guerras” já estávamos metidos numa segunda, muito pior que a primeira.

Esta semana completou 50 anos do Ato Institucional número 5, sem qualquer dúvida uma decisão mais que dura. Mas o que me chama a atenção são fatos decorrentes daquele período, especialmente dos grupos que sempre apontam o dedo para um só lado, o culpado.

E pelo que deduziu uma “Comissão Nacional da Verdade” apenas houve um lado errado, o formado pelos que agiam como agentes do Governo, transformando os contrários em espécies de “heróis”  que postulavam pela democracia.

“Heróis” que também cometeram seus pecados, que mataram, assaltaram, queriam em realidade fazer deste país uma república com bases ideológicas que, algumas delas, permanecem até hoje e que não dão ao cidadão direitos básicos de ir e vir, de escolher fora da lista de candidatos designadas pelo partido único.

Sei, e tenho certeza que muitos sabem disso, que em salas de aulas professores “fazem a cabeça” dos alunos mostrando um lado só da história, deixando de lado sua missão principal. Aqui cabe uma questão que tenho levantado em diversas ocasiões: Por que não tratam a história fora do interesse ideológico?

Da mesma forma entendo ser preciso encarar a própria história de Rondônia dentro de outro contexto. Aqui muita gente repete algumas ladainhas, como a de que “cada dormente da Madeira-Mamoré representa um homem morto na construção”, uma aberração que só cabe na cabeça de quem fala da história de maneira distorcida, ou quem não sabe fazer uma simples conta aritmética. Nenhum autor sério ou nenhum que fale seriamente do tema concorda com isso.

É como a lenga-lenga dos que acreditaram naquele relatório da “Comissão da Verdade”, mas que  criticam o relatório da explosão no Riocentro em que um sargento morreu quando a bomba explodiu dentro do carro. Só trocaram os atores, mas a verdade, que é bom, ficou muito longe do relatório do riocentro e da tal comissão.


EM TEMPO

O general Heleno, em entrevista à Jovem Pan cita matéria inserida na revista IstoÉ que é grave – e ninguém pode alegar pelo contrário, que policiais secretos cubanos vieram para o Brasil fiscalizar e pressionar participantes do “Mais Médicos”, tudo pago pelo contribuinte verde-amarelo. E diz que isso representou espécie de “crime de lesa-pátria” pelos governantes brasileiros do período do programa.

Em tempo: será que ninguém por aqui sabia disso ou oi preciso jornalistas levantarem a “lebre”?

 DATAS DE RONDÔNIA

14 – 1914 – Inaugurada a Estação Telegráfica Presidente Pena, na vila que em 1977 seria a sede do município de Ji-Paraná (Revista Ji-Paraná e suas histórias)

Dia 14 – 1943 - O Governo federal anuncia o anteprojeto de decreto-lei criando os Territórios Federais de Iguaçu (no Paraná), Amapá, Boa Vista (Roraima) e Guaporé (Rondônia) (Francisco Matias – Pioneiros – Ocupação Humana e Trajetória Política de Rondônia)

Dia 16 – Em 1917 – O jornal Alto Madeira noticia que a prefeitura portovelhense demarcou um espaço entre as ruas Carlos Gomes e Afonso pena no sentido Leste/Oeste, a partir da Rua Prudente de Moraes (Dante Ribeiro da Fonseca, Estudos de História da Amazônia, 1ª Edição).

Dia 16 – 1981 – A Câmara Federal aprova o relatório do deputado federal (SP) Antonio Morimoto através da transforma em Lei complementar 41 o projeto da criação do Estado de Rondônia (Francisco Matias – Pioneiros – Ocupação Humana e Trajetória Política de Rondônia)

 

HISTÓRIAS DO LÚCIO

O macaco "king", eu, a foto e a legenda

(ou "O de baixo é o papai")

Durante alguns anos, na época em que não era proibido você ter um papagaio de estimação em casa, chegamos a manter num espaço de 200 metros quadrados aqui no terreno de casa digamos, um microzoológico.

Presenteado por amigos cheguei a ter vários animais, atração para nossas filhas, a mais velha aí na casa dos 10 anos, seus colegas ou amigos nossos que tietavam os animais - e gostavam de comer um pato ou um frango da criação.

"Seu" Pedro tomava conta, mantinha tudo em ordem, dava comida, essas coisas assim. Naquele tempo nem se imaginava que em 1998 teríamos uma lei proibindo esses animais em casa, mesmo que fossem uma espécie de herança de família - dizem que papagaio vive 100 ou mais anos se sejam bem bem tratados.

Mas o animal mantido na lembrança de todos que conheceram nosso minizoológico, era um macaco "aranha", negro como a noite mais negra, manso (afora quando se soltava e aí destruía louças, o que estivesse estendido e pagamos muitas indenizações a vizinhos). Era ele conseguir se soltar da "casa" e aí o estrago estava feito, mas voltava para o lugar dele como se nada tivesse acontecido.

Nossas filhas passeavam na rua (ainda de barro e cheia de mato) daqui de casa com o "King" pela mão, sem problema nenhum.

Um dia eu estava em casa, botei o macaco no ombro e (creio que) a dona Fátima fez uma foto, onde o cara estava tranquilamente como se meu ombro fosse um tronco de árvore para ele se apoiar.

Mandamos revelar a foto e não sei qual das minhas filhas escreveu lá: "O de baixo é o papai".

PS - Pouco tempo depois "seu" Pedro faleceu, e aí desfizemos o minizoológico.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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