Segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008 - 22h58
UMA (triste) DATA PARA REFLETIR
Há 15 anos dois garotos de 10 anos cada, mataram, de forma violenta outro, de apenas dois anos, num subúrbio inglês. A vítima era James Burger e seus matadores, apesar da tenra idade, não tiveram perdão: Foram condenados a passar 15 anos na prisão. E, mesmo quando liberados, passaram a ser permanentemente monitorados e vigiados. Se violarem novamente a lei, voltam para a cadeia.
No Brasil, um depoimento chocante na gravação do documentário Pro Dia Nascer Feliz, do cineasta João Jardim. Mostra a diferença de tratamento. Uma garota de 15 anos matou uma colega de colégio. Ao ser perguntada se não tinha medo de ser presa ela foi simples: "Não. Três anos passam rápido".
Há quem diga que o Brasil seja um país do "faz de conta". Aqui o Estado faz de conta que cumpre sua obrigação e as chamadas entidades de defesa da pessoa também. Temos uma legislação que estabeleceu maioridade datada da década de 1940 do século passado, quando poucos tinham acesso a um aparelho de rádio, a criminalidade infanto-juvenil era praticamente zero e bastava que um pai dissesse ao filho que ia "chamar o guarda" para o guri se acalmar.
Quase 70 anos depois o país faz de conta que parou no tempo e no espaço. Não é incomum que criminosos pilotando carros adultos ou não e menores de 18 anos cometam crimes bárbaros e fique praticamente por isso mesmo.
Ainda recentemente se gastou muito tempo discutindo se um homicida, em São Paulo, que matou e estuprou um casal de adolescentes, seria ou não liberado porque completara a idade-limite, conforme a arcaica legislação brasileira. Cometeu os dois crimes quando tinha 17 anos e era "de menor".
É comum, quando acontecem casos como tais, e são muito comuns, que haja uma mobilização popular, a imprensa vem em cima, mas, aí, falta pressão real sobre políticos para que mudem a Lei. O mais comum é desviar a responsabilidade do autor apresentando-o como "vítima" do sistema.
E aí, novamente, faz-se de conta que nada de mais aconteceu e a sociedade aceita o tudo de agora como era o de antes. E basta alguém defender a necessidade do enquadramento legal à realidade que se vive para logo surgirem os que defendem o país do faz de conta.
Sim, antes que me pergunte: Neste 12 de fevereiro fazem 15 anos que o garoto James Bulger foi assassinado por dois garotos de 10 anos. A diferença é que foi na Inglaterra. Já nos Estados Unidos o matador de duas pessoas, adolescente de 13 anos, vai ficar na prisão até completar 65 anos.
Enquanto isso, aqui.....
Inté outro dia, se Deus quiser!
Lúcio Albuquerque
Sábado, 28 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
A MÍDIA ELETRÔNICA EM RO (VI) - COM PROGRAMA VARIADO, O CANAL 11
Interessados em conhecer o caminho percorrido para o primeiro canal de televisão, ainda que só uma repetidora em seu projeto, mas logo se afirmando

A MÍDIA ELETRÔNICA EM RO (V) - A TV EM RO, GRAÇAS À REDE GLOBO
Em 1974 Porto Velho enfim teve uma emissora de televisão, aliás, naquele ano, duas, e, por incrível que pareça, o Território teve mais uma, em Guajará

A MÍDIA ELETRÔNICA EM RO (IV) – PORTO VELHO CONHECE A TV
A chamada foi feita pela Rádio Caiari, única emissora do Território, convidando a população de Porto Velho para assistir a um programa de televisão a

A MÍDIA ELETRÔNICA EM RO - A CAIARI: O RÁDIO VIA CORREIOS
Em 1961, quando entrou no ar, a Rádio Caiari legalmente não poderia funcionar: era necessária uma licença a ser concedida pelos Correios, mas o padre
Sábado, 28 de março de 2026 | Porto Velho (RO)