Porto Velho (RO) segunda-feira, 25 de março de 2019
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José Carlos Sá

Os Alfarrábios do Hokney


Hokney finalmente vai colocar no papel as pesquisas que fez (Foto JCarlos) - Gente de Opinião
Hokney finalmente vai colocar no papel as pesquisas que fez (Foto JCarlos)

Tive o privilégio de folhear os originais do livro que possivelmente se chamará “Porto Velho – De Pimentel a Valadares”. A pesquisa vem feita há anos pelo amigo Hokney França, que compilou, comparou, filtrou, selecionou e agora vai publicar o que aconteceu nessas paragens do poente.

Conheci o Hokney – Hok (Agá com som de erre) no Bar do Artur, lá no Cohab. Era o final de uma tarde de sábado. Eu lia um livro sobre História Regional de Rondônia e bebia minha cerveja em uma mesa do canto do recinto. Ele chegou para comprar cigarros e foi surpreendido por uma chuva intensa que caiu repentinamente. O “acaso” fez com que ele se aproximasse e puxasse conversa, perguntando o que eu estava lendo (Talvez pensando: “esse cara é maluco, lendo livro em um boteco, numa tarde de sábado…”). Começamos a conversar e ele perguntou se eu conhecia a filha dele. Respondi que sim e inclusive tínhamos trabalhado juntos. Hok ligou para a Hokneide e comprovou minha história. Mais tarde, no mesmo dia, conheci a companheira dele, Marta Coelho e a nossa amizade foi se fortalecendo.

O velho Pimentel (Suposição JCarlos)

A partir daí, sempre que nos encontrava, conversávamos muito sobre Porto Velho. Ele conhecia pessoalmente as personagens, de quem eu sabia pelas leituras. Fiz um “intensivão” sobre a capital de Rondônia e seus moradores. As pesquisas do Hokney – em livros e, especialmente, em jornais -, se fixavam no período entre os prefeitos de Porto Velho, major Fernando Guapindaia de Souza Brejense (primeiro superintendente = prefeito 1914/1916) a Sebastião Valladares (1980/1981), último executivo municipal do Território de Rondônia. Nesta sexta-feira, 22/12, fui me despedir do Hok e fui surpreendido com o livro dele já em estado de “boneco”, pronto para a revisão e impressão. E o melhor: Hok ampliou a pesquisa e chegou à pré-história da nossa cidade, acrescentando um capítulo sobre o “Velho Pimentel”, personagem controvertida que divide as opiniões dos estudiosos e curiosos. Pimentel seria o inspirador do nome Porto Velho, uma corruptela do nome de uma localidade abaixo de Santo Antônio, no rio Madeira, que era chamada “porto do velho Pimentel”.

Já prevejo a confusão, que acompanharei de longe, mas colocando gasolina na fogueira.

Parabéns pela coragem, amigo Hokney França.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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