Porto Velho (RO) quinta-feira, 21 de junho de 2018
×
Gente de Opinião

João Paulo

UOL entrevista João Paulo


Saiba como está a disputa pelo governo de RondôniaDa redaçãoTerra de Mad Maria, história recontada em ficção pela TV sobre os homens que contruíram a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Rondônia fica na chamada Amazônia Ocidental. Roteiro dos adeptos do turismo ecológico, o Estado faz divisa com a Bolívia. Na economia, destaque para a produção de café, cacau, arroz, mandioca e milho, além da extração de madeira, minérios e borracha.O Estado de Rondônia fica na região Norte do país e tem 1.534.594 habitantes, distribuídos em 52 municípios. São 988.631 eleitores.No comando do Estado está Ivo Cassol, do PPS, que disputa a reeleição. Também concorrem ao Palácio Presidente Vargas Amir Lando, do PMDB; Carlos Camurça, pelo PSB; Fátima Cleide, do PT; Adilson Siqueira, pelo PSOL; e Edgar Nilo, do PSDC.Pesquisa Ibope divulgada em 30 de agosto apontava a vitória, ainda no primeiro turno, do atual governador Ivo Cassol, do PPS, com 57% das intenções de votos. Fátima Cleide, do PT, está em segundo lugar com 10%. Em Brasília, a bancada rondoniense tem atualmente 8 deputados federais (PT e PMDB têm 2; e PP, PL, PTB e PSDB aparecem com um parlamentar cada). Os deputados estaduais em Rondônia somam 24 (4 são do PT; PTB, PP, PMDB e PDT têm 3 cada; PL, PSDB e PSL aparecem com 2; e PFL e PSB têm um cada).O UOL News entrevistou o cientista político João Paulo Saraiva Leão Viana (autor do livro "Reforma Política: Cláusula de Barreira na Alemanha e no Brasil") sobre as eleições em Rondônia.A eleição está praticamente decidida aí no Estado ou há possibilidade de mudança no atual quadro?JOÃO PAULO SARAIVA LEÃO VIANA - É complicado, há possibilidade. Se as eleições fossem hoje, já estariam decididas, segundo as pesquisas. Mas há uma possibilidade ainda de segundo turno, nessas semanas que antecedem, com uma briga pela segunda colocação entre a senadora Fátima Cleide, o ex-prefeito Carlinhos Camurça e o senador Amir Lando. Contudo, o governador Ivo Cassol, ainda segundo as pesquisas de opinião, estaria reeleito, o que é algo inédito, pois nunca se reelegeu um governador desde 1998. E antes de 1998, um governador nunca elegeu um sucessor.O atual governo é bem avaliado pela população?JOÃO PAULO SARAIVA LEÃO VIANA - Rondônia está vivendo um momento histórico, no que diz respeito a isso porque o governador Ivo Cassol governa só. Há uma crise nos Poderes e o governo anda praticamente só. O governador não tem um parlamentar na Assembléia nem na Câmara dos Deputados, e os próprios senadores são candidatos. A capital tem 27% do eleitorado, então, a força política do governador Ivo Cassol está no interior, ele é muito forte no interior.O governador Ivo Cassol se elegeu pelo PSDB e no ano passado migrou para o atual partido, o PPS. O que aconteceu?JOÃO PAULO SARAIVA LEÃO VIANA - No primeiro ano do governo do Ivo Cassol, houve uma crise na Assembléia Legislativa. Com a crise política que se instalou após as gravações no ano de 2005, investigações sobre a conduta do governador, ao ver a possibilidade de ser expulso do PSDB, antes que isso pudesse ocorrer o governador se retirou do partido, indo com seus aliados para o PPS.O país assistiu há um mês a Polícia Federal desbaratar uma quadrilha na Assembléia Legislativa do Estado que desviou quase 70 milhões de reais em dinheiro público, a chamada Operação Dominó. 30 pessoas foram presas, entre elas o presidente da Assembléia e um juiz. A Polícia Federal divulgou na ocasião que quase todos os deputados estaduais estavam envolvidos no esquema. Como a população reagiu a isso?JOÃO PAULO SARAIVA LEÃO VIANA - É a questão do momento histórico que eu já citei. Aqui no Estado, há um descrédito muito grande hoje em dia em relação à política, mas parece que a ética não vem em primeiro lugar para a população. Até porque entre 40% e 50% dessa Assembléia que está aí, com todas as acusações, com certeza deve ser reeleita. É uma questão até um pouco estranha. Nós ficamos meio sem saber o que há no eleitorado, mas com certeza esses critérios de ética não estão em primeiro plano na hora do voto.O senador Amir Lando, relator da CPI dos Sanguessugas, não pontua bem nas pesquisas. Qual a explicação para isso?JOÃO PAULO SARAIVA LEÃO VIANA - Também é estranho porque o senador Amir Lando, com certeza, é um candidato muito preparado para o cargo. Ele é parlamentar desde a década de 80, foi deputado estadual, a partir de 90 assumiu o Senado com a morte de Olavo Pires, e retornou ao Senado em 1998. Talvez uma fatia grande seja por causa da campanha. A perspectiva era de que ele chegasse ao segundo colocado, a crescer nas pesquisas, mas não se teve o resultado esperado a candidatura do senador Amir Lando.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Mais Sobre João Paulo

MÍDIA NACIONAL: Legislativo, Executivo e o retorno da instabilidade política em Rondônia

MÍDIA NACIONAL: Legislativo, Executivo e o retorno da instabilidade política em Rondônia

ESTADÃO - A Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (ALE-RO) vivenciou nos últimos quinze anos os episódios mais turbulentos de sua jovem históri

Das improváveis e possíveis alianças na eleição rondoniense em 2018

Das improváveis e possíveis alianças na eleição rondoniense em 2018

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Partindo de uma situação na qual Daniel Pereira (PSB) assumiria o governo com a desincompatibilizaç

João Paulo comenta a mudança de nome do PMDB

João Paulo comenta a mudança de nome do PMDB

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); João Paulo comenta a mudança de nome do PMDB, é

Sobre as candidaturas avulsas - Por João Paulo Viana

Sobre as candidaturas avulsas - Por João Paulo Viana

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); JOÃO PAULO VIANA Numa conjuntura marcada pelo enfraquecimento da vida partidária e o descrédito cre