Domingo, 7 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Hiram Reis e Silva

Engenharia Militar Brasileira


  

“O grande acontecimento do Brasil dos nossos dias, do Brasil cujo futuro estamos, agora, seriamente empenhados em construir, é o da consciência, que agora temos, de que a obra de realização de nossos destinos, como povo soberano, cabe, unicamente, a nós mesmos; depende, sobretudo, do nosso trabalho, da nossa capacidade e da nossa vontade de promover, mesmo à custa de sacrifícios pessoais, o nosso desenvolvimento”. 
     
                                                      (General Aurélio de Lyra Tavares) 

- Engenharia Militar

Desde o Brasil Colônia os Engenheiros Militares absorveram e aprimoraram a arte portuguesa de planejar e construir fortificações, edificações e acessos. Os testemunhos das obras realizadas, pela Engenharia Militar Lusobrasileira, solidamente construídos e estrategicamente localizados ainda fazem parte de nossa paisagem como bastiões de nossas fronteiras marítimas e terrestres.

Naqueles tempos ser engenheiro pressupunha ser, obrigatoriamente, oficial da exército, já que o ensino regular de Engenharia estava ligado à vertente militar. Em 1792, foi criada a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, uma das primeiras escolas de Engenharia do mundo, embrião do Instituto Militar de Engenharia (IME) e da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na Real Academia é que se começou a estender o acesso de civis aos conhecimentos técnicos de Engenharia resultando, em 1874, na separação do ensino civil do militar, só então surgindo a Engenharia Civil.

Na primeira metade do século XX, o Brasil experimentou acelerado processo de desenvolvimento que concorreu para a implantação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN); o primeiro curso de Engenharia Aeronáutica do País, a construção do Tronco Principal Sul (TPS) e nas décadas seguintes se implantou um dos mais modernos Sistemas de Telecomunicações do mundo com o concurso efetivo e fundamental dos engenheiros egressos do IME.

O IME foi pioneiro, ainda, nos cursos de Energia Nuclear e da Computação. Os governos militares, numa visão estratégica voltada para o futuro, dedicaram uma atenção, muito especial, à integração da Amazônia, transferindo para aqueles longínquos rincões o grosso da Engenharia de Construção. Rodovias foram projetadas e implantadas com determinação e heroísmo pelos soldados engenheiros.

Nos dias de hoje, como nos de ontem, a Engenharia Militar responde com oportunidade e alta qualidade aos desafios que se lhe são propostos para atender aos reclames do desenvolvimento nacional. Aqueles que condenam o emprego da Engenharia Militar Brasileira em obras viárias ignoram sua história e sua missão que é, em tempo de paz, colaborar com o desenvolvimento Nacional, construindo estradas de rodagem, ferrovias, pontes, açudes, barragens, poços artesianos e inúmeras outras obras que se fizerem necessárias.

- Convênio entre o DNIT e o Exército

“Quase 300 quilômetros de rodovias pavimentadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste deverão ser concluídos até o final do ano pelos batalhões de Engenharia e Construção do Exército. São algumas das principais obras executadas para o DNIT, por meio de convênios de cooperação, como a duplicação da BR-101 Nordeste e pavimentação das BR-319/AM e BR-163/PA. “O DNIT é o mais antigo e tradicional parceiro que temos”, resume o general Ítalo Avena, chefe do Departamento de Engenharia e Construção (DEC), que coordena os 11 batalhões de engenharia (BEC) instalados nas regiões Norte (quatro), Nordeste (quatro) e Cento-Sul (três).

Obras do DNIT em andamento, consideradas pelo Governo Federal de grande importância, são atualmente realizadas pelo Exército Brasileiro. Essa parceira na execução de obras de infra-estrutura se deve a iniciativa do Ministério dos Transportes, por intermédio do DNIT, visando dar celeridade ao início dos serviços.

Cerca de 8.000 homens estão envolvidos nas obras executadas pelos batalhões de engenharia para o DNIT. O histórico do Exército, conhecimento na implantação de rodovias nas décadas de 70 e a capacitação proporcionada pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) são algumas das razões apontadas pelo chefe da Seção de Planejamento da diretoria de obras do DEC, coronel Warner Goulart, para a parceria com o DNIT.

Além das obras nas BR-319/AM, BR-163/PA e BR-101/NE, os Batalhões de Engenharia do Exército também trabalham nas BR-135 e BR-222, no Piauí; BR- 135, BR-242 e BR-418 e o contorno rodoviário de Barreiras, na Bahia; BR-262, BR-458 e BR-494, em Minas Gerais. Coube ao 6º BECnst a conclusão das obras da ponte sobre o rio Itacutu, na fronteira do Brasil com a Guiana.

Para o próximo ano está prevista a conclusão da pavimentação de novos trechos da BR-163, entre outros. Os cronogramas de obras deverão ser mantidos caso persista o volume normal de chuvas. Chuvas eventuais e a logística para construção são as maiores adversidades enfrentadas pelos batalhões do exército, relata o coronel Goulart. Ele explica que na região Norte, por exemplo, é necessário transportar o material (insumos asfálticos) nas estação de chuvas, pois durante o período da seca não há meio de chegar ao local das obras. Outra questão é o transporte da brita até esta região.

Além das rodovias, os batalhões de engenharia do Exército também estão atuando na elaboração de projetos para os portos hidroviários na região amazônica e na fiscalização destas obras, realizadas, em geral, por meio de convênios com as prefeituras municipais”.
(27/03/09 - Assessoria de Imprensa/DNIT) 

Fonte: Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br
E-mail: [email protected]

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoDomingo, 7 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Persona non grata XIII

Persona non grata XIII

Bagé, RS, 05.06.2026 Termo de Depoimento do Sr.José Antônio Carneiro Borges Aos 29 dias do mês de agosto de 2022, às 16h30 (Horário de Brasília), e

Persona non grata XII

Persona non grata XII

Bagé, RS, 04.06.2026 Cel Eng José Antônio Carneiro Borges Lembranças da Minha Vida no Destacamento Sul do 6° BECCheguei a Manaus, com minh

Persona non grata XI

Persona non grata XI

Bagé, RS, 03.06.2026 Depoimento do Cap Telmo Travassos de Azambuja Termo de Depoimento do Sr. Telmo Travassos de Azambuja Aos 29 dias do mês de ag

Persona non grata X

Persona non grata X

Bagé, RS, 02.06.2026  Cap Telmo Travassos de AzambujaVerdades X Mentiras: O Exército Brasileiro na Construção da BR–174 A melhoria da infraestrutur

Gente de Opinião Domingo, 7 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)