Quarta-feira, 4 de agosto de 2021 - 15h15

Bagé, 04.08.2021
Expedição
Centenária Roosevelt-Rondon
2ª Parte – XIII
Tapirapuã ‒
Aldeia Jatobá II
São Jorge ‒ Aldeia Jatobá (28.10.2015)
Partimos
por volta das 09h30, depois de participarmos de diversos eventos promovidos
pelo Diretor da Escola Estadual Ministro Portella Nunes – Professor Antônio
Carlos da Silva. A jornada, de 16 quilômetros, foi tranquila e chegamos à
Aldeia Paresí Jatobá (14°36’04,0” S \ 58°02’00,5” O) por volta das 15h00. Uma
hora antes de chegar à Aldeia eu havia desmontado e realizado o percurso final
a pé. Na chegada conheci a Sr.ª Nair ‒ Cacique da Aldeia Jatobá, com quem
fiquei conversando demoradamente. Permitam-me, mais uma vez, uma pequena
divagação. Em 2004, eu adquirira o livro “Tesouro
Descoberto no Máximo Rio Amazonas”, de autoria do Padre João Daniel
(1758-1776), e ficara extasiado com a riqueza de detalhes daquela verdadeira
Enciclopédia Amazônica considerada, pelos aficionados, como a “Bíblia Ecológica da Amazônia”. Um texto,
em especial, despertou minha atenção considerando que sou fascinado pelos mitos
da criação dos povos indígenas:
Entre os mais Rios e Ribeiras que recolhe o Tapajós é um o Rio Cupari, a
pouca mais distância de três dias e meio de viagem da banda de Leste no alegre
sítio chamado Santa Cruz; é célebre este Rio, mais que pelas suas riquezas, de
muito cravo, por uma grande lapa feita, e talhada por modo de uma grande “Igreja”, ou “Templo”, que bem mostra foi obra de arte, ou prodígio da natureza.
[...]
A tradição, ou fábula, que de pais a filhos corre nos índios Mundurucu, é
que ali moraram, e viveram nossos primeiros pais, de quem todos descendem,
brancos e índios; porém que os índios descendem dos que se serviam pela porta,
que corresponde às suas Aldeias, e que por isso saíram diferentes na cor aos
brancos, que descendem dos que tinham saído pela porta correspondente à Foz, ou
Boca do Rio. (DANIEL)
Barbosa
Rodrigues, Tocantins e Henri Coudreau mencionam nos seus relatos, sobre a
Cosmogonia Mundurucu, uma certa Maloca Acupari (Cupari) e a raças que se
originaram de suas cavernas ou fendas.
Um dia, diz a lenda Mundurucu, os homens apareceram sobre a terra. Ora,
os primeiros homens que os animais das florestas viram por entre as selvas e as
savanas foram os que fundaram a Maloca de Acupari. Certo dia, entre os homens
da Maloca de Acupari, surgiu Caru-Sacaebê, o Grande Ser. [...]
Em seguida, olhando para as plumas que plantara em redor da Aldeia,
ergueu a mão de um horizonte a horizonte e à este apelo, moveram-se as
montanhas, e o terreno da antiga Maloca transformou-se numa enorme caverna.
[...] bateu com o pé no chão e uma larga fenda se abriu. O velho Caru
dela tirou um casal de cada raça: um de Mundurucu, um de índios [porque os
Mundurucu não pertencem à mesma raça que os índios, mas são de uma essência
superior], um casal de brancos e um de negros. (COUDREAU)
Depois
de uma incursão fluvial e duas terrestres consegui finalmente, reconhecer e
georeferenciar, aquele local como o Berço da Humanidade reportado pelo povo
Mundurucu. Baseado em sutis relatos de mais de dois séculos do Padre João
Daniel e pretéritas lendas Mundurucu consegui identificar, em primeira mão, um
sítio que embora fosse conhecido pelos habitantes locais não era relacionado
como o famoso e decantado Berço da Humanidade. O Padre e pesquisador Sidney
Canto, que tinha participado de nossa malsucedida empreitada fluvial rumo ao
Berço da Humanidade, emocionou-se muito chegando a verter lágrimas quando tomou
conhecimento de nosso achado.
Voltemos
agora à Aldeia Jatobá, onde a Cacique Nair fez um breve relato do Mito da
Criação Paresí:
Nos tempos pretéritos só existiam Enorê ([1])
e um casal de filhos. Um dia, quando os filhos tinham ido buscar água, ouviram
um estranho rumor e sentiram a terra tremer. O ruído vinha de uma pequena fenda
em uma rocha próxima a uma ponte natural de pedra sobre o Rio Sucuruiná, um dos
afluentes do Rio do Sangue ([2]).
Apenas um Paresí tinha saído, até então, da fenda e dançava embalado pelo
som de flautas sagradas ([3]),
só depois de um beija-flor entrar pelo buraco e afirmar ser o mundo exterior
muito bonito e agradável que Wazáre – o herói mítico ([4]),
determinou aos animais que aumentassem o buraco permitindo a saída de todos.
Wazáre apresentou ao povo Paresí o novo mundo ensinando-lhes a arte da
caça, da pesca e a identificar plantas e frutos comestíveis. Wazáre foi,
também, quem batizou os corpos celestiais, os acidentes naturais e os elementos
da fauna e da flora. Wazáre, depois de todas estas obras, realizou uma grande
festa na qual apresentou aos Paresí um agradável jogo chamado o Xikunahity ([5])
em que os atletas usam uma bola manufaturada com o látex de mangaba. (CACIQUE
NAIR)
Outra característica marcante dos Paresí é o xikunahity,
um jogo disputado pelos homens, que consiste em arremessar a bola de mangaba
com um golpe de cabeça. É bem parecido com o futebol, porém a bola não pode ser
tocada por outra parte do corpo a não ser pela cabeça. (FIGUEIREDO)
Bola de Mangaba e o Xikunahity
Rondon
Já em 1911, nas conferencias públicas que realizei no Palácio Monroe, sob
os auspícios da Sociedade de Geografia, eu me referi a este jogo, a que os
Paresí dão o nome de “Matianá-Ariti”,
e indiquei o processo de que usam para fabricar a bola, com o látex da
mangabeira. Agora o Sr. Roosevelt referindo-se a ele sob o título inglês “head ball”, e descrevendo-o no seu livro
“Through the Brazilian Wilderness”,
confirma a opinião, que expendi em 1911, de ser o “Matianá-Ariti” uma instituição autóctone desta tribo e acrescenta
nunca ter ouvido, ou lido, nada que desse a entender haver prática idêntica em
qualquer outro povo do mundo.
No que respeita a esta última parte, posso informar que os Nambiquaras e
os Kepi-kiri-uats também o conhecem e com ele se divertem. No entanto, como o
jogam com menos gosto e muito menos habilidade do que os Paresí, continuo a
supor serem estes os seus verdadeiros inventores; os outros o terão adotado por
imitação, aliás muito fácil de explicar-se, visto a contiguidade dos
territórios dessas três nações indígenas. (RONDON)
Roosevelt
Pois o caso é que esses índios Paresí jogam animadamente “futebol” com a cabeça. O jogo é
exclusivamente deles, pois nunca ouvi ou li que fosse usado por outra tribo ou
povo. Usam uma bola oca e leve, de borracha, por eles mesmo fabricada. É
esférica, com cerca de 30 centímetros de diâmetro.
Os jogadores formam dois partidos, colocados de modo semelhante aos do “rugby” e a bola é colocada no solo, ao
ser iniciado o jogo, como no futebol. Então um jogador se adianta a correr,
atira-se de barriga ao solo e com uma cabeçada atira a bola para o outro grupo.
Esta primeira batida, quando a bola está no solo, nunca a levanta muito, e ela
rola e pula para o lado dos contrários. Um destes corre para a bola e, com uma
marrada, devolve-a aos da parte adversa. Em geral esta segunda cabeçada levanta
a bola, e ela volta em curva alta em pleno ar; um jogador do lado oposto então
corre e apara a bola com tal impulso do pescoço musculoso, e tal precisão de
destreza, que ela volta para o outro lado como a de couro quando é chutada
muito alta. Se a bola vai para um lado, é trazida de novo e recomeça o jogo.
Muitas vezes é rebatida de um para outro campo uma dúzia de vezes, até que seja
impelida tão alto que passe sobre as cabeças dos adversários, caindo atrás
deles.
Ouve-se então a gritaria de alegre triunfo dos vencedores e o jogo
recomeça com renovado prazer. É claro que não existem regras como num clássico
jogo de bola dos nossos, mas não vi desavenças. Os jogadores podem ser oito ou
dez, ou maior número, de cada lado. A bola não pode ser tocada com as mãos ou
os pés, ou qualquer coisa, exceto o alto da cabeça. É difícil saber o que seja
mais digno de admiração, se o vigor e destreza com que a bola é devolvida,
quando vem alta, ou a rapidez e agilidade com que o jogador se projeta de
cabeça no solo para rebater a bola que vem baixa. Não posso compreender como
não esborracham o nariz. Alguns jogadores dificilmente falhavam a cabeçada para
devolver a bola que chegava a seu alcance, e com forte impulso ela voava, numa
grande curva, em distância realmente de admirar. (ROOSEVELT)
Mito da Criação Paresí
O
mito da criação colhido por pesquisadores ao longo dos séculos apresentam,
porém, diferentes versões. A tradição oral foi, sem dúvida, contaminada ao
longo dos tempos por lendas de outras etnias, pela fé cristã, e pela dinâmica
imaginação de seus protagonistas. Karl Von Den Steinen, médico e antropólogo
alemão, pesquisador da Universidade de Berlim, na sua obra “Entre os Aborígenes do Brasil Central”,
ao explorar a região no final do século XIX, fez o seguinte comentário sobre a
Cosmogonia Paresí:
O primeiro ser chamava-se Uazalê ([6])
uma mulher sem marido. Embora se desconheça sua origem, sabe-se que era uma
rocha com a forma humana. Naqueles remotos tempos não havia mananciais hídricos
nem terra até que certo dia Uazalê tomou um pedaço de madeira e introduziu-o na
vagina, dando origem a um Rio de águas muito barrentas – Rio Cuiabá, em
seguida, mais adiante, surgiu um Rio de águas muito claras – Rio Paresí. Daí em
diante foram surgindo todas as demais coisas no mundo – outros Rios, Lagos, terras,
elementos da flora, da fauna e os seres humanos. (DEN STEINEN)
Os
fragmentos míticos sobre a origem da humanidade Paresí colhidos pelo médico e
antropólogo Edgard Roquette-Pinto durante a Viagem Científica da Comissão
Rondon à Serra do Norte, de julho a setembro de 1912, merecem um destaque
especial que repercutiremos no capítulo que se segue.
Vejamos
o que nos reporta o Major José de Lima Figueiredo, oficial do Exército que
participou de várias expedições comandadas por Rondon, na sua obra “Índios do Brasil”, e do Professor Ivânio
Zekezokemae em seu TCC, que apresenta versão diversa da apresentada pelo
etnólogo alemão. Relata-nos o Major José de Lima Figueiredo a origem Paresí:
Lendas da Gênesis do Homem ‒ O Sucuruiná, afluente do Rio do Sangue, é um
dos tributários do Juruena que com o Teles Pires formam o caudaloso e majestoso
Tapajós de águas azuladas. O ponto onde o picadão da Linha Telegráfica corta o
Rio citado é conhecido por Ponte de Pedras.
De fato há ali uma obra d’arte construída pelo Sublime Artista. O Rio exercendo o trabalho erosivo cavou na rocha artística arcada que, à guisa de ponte, abarca as duas margens do curso d’água. Em Ponte de Pedras os autóctones localizaram o cenário onde Enorê criou o homem. Pela sua bela lenda se depreende que Enorê cortou um tronco, deu-lhe a feição humana e plantou-o no sombrio solo da floresta, metamorfoseando-o em homem com o auxílio de uma varinha com a qual ele batia no lenho.
Para que o homem não vivesse triste, pelo mesmo processo Enorê fez o
Sublime Ser que todos adoram seja qual for a raça: a mulher. Deste casal
inicial nasceram dois casais gêmeos: Zaloiá, homem, Hohólailê, mulher; Kamaiarê
e Uhainariaú.
Um dia Enorê chamou o primogênito Zaloiá e, num feixe luminoso projetado
do céu, ele fez exibir uma casa de pedra, uma espingarda, um boi e um cavalo.
Mudou o écran ([7]) para outra
direção e mostrou-lhe: um vastíssimo campo onde o veado e a ema experimentavam
a velocidade de suas pernas; uma casinha de palha, o arco e as flechas.
Dirigindo-se ao filho do Adão indígena indagou:
– Qual
preferes? A casa de pedra ou a de palha? Zaloiá preferiu viver no prado,
morando na sua choça de palha, onde descansaria das fadigas adquiridas na caça.
Achou a espingarda muito pesada e não aceitou o boi e o cavalo, por sujarem
muito o terreiro.
O que Zaloiá rejeitou, Enorê deu a Kainaihorê, seu irmão, dizendo-lhe:
– “Tu serás branco”.
E levou-o para as nascentes do Jauru. Assim explicam os indígenas Paresí
a formação das raças. (FIGUEIREDO)
O
Cacique Ivânio Zekezokemae, Presidente da Associação Halitinã, faz-nos um belo
relato:
Deus vivia no mundo, apenas com dois filhos: Zokozokero e Emazahare. Deus
mandou seus filhos para buscarem água no Rio. Quando os filhos de Deus chegaram
no Rio, ouviram um barulho tremendo e ficaram com medo. E foram embora
correndo. Não conseguiram pegar água. Quando chegaram na casa, o pai deles Deus
lhe perguntou:
– Por
que não trouxeram água?
Aí responderam dizendo:
– Ouvimos
um barulho tremendo ficamos assustados de medo, por isso! Não existem outras
gentes que vivem no mundo! Apenas somos nós que estamos vivendo no mundo.
Deus foi ouvir o barulho, aí acreditou que era verdade mesmo. Então,
bateu na rocha e rachou. Daí as pessoas que estavam morando embaixo ele deixou
desmaiadas. Aí sentiu que era uma multidão de inocentes. Deus as deixou e foi
embora para casa.
Após isso, um passarinho saiu do buraquinho para fora. E viu um mundo
muito lindo! Cheio de flores mais cheirosas e levou as flores para mostrar para
as pessoas. O passarinho voltou para embaixo da rocha e ficou muito triste.
Então, perguntaram-lhe por que estava tão triste.
– Conheci
o mundo lindo, cheio de flores perfumadas. Portanto, gostaria que nós saíssemos
daqui do fundo.
O grande líder, o homem da sabedoria, não acreditou e disse:
– Eu
tenho a sabedoria, imagino todas as coisas e nunca vi esse mundo que você
conheceu.
O passarinho insistiu dizendo:
– É
verdade! Aqui estão as flores que tenho trazido de lá!
O Grande Líder mandou o pica-pau abrir mais o buraco para que pudessem
sair. E assim começaram a caminhar por toda a região que os Paresí ocupam,
colocando os nomes de Rios, lagos, cabeceiras, localidades e nomes de animais.
Fizeram os limites de cada espaço. Cada grupo Paresí: Waimare, Kaxiniti,
Kozarini e Enomaniyere, sabe e conhece cada limite de seu território. O nome do
grande líder é Kamayhiye e Wamahaliti. O local de onde os grupos de Paresí
saíram é Ponte de Pedra, região do Campo Novo do Paresí. (ZEKEZOKEMAE)
Pena
que a exiguidade do tempo, mais uma vez, não nos permitisse reconhecer o
importante sítio da Ponte de Pedras. Mais tarde, depois do almoço, guiados pelo
Márcio Carlos ‒ um simpático funcionário da FUNAI, fomos conhecer uma formosa
nascente que brota de uma bela gruta que abastece uma das Aldeias através de
uma roda d’água.
Filmete
https://www.youtube.com/watch?v=-ek3beISFFA&t=456s
https://www.youtube.com/watch?v=rECpPlEurDI&t=23s
Bibliografia
COUDREAU, Henri Anatole. Viagem ao Tapajós – Brasil – Rio de
Janeiro, RJ – Companhia Editora Nacional, 1940.
DANIEL, João. Tesouro Descoberto no Máximo Rio Amazonas
– Brasil – Rio de Janeiro, RJ – Contraponto Editora, 2004.
DEN STEINEN, Karl Von. Entre
os Aborígenes do Brasil Central – Brasil – São Paulo, SP – Departamento de
Cultura de são Paulo, 1940.
FIGUEIREDO, Major José de
Lima. Índios do Brasil ‒ Brasil ‒ Rio
de Janeiro, RJ ‒ Companhia Editora Nacional, 1939.
MAGALHÃES, Amílcar A. Botelho de. Anexo
n° 5 – Relatório Apresentado ao Sr. Coronel Cândido Mariano da Silva Rondon
– Chefe da Comissão Brasileira – Brasil – Rio de Janeiro, RJ, 1916
RONDON, Cândido Mariano da
Silva. Conferências Realizadas nos dias
5, 7 e 9 de Outubro de 1915 pelo Sr. Coronel Cândido Mariano da Silva Rondon no
Teatro Phenix do Rio de Janeiro Sobre os Trabalhos da Expedição
Roosevelt-Rondon e da Comissão Telegráfica ‒ Brasil ‒ Rio de Janeiro, RJ –
Tipografia do Jornal do Comércio, de Rodrigues & C., 1916
ROOSEVELT, Theodore. Através do Sertão do Brasil ‒ Brasil ‒
Rio de Janeiro, RJ ‒ Companhia Editora Nacional, 1944.
ZEKEZOKEMAE, Ivânio. TCC do Projeto Tucum ‒ Brasil ‒ Cuiabá,
MT ‒ Programa de Formação de Professores Índios para o Magistério ‒ UFMT.
Solicito
Publicação
(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro,
Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante,
Historiador, Escritor e Colunista;
·
Campeão do II
Circuito de Canoagem do Mato Grosso do Sul (1989)
·
Ex-Professor do
Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) (2000 a 2012);
·
Ex-Pesquisador do
Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);
·
Ex-Presidente do
Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM – RS);
·
Ex-Membro do 4°
Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS)
·
Presidente da
Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);
·
Membro da Academia de
História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);
·
Membro do Instituto
de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);
·
Membro da Academia de
Letras do Estado de Rondônia (ACLER – RO)
·
Membro da Academia
Vilhenense de Letras (AVL – RO);
·
Comendador da
Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Sul (AMLERS)
·
Colaborador Emérito
da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).
·
Colaborador Emérito
da Liga de Defesa Nacional (LDN).
·
E-mail: [email protected].
[1] Enorê:
divindade máxima.
[2] Rio do Sangue:
Timalatiá, em Paresí, os índios o chamavam de Sacre, já que tinham dificuldade
de verbalizar a palavra Sangue.
[3] Flautas
sagradas: jararacas
[4] Herói ou
heroína mítica.
[5] Xikunahity:
Head-Boll, por Roosevelt ou Cabeçabol pelos locais.
[6] Uazalê: Vazalé, Wazáre ou Uazaré
[7] Écran: ecrã – quadro.
Galeria de Imagens
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