Terça-feira, 20 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Luka Ribeiro

AS ÁGUAS DE MARÇO - GUAJARÁ-MIRIM, ISOLADA


Felipe Assad Azzi

O fenômeno natural das enchentes que castigam há algum tempo parte do Estado de Rondônia, em proporções alarmantes, causando prejuízos à economia da região, deixa a Capital, Porto Velho, em estado de alerta. Entretanto, para Guajará-Mirim, Nova Mamoré e pequenos lugarejos do ocidente de Rondônia, esse destempero da natureza assume configurações de calamidade e mesmo tragédia ecológica.

Creio que não seja hora de nomear responsáveis, lançando críticas - mesmo que oportunas - pelo histórico descaso como esse pequeno pedaço do Brasil é tratado. Mas sim, de reunir forças, recursos e talentos, vontade política, responsabilidade pública e social, com interesses estritamente humanitários, na busca de soluções capazes de assegurar a vida dessa população bastante sofrida.

O noticiário tem falado das duas usinas - JIRAU e TEOTÔNIO - como causadoras, via barragens, do aumento incontrolável das águas. Profissionais do ramo contestam com argumentos próprios da engenharia especializada. Alguém disse que o fenômeno é resultado do degelo dos Andes, pois o volume das águas também atinge cidades bolivianas no percurso da torrente daquelas altitudes.

Seja como for, a oportunidade é de aprendizado, tardío mas necessário. E espera-se atitudes concretas, com racionalidade criativa e espírito humanitário. Não se pode virar as costas ao problema só porque não nos atinge. Não há quem não se sensibilize com as imagens, mostradas via internet, da cidade que muitos ainda chamam de Pérola do Mamoré. Só que deixaram de fertilizá-la e adorná-la com o respeito, estima e carinho da jóia que ela é.

Se as BRs questionadas são viáveis, se ferem os direitos ecológicos protegidos, que se procure soluções que atendam aos interesses em jogo, usando a engenhosidade e inteligência humana. Mas, sem protelações ou medidas descabidas que, no mais das vezes, são travestidas de promoção pessoal.

Sou guajaramirense, morador muito afastado desse lugar. Mas amo o meu berço natal. Sofro como todos que aí moram e, por isso, convido meus contemporâneos: Façam algo. Mexam-se. Não basta protestos com faixas e palavras de ordem. Procurem as autoridades de forma direta. Telefonem. Mandem E-mails para seus Deputados e Senadores. Recorram, sem receio, até mesmo à Presidência da República. Todos juntos, cada um usando o meio de que dispõe. Não tenham escrúpulos de se expor, ninguém pode ser criticado por lutar e buscar o seu direito, ainda mais em extrema necessidade. E, aproveitem para anotar na memória eleitoral o nome de quem não é amigo de Guajará. Finalmente, provem, pelo exterior do coração, que amam como diletos filhos nossa mãe Guajará. Torço e rezo por vocês. Deus os ajude.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoTerça-feira, 20 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

"Movimento Vem Rondonizar" prepara intervenção cultural homenageando os melhores carnavais populares de rua do Brasil em Porto Velho

"Movimento Vem Rondonizar" prepara intervenção cultural homenageando os melhores carnavais populares de rua do Brasil em Porto Velho

O Movimento é composto por produtores culturais, artistas, empresários, jornalistas, turismólogos, comunicólogos e pessoas simpatizantes ao tema e p

Vai Quem Quer une sustentabilidade e campanha contra a violência à mulher

Vai Quem Quer une sustentabilidade e campanha contra a violência à mulher

Marcado pelo sucesso, o mega adesivaço do maior bloco carnavalesco da região Norte, a Banda do Vai Quem Quer (BVQQ), começou marcado pela ansiedade

Mega adesivaço da Banda do Vai Quem Quer acontece neste sábado na sede do bloco

Mega adesivaço da Banda do Vai Quem Quer acontece neste sábado na sede do bloco

No próximo sábado (17), a partir das 8h, acontece o mega adesivaço da Banda do Vai Quem Quer (BVQQ), na sede do bloco, localizada na Rua Joaquim Nab

Com indicadores chegando a quase 100% da média local e nacional, cearense Cheiro do Pão faz história na panificação artesanal

Com indicadores chegando a quase 100% da média local e nacional, cearense Cheiro do Pão faz história na panificação artesanal

Disciplina, técnica, produtos de qualidade e equipe alinhada são os principais ingredientes da receita de sucesso da cearense Cheiro do Pão, que nas

Gente de Opinião Terça-feira, 20 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)