Porto Velho (RO) sexta-feira, 17 de agosto de 2018
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Gente de Opinião

Esron Penha de Menezes

PROJETO DA FUNDAÇÃO


Quando falam em acontecimento de épocas passadas, lembram-se de mim, como se eu fosse "o último varão sobre a terra". Mas não sou só eu daquela época: D. Labibe me conheceu bem jovem, com uns vinte e poucos anos; o Heráclito Rodrigues e eu trabalhamos juntos na Estação, nos primórdios de 30; o Dionísio Shockness, de cujo pai pedi muitas vezes uma "cegonha" para ir tomar banho no Bate-Estacas. Portanto não sou só eu um dos velhos agora, desse tempo.
 
Eu até gosto de conversar sobre como era diferente de hoje esse tempo. Quando ainda era vivo o saudoso "escriba", como ele, Ari Macedo, se chamava, o Lúcio Albuquerque, se intitulou meu herdeiro do que tenho escrito e do que coleciono e estou propenso a dar-lhe esses velhos alfarrábios.
 
Talvez o Lúcio dê algum valor àquelas fotos antigas que já expus no Feitiço Mineiro a pedido do Sérgio Valente, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica, na 17ª Brigada de Infantaria de Selva, no Comando do Gen. Souza, outra vez no Banco do Brasil e agora estão guardadas esperando vagas.
 
Em conversa com o Dr. César Queiroz (In memoriam), ele aventou-me a idéia de criar na sede do Ipiranga uma Fundação com o meu nome, para onde seriam transferidos esses pertences.
 
Não tenho essa vaidade de dar nome a uma fundação cultural, onde outros muito mais eruditos o poderão fazer com maior gabarito.
 
Tempos atrás, conversando com a Yedda Borzacof, sugeri se fazer uma exposição permanente no Centro Cultural Ivan Marrocos, ou Casa da Cultura Ivan Marrocos, mas a idéia não vingou porque faltam as estantes para a exposição das fotos.
 
Assim o tempo vai passando. Acho que quem vai ficar com tudo isto é o Lúcio Albuquerque.
 
Será que vale o sacrifício?....

Fonte: Esron Penha de Menezes

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