Porto Velho (RO) sábado, 18 de agosto de 2018
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Gente de Opinião

Esron Penha de Menezes

Filhos de Buarque


Foi com satisfação que recebi o "e-mail" que tiveram a gentileza de enviar-me fazendo um resumo biográfico do vosso pai, meu companheiro, daquela jornada gloriosa, que recentemente num encontro a convite da Excelentíssima Senhora Coronel Comandante da Polícia Militar, depois da exposição que lhe fiz da Guarda Territorial que nós levamos à PM o encargo de completar o que por falta de tempo ou por incompetência deixarmos por fazer e ainda parodiando Sir Winston Churchill, no fim da II Grande Guerra, referindo-se a RAF (Real Força Aérea) quando se escrever a história dessa guerra, podemos acrescentar: "Nunca tantos deveram tanto a tão poucos".

Nós, eu e seu saudoso pai Oswaldo Távora Buarque e outros, mudando o tempo do verbo DEVER, deveríamos dizer, ao escrever a história daquela Corporação, que com SUOR e LÁGRIMAS que "NUNCA TANTOS DEVEM TANTO A TÃO POUCOS".

Mesmo percebendo a ironia do tratamento repetido de ilustre historiador, naturalmente considerando o meu atrevimento de sem nenhum título acadêmico, escrever "Retalhos para a História de Rondônia", eu também reconheço essa temeridade e quando algumas pessoas me mimosearam com esse título, digo ser apelido a minha incompetência, que as pessoas que me distinguem com as suas amizades tentam me agradar. Entretanto sou de coração agradecido a eles e aos senhores filhos do meu companheiro e creio que ele também me considerava AMIGO. A alegria de terem lido – "as mal traçadas linhas" - no "site" www.gentedeopiniao.com.br, que me agraciou com esse espaço, reconhecendo, talvez que eu não tinha valor para aparecer ao mundo na tela da INTERNET.

Não está presente na minha memória que escrevi naquela mensagem, mas asseguro-lhes que os assuntos abordados não o foram de forma evasiva nem dentro de uma visão distorcida, porque assim poderia manchar a memória e desvalorizar o trabalho e a honorabilidade de tantos valorosos companheiros, que hoje estão no descanso desse labor em outra esfera.

Não teria nem razão para esse procedimento.

Talvez os senhores filhos do nosso companheiro, meu Ir.: e meu amigo que demonstrei quando no seu velório na capela da funerária Dom Bosco, com minha presença naquele momento que não havia esquecido o Cap. Buarque enquanto muitos outros camaradas, vivos ainda hoje, não compareceram.

O que consideravam como forma evasiva, dentro de uma visão distorcida, foi tornar público, os conceitos desairosos que as pessoas de má conduta faziam de Buarque pelo rigor do seu procedimento no estrito cumprimento do dever, que os senhores viram refletida num espelho côncavo e não o que sem a intenção subalterna foi de mostrar publicamente o procedimento e o caráter daquele homem foi tão mal tratado por um ideal.

Por termos opiniões políticas diferentes não era por isso que seríamos inimigos. Eu nunca pertenci a nenhum partido político. Votava em Aluísio Ferreira, mas admirava a generosidade do naquela época Coronel Joaquim Vicente Rondon, a quem sou devedor de um favor que só um coração bem formado pode conceder. Do médico Renato Medeiros sempre fui muito amigo e até hoje devoto aos seus filhos e a sua esposa sinceridade da minha amizade.

Os senhores filhos de Buarque na biografia que me mandaram não tem um terço do que o povo dos ex-territórios do Guaporé e de Rondônia deve à Guarda Territorial, destacadamente a Alípio, Buarque, Nélio (recentemente falecido) e aos civis, João de Melo e Silva e Simeão Tavernad, a tranqüilidade de dormir com as portas abertas.

Aqueles homens de macacão, mescla e capacete de cortiça armados com um cacetete de madeira, foram substituídos por policiais, formados em escolas ou estagiários em outras polícias de Estados mais desenvolvidos, armados com metralhadoras, percorrendo as ruas e avenidas em carros e motocicletas e que nós percorríamos a pé, não dão a tranqüilidade de dormir de portas abertas.

Amigos filhos de Buarque, se os magoei não foi de propósito.

Nós fomos considerados heróis por alguns e bandidos por muitos.

Fonte: Esron Penha de Menezes

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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