Porto Velho (RO) quinta-feira, 6 de agosto de 2020
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Confúcio Moura

CONFÚCIO MOURA: Novos rumos – para viver melhor


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Eu fico observando a quebradeira, em dominó,  dos nossos estados e municípios. E se comparado a uma empresa privada, creio que pediriam falência ou recuperação judicial.

No entanto, não tenho conhecimento no mundo,  que isto já tenha acontecido. Por certo, se bem pesquisado na literatura, encontre-se caso assemelhado. Quando os países “quebram” por guerras, catástrofes ou crises econômicas profundas, o caminho mais fácil encontrado é o do êxodo (refúgio) para outras regiões, enquanto, governantes sérios, tomam atitudes duras visando a recuperação dos seus países.

Agora, não vou fugir do assunto e ficar concentrado em nosso País.

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Qual é a saída para um Estado totalmente inviabilizado? Eu não vejo outra alternativa, que não seja a das reformas e mudanças dos modelos atuais. Muitos governos flagelados buscam recursos e meios, que venham do próprio povo, porque nada une mais um povo, do que o infortúnio.

Porque a recuperação de um país ou de qualquer dos seus entes, depende, exclusivamente do seu povo. Não se pode esperar de outros países nenhuma generosidade, que não seja maior endividamento.

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Já li que governos, mundo afora, pediram ao povo joias, bens pessoais, doações diversas para manter guerras ou outras dores. Por aqui, não dá para esperar o tempo para que cicatrizem as feridas do nosso retrocesso. Será necessário, um período de tempo, certo ou errado, que não pode ser longo, e mesmo sem a solidariedade completa do nosso povo, sejam iniciadas as mudanças necessárias para equilibrar a situação econômica de estados e municípios.

Pois, o que é uma nação, senão a soma dos seus entes federados? A União é um organismo, como o nosso. Se o dedão do pé dói, o corpo inteiro sofre. Para que o Estado seja saudável tudo deve estar em harmonia.

Quando se fala em recuperação judicial ou falência de uma empresa, ou se fecha a porta dela de uma vez ou se negocia a dívida por critérios rigorosos. Por aqui, vejo que não há outra saída que não seja uma mudança constitucional, onde os privilégios sejam cortados e todos os gastos públicos caibam dentro dos nossos orçamentos.

Não dá mais para se perder décadas, como já aconteceu em nossa história recente. Não dá. O momento é oportuno para os ajustes, basta que se aproveite a reforma iniciada pelo judiciário, com a reforma dos costumes, combater as práticas pervertidas da política brasileira, enquanto se ajusta a economia. Tudo deve caminhar junto.  Basta seguir os exemplos de países como a Polônia, Israel, Coréia do Sul, Chile, Vietnã, além de muitos outros.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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