Sábado, 13 de fevereiro de 2016 - 05h51
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Um barril de pólvora
O Vale do Jamari, uma região de nove municípios, polarizada por Ariquemes, se transformou nos últimos anos na região mais violenta de Rondônia. Concorre para o aumento da criminalidade naquela populosa região, onde municípios como Machadinho do Oeste e Buritis tem batido sucessivos recordes de desenvolvimento regional, fatores urbanos como o problema das drogas e os conflitos pela terra, permeados por crimes de pistolagem, chacinas de posseiros, etc, etc.
Numa região que se tornou um vulcão expelindo lava para todo lado, sabe-se que dezenas de fazendas têm sido vitimas de invasões por criminosos, conhecidos atualmente como agrobandidos espalhando o terror.
Espera-se que com a força tarefa criada para impor a ordem nos municípios daquele pólo regional que vem sendo alvo deste banho de sangue, que as coisas mudem de figura. Rondônia não pode ser dominada pela bandidagem no campo e pelo narcotráfico nas cidades. Não é possível que os tempos do jaguncismo dos primórdios da colonização voltem a atormentar a população deste estado.
No corpo a corpo
Com as recentes restrições na legislação eleitoral que devem valer a partir das eleições municipais de outubro os candidatos a prefeitos e vereadores terão menos tempo de campanha e ficarão sem doações de empresas, um hábito que já estava arraigado nas relações dos políticos com a esfera empresarial.
Em ano eleitoral, os escalados pelos comitês para arrecadar recursos percorriam o comercio e a indústria desde março para pedir dinheiro do empresariado. Agora a mamata acabou e todos os candidatos também estarão impedidos de usar materiais como cavaletes e de realizar pinturas em muros.
Atingir o eleitorado se transformou num desafio já que a população anda muito desconfiada dos políticos, propensos a levar ovadas na cara ao invés de oferecer manifestações afetuosas. Com isto restará o corpo a corpo para uma disputa encarniçada de votos em visitações casa por casa. Mas que os políticos passem longe da minha humilde residência, na Rua Duque de Caxias, Bairro São Cristovão. Não serão bem vindos.
As piores condições
Num estado, onde a cidade de Cacoal é a única em condições sanitárias semelhante aos patamares do sul do País e Ji-Paraná apenas engatinha os primeiros passos para ganhar o seu sistema, o tema escolhido pela Campanha da Fraternidade para 2016, o saneamento básico, tem tudo a ver com a nossa triste realidade terceiro-mundista.
Das regiões mais prejudicadas pela falta de água tratada e de esgoto domiciliar, a região Norte do país é a mais atrasada e Rondônia ainda esta mais atingida do que os outros estados da região. E, especialmente no quesito coleta de esgoto, a cidade de Porto Velho, a nossa capital rondoniense, conta apenas com o que foi feito pelos ingleses há quase um século. Yes, Porto Velho com um centro cívico moderno, de primeiro mundo, nascida como uma cidade inglesa moderna no seu tempo. convive hoje com seu naco dos piores guetos africanos de subdesenvolvimento.
Que a Campanha da Fraternidade sirva para despertar a classe política para que o estado rompa com este atraso secular. Saneamento é saúde.
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