Quinta-feira, 28 de novembro de 2019 - 12h28

Do Mensalão
ao aquecimento global, negar é a arma predileta de muitos governantes. Não vai
tirar o protagonismo da Amazônia no ranking das possíveis causas do Apocalipse,
mas não há como negar que Alan Mendonça, diretor da série Sementes do Amanhã (canal Futura, noites de terças), tem razão ao
supor que todos os biomas brasileiros estão ameaçados.
A
pesquisa sobre alimentos ameaçados de extinção feitas pela equipe que por dez
meses coletou informações em comunidades tradicionais das cinco regiões do país
chegou a um resultado que faz parecer meros mexericos tergiversações e versões
em torno de STF, antagonismo Maia-Alcolumbre, deslizes verbais dos líderes
políticos e coisas irrelevantes do (ou de) gênero.
O
simples fato de narrar (pela voz da jornalista e escritora gaúcha Nanda
Barreto) a história de alimentos como o buriti, açaí, castanha-da-Amazônia,
Butiá, pinhão, o umbu e a baunilha do Cerrado e supor que essas maravilhas da
nossa biodiversidade estejam de alguma forma sob ameaça são informações
suficientes para ir além das negações e desmentidos.
Investigações
apuradas sobre as tragédias anunciadas são necessárias. Há crimes de
lesa-pátria e de lesa-humanidade – e nenhum pode ser ignorado ou ficar impune.
Fala-se muito em criar o “pecado ecológico”, mas o crime ecológico é bem velho
e não pode continuar passando em branco.
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Os interesses
A
maioria das novas lideranças e tampouco os caciques políticos de Porto Velho
não tem interesse na reeleição do prefeito Hildon Chaves (PSDB). Reeleito, o
tucano pode se transformar num forte predador daqueles que se interesam pelo
Senado e pelo posto do governador Marcos Rocha (PSL) no pleito de 2022.
Portanto muitos apoios anunciados, serão de boca para fora, inclusive de
aliados que estão voduzando o alcaide desde já.
Contra todos
Na
disputa pelo governo do estado, numa reeleição já tivemos um caso de uma luta
contra tudo e contra todos. Na reeleição do então governador Ivo Cassol, em
2006, na peleja do segundo turno, todo mundo se uniu – de hebreus a fariseus,
de peemedebistas a pefelistas – para derrotar o então mandatário, mas a
coalizão tubulou gloriosamente. Foi a maior aliança já feita nestas bandas, mas
sem conseguir mudar o rumo dos ventos, então favoraveis a Ivo.
Uma aventura
O decano da imprensa rondoniense e nosso colega
Leo Ladeia, o bom baiano, da rede TV, viveu a aventura com uma viagem rodoviária
de Porto Velho a Londrina, no Paraná, com quase 3 mil quilômetros de distância.
De tempos em tempos eu faço o mesmo trajeto para ver como estão crescendo as
cidades ao longo de Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Recomendo a
viagem, pela Eucatur, especialista em trechos longos.
Predadores a vista
Com fortes predadores em suas regiões, as três
deputadas federais eleitas por Rondônia vão ter que se espichar no projeto da
reeleição. A deputada federal Mariana Carvalho (PSDB-Porto Velho), por exemplo,
já busca novos redutos para compensar o espaço perdido na capital para Leo Moraes
e Mauro Nazif. Na eleição de 2018 a
tucaninha já estava também com os pés fincados em Jaru e Vilhena.
As gozações
Logo depois que o ex-deputado estadual (ótimo
deputado por Rolim) e ex-prefeito (ótimo prefeito de Santa Luzia e péssimo
prefeito de Rolim) Cesar Cassol se declarou amigo para sempre do presidente
exilado da Bolivia, Evo Morales, posando inclusive com cocar e adornos
indigenas, Morales foi chutado para o México pela nova presidenta. Por isto, na
Zona da Mata estão dizendo que César, hoje um milionário sojicultor nos
altiplanos bolivianos é um baita pé frio!
Via
Direta
*** A falta de planejamento nas esferas
municipais e estaduais tem causado sérios prejuizos ao setor da educação nos
distritos e localidades ribeirinhas de Porto Velho *** Centenas de estudantes
estão com o ano letivo comprometido pela falta de transporte escolar, um
problema que só será resolvido no ano que vem *** Cada vez mais difícil montar uma Frente de Esquerda na capital. PT,
PSOL, PSTU, e PC do B não se entendem *** A Energisa, que virou uma Geni em
Rondônia, trabalha para reduzir os “gatos” nas residências de antigas invasões
aonde existem ligações feitas até com arame farpado *** E ao conseguir a redução das ligações clandestinas, poderá diminuir
o custo da tarifa para a população em geral e evitar possíveis tragédias ***
Em alguns conjuntos habitacionais da capital não é possível nem sair de casa
para a padaria *** Na volta, o morador
vai constatar o roubo de bujões de gás, aparelhos eletrônicos e até carne na
geladeira. Coisa de louco!
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