Quinta-feira, 26 de março de 2026 - 07h30

A
decisão do comitê gestor do Selo Amazônia de anunciar até maio a norma que vai
orientar a certificação de produtos da floresta e arredores se parece com peça
de Shakespeare: todos sabem que é boa, mas todos também já conhecem o final.
Uma
feliz criação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços,
sob a coordenação da Secretaria Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria,
o Selo, desde 2024, segue a missão 5 da Nova Indústria Brasil, voltada para a
bioeconomia e a descarbonização.
A
norma, portanto, estará evidentemente orientada a selar cerca de 100 produtos e
famílias adequadas aos macrocritérios do programa (recortes produtivo,
territorial, de origem e de sustentabilidade). Nesse caso, se cair na área não
é pênalti: é prêmio para os setores de alimentos e bebidas, higiene e
perfumaria, bioenergia e biocombustíveis, e químicos e novos materiais que
produzem a partir de insumos como açaí, babaçu, cupuaçu, andiroba, copaíba,
castanha-do-Brasil, cacau, buriti, tucumã, jambu, cumaru, murumur, guaraná,
pupunha e ucuúba.
Sendo
um selo que atesta o produto como sustentável e procedente da Amazônia Legal, a
norma vai atender a critérios ambientais, sociais e econômicos bem conhecidos,
sobre os quais ninguém poderá alegar ignorância. É um jogo de ganha-ganha para
quem avisou e quem está avisado.
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A confirmação
Setores
emedebistas aguardam a confirmação de uma eventual desistência da candidatura à
reeleição do senador Confúcio Moura. O provável substituto seria o ex-ministro
da Previdência Amir Lando, que já foi também deputado estadual e senador ao
longo da sua trajetória política, iniciada com a eleição de deputado
constituinte em 1982. O MDB ainda não se pronunciou sobre seu candidato ao governo
do estado. Tradicionalmente o partido tem candidato ao governo estadual, sendo
a legenda que mais elegeu governadores em Rondônia desde a criação do estado,
com Jeronimo Santana, Valdir Raupp e Confúcio Moura. Ainda temos Ângelo Angelim
que foi governador nomeado.
As indefinições
Chegamos
ao final de março ainda com muitas indefinições a respeito das candidaturas
majoritárias em Rondônia. Senão vejamos: O MDB ainda não definiu se terá candidatura
própria ou apoiará algum postulante de ponteira ao CPA. O Podemos do prefeito Leo
Moraes assegura que lançará candidatura própria e o nome mais provável é o
delegado Camargo, deputado estadual, com base em Ariquemes e Vale do Jamari. O
governadoravel Adailton Fúria (PSD) ainda não escalou seus dois candidatos ao
Senado na sua aliança. Não bastasse está perdendo quadros para o rival Hildon
Chaves, do União Brasil.
No meio do caminho
Do
meio do ano passado até o final deste mês de março de 2026, vários candidatos
ao governo de Rondônia ficaram sentados à beira do caminho. O mais importante
deles, o ex-governador Ivo Cassol (PP) por causa da inelegibilidade, ele era o
franco favorito para a peleja sucessória de Marcos Rocha. Outro que anunciou
candidatura e acabou refazendo seu projeto para as eleições ao CPA, foi o
deputado feral Lucio Mosquini, que deixou o MDB para ingressar no PL para
disputar a reeleição. O deputado federal Fernando Máximo (PL) chegou a ser
cogitado para disputar o Palácio Rio Madeira, mas acabou confirmando postulação
ao Senado na chapa de Marcos Rogério.
Sem concorrência
Sem
seus dois maiores concorrentes na capital, que seriam o prefeito Leo Moraes (Podemos)
e o deputado federal Fernando Máximo (PL), o ex-prefeito de Porto Velho Hildon
Chaves (União Brasil) encontrou as condições favoráveis para disputar o governo
de Rondônia. Não bastasse a falta de concorrência, o ex-tucano salta bem na
frente dos adversários na capital, onde está concentrado um terço do eleitorado
rondoniense. Para se ter uma ideia do que significa isto, Porto Velho tem mais
eleitores do que Ji-Paraná, Ariquemes Cacoal e Vilhena juntos. Um bom resultado
na capital encaminha Hildon Chaves para um previsível segundo turno.
Aposta do Expedito
A
aposta do ex-senador Expedito Junior (PSD) ao lançar dois candidatos ao governo
de Rondônia que são o prefeito de Cacoal Adailton Fúria pelo PSD e seu filho
Expedito Neto pelo PT, é um deles se firmar ao longo da campanha e os dois se
unirem mais adiante. A confiança em Fúria é em cima do seu desempenho como
prefeito em Cacoal, é um dos melhores alcaides da atual safra. Já, no que se
refere ao seu filho disputando o governo pelo PT é a confiança de que o presidente
Lula poderá transferir até 25 por cento do eleitorado para Expedito Neto. Este ´percentual
poderia garantir para seu rebento presença no segundo turno. Vejo Fúria prejudicado
neste lance de duas candidaturas. Mais na frente Expedito optará por apoiar seu
filho.
Via Direta
***Com a exoneração de 150 servidores, a
Câmara Municipal de Porto Velho efetuou sua maior reforma administrativa de
todos os tempos. As mudanças projetadas garantem uma grande economia para o
Poder Legislativo da capital *** O candidato ao Senado do govenador Marcos
Rocha na capital é o ex-secretário da Fazenda Luís Fernando. Será uma presa fácil
para Fernando Máximo (PL) e Mariana Carvalho (Progressistas) *** Luís Fernando fará dobradinha com Adailton
Fúria que disputa o governo estadual *** Com sua economia fraquejando,
Porto Velho depende do contracheque do funcionalismo público. A semana foi repleta
de queixas sobre o movimento no comercio lojista.
Quinta-feira, 26 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Hildon Chaves é um dos candidatos favoritos ao Governo de Rondônia
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