Porto Velho (RO) segunda-feira, 17 de junho de 2019
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Carlos Sperança

Nova rodoviária - A falta de identidade cultural - Espaço Multieventos - A base parlamentar de Marcos Rocha


Nova rodoviária - A falta de identidade cultural - Espaço Multieventos  - A base parlamentar de Marcos Rocha - Gente de Opinião

Do Latim para o Tupi

O mundo é tomado por um mar de incertezas na atualidade, com o Brexit na Europa, o desaquecimento da economia chinesa, a ameaça de impeachment do presidente Donald Trump nos EUA, riscos de novas guerras, o desafio venezuelano ao alinhamento América Latina-EUA e a implantação do ultraliberalismo no Brasil neste início de 2019.

Entre os raros sopros de otimismo visíveis em meio a muitos temores, a ONU declarou 2019 o Ano Internacional das Línguas Indígenas. Mas será outro ano meramente cerimonial e inócuo se não receber apoio. A realidade é assustadora: as línguas faladas pelos povos indígenas desaparecem rapidamente e com elas também parte da história, tradições e memórias de um planeta que ainda não aprendeu a preservar.

O papa Francisco fez a sua parte, ao sacudir a consciência mundial em sua carta encíclica Laudato sì (2015), quando afirmou: “O desaparecimento de uma cultura pode ser tanto ou mais grave do que o desaparecimento de uma espécie animal ou vegetal”.

É possível que apesar de todas as controvérsias que causou, o novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, também se alinhe aos defensores dos idiomas indígenas, já que em sua posse recitou a Ave Maria em Tupi: “Anauê Jaci”.

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Nova rodoviária

Assim como em Porto Velho, aonde o então governador Confúcio Moura (MDB) prometeu uma nova rodoviária e não cumpriu, transferindo a obra para o prefeito Hildon Chaves (PSDB), a mesma promessa feita para Ariquemes também não foi cumprida pelo governo anterior, deixando o atual prefeito Thiago Flores numa situação complicada. Lá foi pior, pois o projeto foi cancelado de vez.

As identidades

A falta de identidade cultural com Porto Velho do atual prefeito Hildon Chaves (PSDB) e do governador Marcos Rocha (PSL) vai resultar na falência de vez do carnaval na capital rondoniense. Porto Velho, guardadas as proporções, é como as cidades onde o carnaval promove o turismo, propiciando emprego e renda, casos do Rio de Janeiro e Salvador onde os festejos de Momo “bombam”.

As diferenças

Nas cidades do interior do estado, com influência de migrantes sulistas, o carnaval não é tão importante no aquecimento do turismo e da economia e, por isto, até politicamente a opção de não liberar recursos é bem aceita. Na capital, no entanto, a influência do carnaval politicamente é muito forte e tanto o prefeito como o governador ao se omitirem nestas festividades vão reforçar a oposição.

Espaço Multieventos

Com bumbódromo e sambódromo incluídos no projeto, o governo do estado já tem na conta recursos na ordem de R$ 14 milhões, fruto de emendas do senador Valdir Raupp e da deputada federal Marinha Raupp, para tocar as obras lá nas bandas do Parque dos Tanques. Se as escolas de samba e entidades não terão apoio para seguir suas atividades, porque então construir estas obras? Será elefante branco.

A base parlamentar

O governo de Marcos Rocha (PSL) foi formado por um bando de cabaços no campo da articulação política e no relacionamento com a imprensa. A falta de base parlamentar na Assembleia Legislativa, não demora em render dissabores, a imprensa desconsiderada até para entrevistas vai reagir à altura. Reconheço um governador com boas intenções, mas já com tropeços, penando pela inexperiência.

Via Direta

***Barrado pela clausula de barreira, o PSDC já estuda fusão e incorporação com outras legendas *** Ao todo 16 siglas deixarão de existir por força das exigências da lei eleitoral *** O prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) se animou para a campanha de reeleição em 2020 **Tem obras importantes para serem entregues no ano que vem além da revitalização da orla do Rio Madeira e macrodrenagem na Zona Leste *** A segurança pública tem grandes desafio pela frente no Vale do Jamari *** Por lá, é enorme o índice de mortes no campo.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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