Quarta-feira, 2 de janeiro de 2019 - 20h05

Ao completar as equipes de governo
– ministério e secretariado – o presidente Jair Bolsonaro e o governador Marcos
Rocha, como seus homólogos pelo país, escolheram os melhores para cada função
de acordo com seu julgamento, levando em conta apreciações de correligionários
e amigos. Para cada função sempre há várias possibilidades, cada qual com seu próprio
lobby. Com isso, a montagem e um gabinete
enfrenta sempre a mágoa dos preteridos.
“Cada vez que dou um posto vago,
faço cem descontentes e um ingrato”, dizia o rei francês Luís XIV. Os cem
descontentes são inevitáveis, mas os escolhidos para o próximo governo devem
ser gratos pela oportunidade, principalmente sabendo que por conta da
conjuntura, mudando a cada sopro do vento, podem ser substituídos.
Apesar da gravidade da crise
brasileira, piorada pela situação mundial de incerteza, os brasileiros sentem
que precisam confiar e esperar o melhor da equipe ministerial e dos
secretariados estaduais, mesmo porque todos estão no mesmo barco e ninguém quer
naufragar.
O sábio Baltazar Gracián estimava
que ninguém se importará no futuro se os ministros foram bons ou maus. O nome
que fica na história é o de quem os escolheu: “A eles você está confiando sua
fama imortal”.
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Novos secretários
Conforme estabeleceu o governador
Marcos Rocha, antes de viajar a Brasília para participar da posse do presidente
Jair Bolsonaro, os secretários de estado assumem seus cargos nesta sexta-feira,
dia 4, prestigiando assim a data da instalação do estado de Rondônia. Assim ele
ganha tempo para tentar resolver o problema do orçamento 2019 que não foi
sancionado por Daniel Pereira.
Recado à imprensa
Chamou a atenção do recado do
governador eleito Marcos Rocha sobre o que ele qualificou “imprensa do mal”. Infelizmente
ela existe. Ela funciona na base de achaque.Os jornalistas lascam o pau nos órgãos
públicos para se empregar no governo do estado, na Assembleia Legislativa e
prefeitura de Porto Velho. Por isto os órgãos públicos da capital estão lotados
de fantasmas, boa parte, de fato, originada da imprensa.
Esqueceram de mim
Na solenidade de posse de Marcos
Rocha, na terça-feira, falou todo mundo que podia e não foi dado muito espaço
ao então governador Daniel Pereira que passou a faixa para seu sucessor. Pobre
Pereirinha, tinha um discurso bonito para a plateia presente no Teatro Estadual.
Fica para outra. Dizem por aí que ele é candidato a prefeito de Porto Velho no
ano que vem. Será?
Rondônia estado
O estado de Rondônia completa,
neste dia 4, 37 anos de instalação. Tive o privilégio de ser testemunha ocular
das festividades em 1981, na época, como editor do jornal Estadão do Norte. Na
época, Porto Velho fervilhava com o garimpo de ouro no Rio Madeira e no
interior, a migração no estado chegava ao seu auge com a busca de módulos
rurais doados pelo INCRA.
A pujança
Na época da virada de Rondônia de
território a estado eram cerca de 490 mil habitantes, menos do que a população
atual de Porto Velho estimada em 520 mil almas. Passadas quase quatro décadas,
já somos 1.800.000 habitantes, com grande pujança no agronegócio e crescendo 5
por cento ao ano, um índice invejável comparado com outras unidades da
federação.
Via Direta
*** Na posse do governador Marcos Rocha o presidente da ALE Maurão de Carvalho
falou da sua disposição em ajudar a nova gestão ***Ora, se quisesse mesmo tinha enviado o orçamento
2019 para sanção do então governador Daniel Pereira antes de sábado **Aliás, sobre a questão orçamentária tanto
Marcos Rocha como Maurão optaram em não comentar o assunto *** Maurão jura
de pé juntos que mandou para o Executivo.
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