Sábado, 7 de fevereiro de 2015 - 05h01
Orçamento impositivo
Depois de muitas tentativas, a Câmara dos Deputados vai colocar em votação nesta segunda-feira, o chamado orçamento impositivo, que obriga a União pagar na marra os valores das emendas parlamentares dos deputados e senadores. Neste sentido é previsível ocorrer
efeito cascata também nas assembléias legislativas, já que o mesmo problema de relacionamento que o Congresso Nacional mantém com a presidente Dilma os deputados estaduais pena com os governadores.
A União tem caloteado emendas parlamentares desgastando deputados e senadores perante as suas bases. Em Rondônia, ocorre o mesmo, sucessivos governadores só pagavam as emendas – geralmente destinadas a obras nos municípios – com forte pressões durante votações importantes.
Acompanho esta queda de braço há décadas aqui em Rondônia. Prefeitos e deputados estaduais às vezes prometem obras em seus municípios baseados nos recursos das emendas, mas elas acabam não saindo. Acabam acusados de desviar os recursos, quanto sequer foram liberados. O desgaste é enorme nas bases em todas as esferas.
“O Orçamento impositivo obriga a União
pagar os recursos oriundos das emendas”
Campanha da fraternidade
A Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil –CNBB, que no ano passado tratou do tráfico humano na sua Campanha da Fraternidade, tem como lema em 2015 “Eu Vim Para Servir”. Num momento aflitivo para a sociedade brasileira, as relações entre a igreja e o rebanho de fieis se renovam com a atuação firme e transparente do Papa Francisco.
Como em todas as suas edições, a campanha é lançada na quarta-feira de cinzas e vai mobilizar todas as paróquias da Igreja Católica. No ano passado, o tema “Tráfico Humano” serviu para despertar a nação para um grave problema que atinge principalmente as mulheres e os bebês no País. Os paroquianos foram às ruas, em pits stop, levando a palavra de ordem da CNBB.
“Fraternidade: Igreja e Sociedade”, é um mote que aprofunda mais as relações dos católicos desde a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, mostra uma Igreja mais unida e disposta adotar posição em favor dos mais necessitados. È a opção do Vaticano, vestindo as sandálias da humildade.
“
A Campanha da Fraternidade
aprofunda as relações com as comunidades
”
Pesquisas fajutas
Finalmente o Congresso Nacional resolveu entrar firme nas investigações das pesquisas eleitorais que desde o ano de 2000 tem apresentado disparidades terríveis. Por causa de tantos números equivocados, com verdadeiras quadrilhas manipulando dados coletados, que foi solicitada uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o que tem ocorrido.
A proposta do deputado Ricardo Barros (PP-PR) autor do pedido da CPI, também pretende desvendar até que ponto os eleitores são influenciados pelas enquetes eleitorais.
Em Rondônia, um estado campeão em pesquisas adulteradas, muitos candidatos sobreviveram às manipulações de institutos. Alguns candidatos a prefeitos – cito entre tantos Garçon (Candeias) e Chiquilito (Porto Velho) ganharam dos adversários mesmo com pesquisas desfavoráveis. Ao governo, Valdir Raupp, José Bianco e Ivo Cassol (na primeira eleição) também tiveram vitorias convincentes, mesmo levando pau nas enquetes eleitorais. Passar os institutos de pesquisa a limpo é preciso.
“A Câmara dos Deputados instala CPI
das pesquisas na próxima segunda-feira”
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