Quinta-feira, 27 de junho de 2019 - 13h36

Como um raio de luz na pesada
escuridão tecida pela polarização “ideológica”, Manaus assistiu ao espetáculo Amazônia Sonha Brasil, que entre outras
mensagens trouxe um brado em defesa das abelhas, postas nos extremos das
escalas de utilidade e fragilidade, entre os seres mais úteis da natureza e
também entre os mais fragilizados pela degradação ambiental.
Seres humanos também figuram nessa
escala. Podem se defender melhor que as abelhas, mas enfrentam interesses que
se estendem das corporações aos governos. Sua utilidade, como a das abelhas, é
também imensa, mas precisam de condições para exercer o seu melhor potencial de
qualidade.
Sempre houve reações negativas ao
modo como os índios são tratados. Já no século XVI o papa Urbano VIII ameaçava
de “castigos e cóleras divinas” quem atentasse contra a vida dos índios. A
indignação papal daquela época está em vias de se avivar com o Sínodo de
outubro.
Há reações crescentes aos atritos
entre o governo federal e índios na demarcação de áreas e negociações
enviesadas, como no Linhão de Tucuruí, útil, mas embaraçado por um sério erro que
ainda causa horror ao mundo. O sonho amazônico seria desanuviar a escuridão e
juntar esforços pelo aproveitamento das riquezas sem prejuízo para abelhas e
humanos. .
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O saudosismo
Constato certo saudosismo dos políticos
em cargos já exercidos anteriormente. As movimentações politicas na capital e
pelo interior, mostram que o deputado federal Mauro Nazif (PSB) deseja voltar
ao posto, atualmente ocupado pelo alcaide Hildon Chaves (PSDB) e o senador
Confucio Moura (MDB) retornar ao Centro Político e Administrativo.
Conexão Fortaleza
Rondônia, como se sabe, é um dos grandes
corredores do tráfico de cocaina no Brasil. Nos útimos dias se descobriu rotas
alternativas, além do sul maravilha e a rota fluvial para Belém. Trata-se da
“Conexão Fortaleza”. Os traficantes de lá mandam dinheiro pelos bancos aos
comparsas de P. Velho que vão até a Guayará Mirim para as compras e posterior
remesa ao Ceará.
Nas estancias
A
imigração dos venezuelanos em Rondônia aqueceu o mercado das estâncias (assim são
designados por aqui os conjuntos de kitinets em Porto Velho) numa cidade com
dezenas delas ainda vazias e desvalorizadas por falta de interessados. Assim
algumas imobiliárias estão comemorando uma pequena reação enquanto esperam
melhores dias, já que na esfera de vendas a coisa esta bem complicada.
O sobrevivente
O prefeito Hildon Chaves é um
sobrevivente político numa prefeitura que é taxada, devido a tantos
antecedentes, como cemitério de politicos. Já vivenciou três invernos
amazônicos, sendo que no primeiro recebeu a compreensão da população, mas nos
dois seguintes bombardeio pesado, a ponto de ficar deprimido. Neste verão o
alcaide voltou a sorrir. Tá vivo e motivado para a campanha da reeleição.
Orçamento
Os deputados federais e senadores
estão radiantes. Finalmente o Congresso Nacional promulgou o orçamenmto
impositivo que obriga a União a pagar as emendas dos parlamentares a partir de
2020. Os prefeitos também devem estar agradecidos pois é com estes recursos que
eles conseguem vitaminar seus orçamentos com obras de infra-estrutura, saúde e
transporte escolar.
Via Direta
***Na falta de novas obras, o prefeito Hildon Chaves esta reinaugurando
praças e parques reformados *** No
entanto, a grande expectactiva dos portovelhenses é que ele desenrole os
polêmicos casos de água e esgoto e da construção da nova rodoviaria *** Seguindo os mandarins Ivo Cassol e Confucio Moura, o
governador Marcos Rocha economiza todo mês para garantir a folha de pagamento
no mês trabalhado *** È um dos ingredientes da receita de reeleição de
governadores em Rondônia...
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