Porto Velho (RO) domingo, 8 de dezembro de 2019
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Gente de Opinião

Abnael Machado

Conselho de cultura. Quem o extinguiu?


 
Alguns escritores, historiadores e outras coisas, insistem em propalar e divulgar sem nenhum critério de veracidade, que o governador Dr. Jerônimo Garcia de Santana, foi o autor da extinção do Conselho Estadual de Cultura. Ao serem contestados com base em documento, quanto a improcedência de tal asserto, considerando que o ato em causa, foi de autoria da Assembléia Constituinte, disposto na Carta Magna, no Art. 209 – “O Poder Público criará o Conselho Estadual de Política Cultural, cujas Atribuições, organização e forma de funcionamento serão definidas em lei.” Replicam sem prova documental, que os parlamentares assim procederam, atendendo recomendação por escrito do Governador.

Esses que assim procedem, deixam de observar o principio ético do dever do historiador ser imparcial ao analisar e descrever os acontecimentos que ocorreram e ocorrem ao longo do espaço e do tempo, resgatanda-os e preservando-os como cabedal histórico e cultural da presente e das posteriores gerações. Assim sendo, deve ser desvinculado de quaisquer sentimentos, paixões, posições políticas, política ideológica. Não se prestar a servir a qualquer causa por mais que aparente ser nobre, se para tanto for condicionado a renunciar a dignidade do historiador, do escritor a qual é o comprometimento em escrever e divulgar a verdade.

Honestamente, é inútil tentar com invencionices descabidas suprimir a figura de Jerônimo Garcia de Santana, Deputado Federal por três mandatos consecutivos 1971/1975; 1976/1979; 1980/1982. Primeiro Prefeito Municipal e Governador Estadual eleito, respectivamente em 1975 e 1987. Negando-lhe o reconhecimento de ser ele um dos importantes protagonista da história de Rondônia.

No período do seu mandato de governador, deu atenção especial á educação, criou quinhentas escolas rurais 1º a 4º série, quarenta e duas escolas de 1º a 8º série e vinte escolas de 1º e 2º graus. (Fonte: Coleção das leis de Rondônia). Fez aquisição e distribuição ás Secretarias, ás bibliotecas públicas e as das escolas, de duas valiosas obras com inestimável acervo cientifico, cultural e político, com textos em português e inglês, ilustrados com fotografias. Uma versando sobre as nações indígenas Surui, Pacaá Novos, Parecis, Nhabiquara, Macurap, Tapari, Jabubi e outras. Depoimentos de índios, seringueiros, agricultores, comerciantes e sertanistas, Intitulado “Are”, autor Santill, Marcos, editado em 1987, pela Câmara do Livro de São Paulo.

Outra intitulada “Madeira – Mamoré Imagens & Memórias”, do mesmo autor, editada em 1988, pela Editora Mundo Cultural de São Paulo, no estilo da primeira, com textos em português e Inglês, ilustrados com fotografias. Contendo depoimentos de ferroviários, empresários e comerciantes.

Ambas obras versam sobre o espaço físiográfico, a antropologia, a sociologia, a confrontação cultural indígenas, colonos, o histórico de Rondônia.

Catalogou as leis, decretos e outros atos oficiais emitidos no período de 1850 a 1989, contidos numa coleção composta por quatorze volumes constituindo-se na fonte histórica e política da maior relevância. Criou o conservatório Musical do Estado de Rondônia; o Centro Cultural do estado de Rondônia e Museu Laboratório de Arqueologia, respectivamente, por intermédio dos Decretos 3.665/88; 4.108/89 e 4.285/89.

O que citamos, somente relativo á educação e á cultura, comprovam o seu compromisso de cidadão cívico em corresponder com trabalho e empenho em promover o bem estar aos concidadões que lhe confiaram o governo do Estado de Rondônia.

Reitero minha afirmação, Jerônimo Santana não Extinguiu a Conselho de cultura, quem discordar, que apresente provas de sustentação as suas contraditórias.


Abnael Machado de Lima
Membro da Academia de Letras de Rondônia

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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