Porto Velho (RO) segunda-feira, 18 de novembro de 2019
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Abnael Machado

AS COBRAS GRANDES AMAZÔNICAS



O Acadêmico Matias Mendes, veterano pesquisador do vale do Guaporé, seu berço natal, divulgou por intermédio do jornal Alto Madeira edição de 19 de março do ano de (2016) em curso, o aparecimento desde o mês de agosto de 1915, no Rio Guaporé nas proximidades do Forte do Príncipe da Beira, no trecho compreendido entre o Estirão de Puerto Ustérez e a Boca da Baia Redonda.

Ocorrência que se tornou constante, a gigantesca cobra emergir das profundezas das águas, deslocando-se em sua superfície, quase que diariamente conforme constatação de numerosas pessoas ali moradoras. Fato inédito, visto a normal raridade desses aparecimentos em longos espaços de tempos.

As cobras grandes aquáticas, são seres mitológicos e reais arraigados na nossa cultura de povos amazônicos, desde a mais tenra idade, ouvimos histórias sobre elas, contadas por nossos avós,pais e pessoas idosas, bem como narradas em livros.

O articulista em seu livro “ Lendas do Guaporé”, narra as impressionantes visões que teve de duas gigantescas cobras, uma se deslocando em sentido contrário à correnteza do Rio Guaporé e outra mais aterradora na floresta de sua margem.

Uma em Guajará Mirim, foi fotografada subindo o Rio Mamoré.

AS COBRAS GRANDES AMAZÔNICAS - Gente de Opinião

Dom Rey avistou uma de enorme tamanho, numa praia situada na foz do Rio Pacaás- Novos. Em tempos idos na margem direita do Rio Madeira em frente à Porto Velho, em um poção de insondável profundidade habitava uma boiúna a qual era atribuído os desaparecimentos sem deixar vestígios, de várias pessoas  que ali, a noite se aventuravam pescar, o que aconteceu com o foguista da guarnição do navio Belém, Francisco Miranda, noticiado no jornal Madeira edição de 28 de outubro de 1917, com o título “ Mais um Infeliz Desaparecido no Insondável Poção”.

Um pouco acima da ex-cachoeira de Santo Antônio do Rio Madeira, vivia uma cobra grande cega de um olho, isto comprovado visto quando energia a noite,só era visto um foco de luz fosforescente, segundo o testemunho dos beradeiros moradores no local.

Entre outros temerários que se arriscavam pescar na escuridão da noite, engoliu um jovem. O qual apesar dos seus gritos pedindo socorro, dado as circunstâncias da escuridão e o grave pecado de infrigência à sexta feira da paixão, não foi possível prestar-lhe socorro.

No porto da vila de Calama num poção moravam (ou ainda moram), um casal de cobras grandes o qual em seus arroubos sexuais, ocasionam violentos banzeiros fraturando e desabando barrancos, pondo em risco as residências e as casas comerciais. O Carlinho Camarça quando Prefeito Municipal, designou seu Secretário de Obras Ramires a pessoalmente in loco, averiguar a veracidade e gravidade da ocorrência indicando alternativas de soluções para a área de risco, tranqüilizando os calamenses.

O padre José Francisco Pucci (padre Chiquinho) em seu relatório de viagem junto com Dom João Batista Costa (Bispo), registra “Estávamos no Rio Arapuanã, pouco a baixo do Rio Paxiuba, enquanto a canoa baixava de bubuia e com bastante velocidade, incontinente emergiu quase no meio do rio um animal cuja a cabeça era do tamanho aproximado da de um bezerro. Dirigiu-se para o bocal onde nosso motor tinha dado sinal de explosão, voltou em seguida para o lugar de antes, submergindo, os moradores da Guariba confirmaram a existência de um monstro naquele poção”.

O engenheiro Carlos Hayden da empresa P&T Collins e seus companheiros  de trabalho engenheiros e trabalhadores braçais, no fim da tarde do dia 28 de março de 1878, quando retornavam para o acampamento próximo a cachoeira dos Macacos (Rio Madeira), ao atravessarem um charco foram atacados por uma grande sucuri(7 metros), as armas que possuíam era uma espingarda e os revolves individuais. Travada a batalha ela obtinha vantagem avançando e eles recuando, sempre atirando, por sorte um dos projeteis atingiu-lhe a cabeça matando-a.

O Sargento-Mor Francisco de Melo Palheta, em junho de 1723, comandando uma expedição subindo o Rio Madeira, ele e seus subordinados avistaram duas gigantescas boiúnas com mas de 20 metros de comprimento e 4 á 5 metros de espessura, uma próxima a foz do Rio Jamarí e Outra junto a cachoeira dos Macacos. No seu relatório atribuiu um milagre de Nossa Senhora do Carmo, a protetora da expedição, não terem sido atacados.

Os relatos que fizemos são apenas de alguns reais episódios os quais  comprovam a existência de cobras com mais de vinte metros contradizendo a afirmação dos cientistas, dos biólogos e de outros mais, de que o maximo tamanha atingido por uma cobra são dez metros.

Reitero o desafio feito aos cientistas e pesquisadores de gabinetes pelo Matias Mendes em suas publicações anteriores e agora os convidando a fazer uma visita ao Forte do Príncipe da Beira,  tendo a oportunidade impar, isenta de perigo de observarem a monstruosa boiúna, flutuando nas águas superficiais do Guaporé, a vista de todas e a quaisquer hora do dia, um comportamento inusitado, oportunizando-os a reconsiderarem suas teóricas afirmativas sobre o porte das cobras grandes habitantes dos rios Madeira, Mamoré, Guaporé e de seus afluentes.
 
                 

ABNAEL MACHADO DE LIMA
Profº. de História da Amazônia da Universidade Federal do Pará
Membro do Instituto Histórico e Geográfico/RO
Membro da Academia de letras de Rondônia - ACLER.

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