Quarta-feira, 8 de abril de 2026 - 07h20

Todos
os políticos eleitos prometeram segurança à população, mas já se viu que nenhum
cumpriu. O prometido ficou na propaganda, em ações insuficientes ou apenas em
palavras. Acreditar em promessas eleitorais, nesse caso, é apenas se iludir.
A
inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI) em setembro
do ano passado veio para demonstrar que não existem chances de melhorar a
segurança em qualquer país amazônico sem a cooperação dos demais, mas essa é
toda a verdade? O CCPI consumiu R$ 36,7 milhões sacados do Fundo Amazônia e faz
parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania, lançado em julho de 2023, com o
objetivo de ampliar ações de inteligência para o combate a crimes que afetam a
floresta.
Em
2023, quando saiu o plano, ainda se acreditava que a segurança viria das ações
internas em cada um dos nove estados que compõem a Amazônia Legal. Um ano
depois veio outra certeza: a de que seriam necessárias ações combinadas entre os
estados. Em 2025, após a fala do presidente Lula da Silva na Cúpula da
Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, sentenciava-se que a segurança
amazônica dependeria necessariamente da cooperação entre os países da região.
Neste
2026 já cresce a certeza de que há interesses de nações ricas inviabilizando as
políticas regionais de segurança. Depois de todas as expectativas desfeitas,
qual será a certeza de amanhã?
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Grande troca-troca!
Num
recorde de mudanças partidárias na janela que se encerrou no final de semana,
cerca de 20 deputados estaduais e federais buscaram novos abrigos para disputar
as eleições de outubro. Para disputar o Senado, o deputado federal Fernando
Máximo trocou o União Brasil pelo PL. Também na esfera da bancada federal, para
a Câmara dos Deputados, Thiago Flores e Rafael Fera (Ariquemes), Cristiane
Lopes (Porto Velho) e Lucio Mosquini (Ouro Preto do Oeste) se mudaram buscando
melhores condições para reeleição. Silvia Cristina (Ji-Paraná), que vai
disputar o Senado, Mauricio Carvalho e Coronel Chisostomo (Porto Velho) permaneceram
nas suas respectivas legendas.
As estimativas
Para
atender as estimativas e projeções eleitorais dos diretórios partidários, a
eleição da Assembleia Legislativa de Rondônia deveria contar com pelo menos o
triplo de cadeiras, ao invés de apenas 24 vagas. Para atrair candidatos as suas
nominatas os dirigentes inflaram as projeções, deram boas vantagens, recursos e
até partidos nanicos falam em eleger pelo menos dois deputados estaduais. Todas
as listas ainda vão ser submetidas a aprovação nas convenções estaduais em
julho e até lá alguns vão perceber que estão sendo usados como escadas pelos políticos
mais aquinhoados eleitoralmente e financeiramente para a peleja. É coisa de
louco!
Grande embate
As
eleições de 2026 serão marcadas por embates entre antigas e novas lideranças
políticas em Rondônia. Políticos que já foram expressivos atuando pelo estado
em décadas passadas, casos do ex-ministro Amir Lando (Porto Velho), do
ex-prefeito e ex-deputado Carlos Magno e da ex-prefeita Joselita Araújo (Ouro
Preto do Oeste), ex-deputado federal Natan Donadon (Vilhena), ex-prefeito e
ex-deputado federal Mauro Nazif (Porto Velho), ex-prefeito José Amauri (Jaru),
ex-prefeito de Cacaulândia Adelino Folador, ex-deputado federal Anselmo de
Jesus (Ji-Paraná) e ex-senadora Fatima Cleide (Porto Velho). Todos em busca de
ressurreição política no pleito de outubro.
Dois pelotões
Formou-se
dois pelotões distintos na peleja do governo estadual em Rondônia O primeiro deles,
constituído pelo atual senador Marcos Rogerio, candidato do PL e partidos
bolsonaristas, pelo ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, do União
Progressista e partidos alinhados, pelo ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria,
do PSD, que é o candidato chapa branca, com apoio da máquina do atual governador
Marcos Rocha. Estes primeiros como protagonistas. No segundo pelotão, em busca
da dianteira o candidato petista da caravana esperança Expedito Neto, que une
mais legendas de esquerda, o candidato da centro-esquerda pilotando candidatura
do PSB Samuel Costa que deixou a Rede recentemente.
Corrida ao PL
Exceto
no Paraná, onde o partido sofreu grandes perdas entre elas quase 40 prefeitos,
arrebanhados pelo governador Ratinho Junior (PSD), tivemos uma verdadeira
corrida ao PL em todo o País influenciada pela presença no partido do ex-presidente
Jair Bolsonaro e as projeções otimistas da direita para uma grande vitória nas
urnas nas eleições de outubro. Em Rondônia o partido teve um verdadeiro inchaço
e até dificuldades para selecionar candidatos a Assembleia Legislativa e Câmara
dos Deputados. Na capital a influência bolsonarista não é tão grande, mais o
interior rondoniense – onde estão dois terços do eleitorado – persevera a
direita
Via Direta
*** Quase a metade dos 40 ministros do presidente
Luís Inácio Lula da Silva deixaram o cargo para disputar cargos eletivos nas
eleições de 2026 ***
A mesma tendência foi seguida em Rondônia com muitos secretários estaduais e
municipais se desincompatibilizando para as pelejas a Assembleia Legislativa, Câmara
dos Deputados e ao Senado *** O
vice-governador de Rondônia Sergio Gonçalves ainda não definiu quem vai apoiar
na sucessão do governador Marcos Rocha. O sonho de disputar o pleito 2026 se
dissipou com a permanência de Rocha no CPA e seu destino político é incerto.
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