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Carlos Sperança

Na Assembleia Legislativa de Rondônia as projeções indicam uma grande renovação de deputados


Na Assembleia Legislativa de Rondônia as projeções indicam uma grande renovação de deputados - Gente de Opinião

Nacionalismo fingido

A nova corrente do nacionalismo à brasileira é bater no peito e dizer que as terras raras são nossas, como o petróleo era anunciado nos anos áureos do varguismo. Como em política as palavras raramente querem dizer o que é dito, há “liberais” que na verdade são conservadores, “ambientalistas” que desmatam e “socialistas” que até praticam trabalho escravo. No caso das terras raras, sem parcerias internacionais elas jamais poderão ser bem aproveitadas em benefício dos verdadeiros interesses nacionais.

Mesmo que seja possível contar com o desenvolvimento tecnológico nacional e amarras ambientais soltas, o aproveitamento estritamente nacional das TRs tardaria no mínimo uma década para exibir uma produção razoável. A propósito, vale espiar o encaminhamento do hidrogênio verde, alvo do recente seminário Conexões Sustentáveis: Investimentos em Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Seu mote, nos parâmetros do Plano Nacional de Hidrogênio e de acordo com a política da Nova Indústria Brasil, é ampliar a entrada de capital estrangeiro para estruturar e expandir a cadeia de hidrogênio de baixo carbono no país, buscado sobretudo na França, Alemanha, Holanda, Noruega e Japão, com a finalidade de reforçar a presença do Brasil no cenário global da transição energética. Nacionalismo fingido à parte, é o melhor a fazer.

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As convenções

Cumpridos os prazos de desincompatibilizações daqueles que vão disputar cargos eletivos em outubro e com o período da janela partidária se exaurindo, a classe política rondoniense se volta para as convenções de julho que vão homologar as candidaturas dos deputados estaduais, federais, senadores, governador e vices. É possível constatar que a maioria das definições das candidaturas majoritárias ao Palácio Rio Madeira e ao Senado já estão certas. Algumas postulações de vices nas chapas ainda estão abertas para composições e as negociações seguem celeremente.

Chapa reforçada

Apesar de algumas defecções partidárias o União Brasil em Rondônia conseguiu reagir e formar uma bela chapa de postulantes à Câmara dos Deputados. Está com dois deputados federais disputando a reeleição, casos de Mauricio Carvalho (Porto Velho) e Thiago Flores (Ariquemes), mais Célio Lopes (ex-PDT) e o ex-deputado federal Natan Donadon (Vilhena). Na Assembleia Legislativa manteve a deputada estadual mais votada que é Ieda Chaves e uma nominata expressiva em condições de emplacar até quatro representantes. O União Brasil formou federação com o Partido Progressista, resultando na União Progressista.

As projeções

Tratando-se das eleições a Assembleia Legislativa de Rondônia as primeiras projeções indicam uma grande renovação dos quadros no legislativo estadual. Mas se de um lado são considerados garantidos nomes bem votados nas eleições passadas, como Laerte Gomes (PSD-Ji-Paraná) e Ieda Chaves (União Brasil –Porto Velho), de outro lado temos nomes vulneráveis, como aqueles suplentes que assumiram os cargos detentores de baixa votação, como é o caso de Eyder Brasil. Temos parentes de parlamentares que ficaram inelegíveis, mas com cotação alta. Na capital estará a disputa mais ferrenha colocando frente a frente vereadores bem votados com deputados com a carreira em declínio.

Na polarização

Os petistas fazem as contas para as eleições de outubro em Rondônia e alguma coisa tem lógica. É o caso de aumentar o número de deputados estaduais. A nominata do partido é boa e são cotadas para ganharem os cargos a ex-senadora Fatima Cleide (Porto Velho) e a deputada estadual Claudia de Jesus (Ji-Paraná). Para emplacar deputados federais o buraco é mais em baixo, mas o PT aposta que sua aliança elege um deputado federal nas eleições de outubro. Quanto as possibilidades de Expedito Neto ao governo, a aposta é na polarização nacional e o reflexo do candidato local ser beneficiado pela mesma votação de Lula por aqui, algo projetado em pelo mês 20 por cento do eleitorado rondoniense.

Oito governadores

Num recorde, na temporada das eleições de 2026 oito governadores vão concluir seus respectivos mandatos desistindo de disputar cargos eletivos, como inicialmente estava programado, principalmente ao Senado. Entre eles estão os governadores Ratinho Junior, do Paraná, Marcos Rocha, de Rondônia e agora, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. No caso dos governadores sulistas os dois estavam na disputa de indicação para disputar a presidência da república. Ratinho desistiu e Eduardo Leite foi preterido pela escolha de Ronaldo Caiado, governador de Goiás. Nos estados vizinhos de Rondônia, os governadores deixaram os cargos, como Gladson Cameli do Acre, para disputar o Senado.

Melhores largadas

Em Rondônia, Acre e Amazonas são os senadores da região que estão com a melhor largada nos governos estaduais. Em Rondônia, com o senador Marcos Rogério (PL), no Acre com o senador Alan Rick (PL) e no Amazonas com Omar Azis (PSD). Os primeiros considerados conservadores, ligados ao bolsonarismo, o segundo pertencente a base aliada do presidente Lula que impulsiona duas grandes obras na região norte: a retomada da pavimentação da BR 319, que liga Porto Velho a Manaus e a construção da ponte binacional em Guajará Mirim, sobre o Rio Mamoré. Obras de vulto para impulsionar as candidaturas alinhadas ao Palácio do Planalto.

 Apoio no Cone Sul

De acordo com o prefeito de Vilhena Flori que desistiu de disputar o Palácio Rio Madeira na semana passada, todos os prefeitos da região denominada Cone Sul fecharam apoio para o governo do estado com o senador Marcos Rogerio (PL), para o Senado com a deputada federal Silvia Cristina (PP). Como Silvia Cristina esta na aliança de apoio ao ex-prefeito Hidon Chaves (União Progressista), nem todos os prefeitos estão fechados com Rogério, como declararam. Além disto Hildão e presidente da Associação Rondoniense de Municípios e é bem relacionado com os alcaides da região.

Via Direta

*** Com a saída do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves para o União Brasil o PSDB ruiu de vez em Rondônia. Até o vereador Tessari deixou o partido, abandonando de vez o barco tucano ***Os barrados no baile na disputa ao governo de Rondônia em 2026:  o prefeito de Vilhena Flori, o deputado estadual Delegado Camargo em Ariquemes, ex-governador Ivo Cassol (inelegível), entre outros menos votados *** Pelas primeiras projeções a ex-deputada federal Mariana Carvalho, do Republicanos e o deputado federal Fernando Máximo (PL) vão ponteando a eleição pelas duas cadeiras ao Senado na eleição de outubro.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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