Segunda-feira, 30 de março de 2026 - 07h31

Com
as estripulias custosas e sangrentas do presidente Donald Trump que culminaram
no incompreensível (e ineficaz) ataque ao Irã ficou impossível para as nações
soberanas cortar gastos militares. Ao contrário, nações com vastos territórios
exigem forças armadas bem aparelhadas para reduzir as deficiências e resolver
as debilidades defensivas no ar, terra e águas.
Indo
direto ao ponto, curto e fino, o almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior,
um dos corajosos militares que decretaram o fim da partidarização das Forças,
principal foco de conflitos entre o Estado e a sociedade, chamou a atenção para
a necessidade de corrigir as distorções que atrapalham a funcionalidade das
ações militares quando necessárias.
Não
é uma questão menor nem evitável. Barbosa Junior pode ter chocado os
brasileiros ao dizer que se algum eventual inimigo atacar a usina de Itaipu e
fechar o Porto de Santos acabará com o Brasil, mas já não basta ter uma
tradição de paz e disposições constitucionais contra a guerra. Com os exemplos
de insanidade guerreira que correm pelo mundo é essencial corrigir debilidades
no setor militar – que não são poucas nem irrelevantes – de modo a dotar o
Brasil de defesas adequadas. Até porque, nas atuais circunstâncias, o crime organizado
funciona como descarada tropa de ocupação territorial. Há casos de polícia e há
casos de ação militar. Para isso é preciso estrutura e coordenação.
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Os presidenciáveis?
Na
peleja pelo governo de Rondônia, o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) tem como
seu presidenciável o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ex-deputado federal Expedito
Neto (PT-Rolim de Moura), o atual presidente Luís Inácio Lula da Silva. Pergunta-se
quem serão os presidenciáveis dos demais postulantes, como Adailton Fúria (PSD-Cacoal),
Hildon Chaves (União Progressista –Porto Velho), bem como dos demais pretendentes
ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual. Os petistas avaliam que Neto
pode ser beneficiado pela polarização nacional para galgar um eventual o
segundo turno.
Preços proibitivos
Em
abril voltam alguns voos até então suspensos lembrando que Rondônia foi vítima de
uma prática insidiosa de vingança de empesas que foram processadas pelos
passageiros locais por atrasos. Teremos o retorno dos embarques, de Porto Velho
para Rio Branco e Cuiabá, mas com tarifas proibitivas, com as companhias aéreas
esfolando os pobres clientes rondonienses. Não bastasse Rondônia ser taxada por
um pedágio insano na BR 364, por tarifas injustas do setor elétrico, padece
também com a crueldade praticada pelas empresas de aviação. A classe política
rondoniense está devendo uma reação mais firme nestes casos.
Eleições 2026
Seguem
as articulações da classe política rondoniense visando as eleições de outubro.
Existem definições já bem ajustadas quanto as candidaturas majoritárias, como
as do senador Marcos Rogerio (PL), do prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) e
do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves pilotando a federação União Progressista
que reúne no mesmo balaio o União Brasil e o Partido Progressista e do
candidato da Caravana Esperança, liderada pelo PT, Expedito Neto. No entanto, a
cogitada postulação do delegado Camargo pelo Podemos está sendo enterrada, já
que o comando do partido estuda aliança com o PL de Marcos Rogério.
Outras mudanças
No perde e ganha das candidaturas ao CPA Rio Madeira
se vê o vice-governador Sergio Gonçalves barrado no baile nesta disputa já que não
assumiu o comando do governo estadual como esperava e teve que ceder espaço
para Hildon Chaves entrar na disputa e a aliança MDB/PDT ainda não definiu seu
nome nesta peleja ao governo estadual. As articulações buscam um nome de
consenso entre as lideranças partidárias do MDB e do PDT. Também se constata
uma corrida visando conquistar a candidatura a vice-governador na chapa do senador
Marcos Rogério, considerado nesta largada o favorito na corrida ao governo estadual.
Histórico arrasador
Se
for levado a sério o histórico de eleições a Assembleia Legislativa em Rondônia
teremos uma brutal renovação dos quadros deste parlamento. A começar pela força
dos vereadores de Porto Velho que a cada pleito estadual emplaca de dois a três
deputados estaduais. Segue com a insatisfação do eleitorado com a classe
política, omissa na fiscalização dos atos do Executivo e mais a rapinagem com a
nomeação de familiares em cargos polpudos do governo estadual, negócios com os recursos
das emendas parlamentares e em alguns casos também a pratica da chamada
rachadinha. E coisa de louco!
Via Direta
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Segunda-feira, 30 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
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