Segunda-feira, 20 de abril de 2026 - 07h15

Depois
que a Inteligência Artificial se vulgarizou como trucagem para fraudar e
maquiar imagens, não existe mais o óbvio. Quem acreditar no que recebe, vê ou
escuta pode estar sendo terrivelmente enganado.
Mas antes da IA já se falsificava quase tudo, como se viu no caso do
açaí.
Até
2003 ainda era óbvio que essa é uma fruta genuinamente brasileira – e predominantemente
amazônica – e por isso ninguém se preocupou que ela, além de roubada à vontade
na floresta, tivesse até seu nome surrupiado, neste caso por uma companhia
japonesa que patenteou o nome da fruta como sua propriedade.
O
governo contestou a apropriação indébita, mas só em 2007 o registro irregular
foi cancelado. Para cercar o açaí de todos os cuidados, vigora desde janeiro a Lei
15.330, que o oficializou como “fruta nacional” do Brasil. Para evitar que as
terras raras do Brasil sejam um novo “açaí”, o governo federal tenta cercá-las
de normas que impeçam estrangeiros de meter a mão nelas.
O
governo goiano, em março, firmou entendimento com os EUA sobre o uso dessas terras,
revoltando os nacionalistas que as pretendem exploradas só pelo Brasil. Nada
contra Goiás, mas esse é um assunto de interesse nacional. E nada contra os
nacionalistas, mas o Brasil não tem tecnologia para essa exploração. Parcerias
terão que ser feitas. Por isso, enquanto a poeira não baixar ainda continuarão
sendo terras de ninguém.
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Na história
A
história registra que Rondônia não era tão conservadora nos primórdios e chegou
a eleger um governador que tinha pertencido ao MR-8, que foi o advogado
Jeronimo Santana (que também foi deputado federal e prefeito de Porto Velho
antes da eleição ao governo estadual em 1986) e o médico Claudionor Roriz, eleito
senador em 1982, que integrou as fileiras da Vanguarda Popular Revolucionária,
no Nordeste do País. Com a intenso processo migratório oriundo do Paraná, Santa
Catarina, Rio Grande do Sul, Minas, Espirito Santo nos anos seguintes Rondônia
teria esta virada direitista que predomina atualmente e que tornou o PL o maior
partido do País.
Barba e cabelo
Nas
primeiras eleições gerais de Rondônia, em 1982, menos ao governo estadual, que
ainda era nomeado, a direita fez barba, cabelo e bigode. Foram eleitos os três
senadores do PDS, cinco dos oito deputados federais e 15 dos 23 deputados
estaduais ancorados no prestigio do governador nomeado coronel Jorge Teixeira
de Oliveira. Mas em 1986, Rondônia teria uma guinada para a centro esquerda,
com a eleição ao então Palácio Presidente Vargas do ex-deputado e ex-prefeito de
Porto Velho Jeronimo Santana. Num processo de alternância de poder, a direita
voltaria em 1990 com a eleição de Oswaldo Piana Filho.
Alternância de poder
Numa
curiosa alternância de poder entre as forças da esquerda e da direita em Rondônia,
a centro esquerda voltaria ao topo com a eleição do ex-prefeito de Rolim de
Moura Valdir Raupp (MDB). Na virada de poder entre o viés ideológico, a direita
renasceria com a eleição do ex-prefeito de Ji-Paraná José de Abreu Bianco (PFL)
em 1998. Em duas eleições seguidas, a direita levaria a melhor com o ex-prefeito
de Rolim de Moura Ivo Narciso Cassol. A centro esquerda voltaria posteriormente
ao Paço estadual com a eleição do ex-prefeito de Ariquemes Confúcio Moura,
também eleito e reeleito, pelo MDB. Depois a direita então volta ao poder com
Marcos Rocha eleito em reeleito, cumprindo mandato até o final este ano
Prefeitos prevalecem
Outro
fato interessante nas eleições rondonienses é a preferência do eleitorado por
ex-prefeitos que foram eficientes em suas administrações. São os casos dos
ex-prefeitos Jeronimo Santana (Porto Velho), Valdir Raupp (Rolim de Moura),
José Bianco (Ji-Paraná), Ivo Cassol (Rolim de Moura eleito e reeleito) e Confúcio
Moura (Ariquemes eleito e reeleito). Foram gestões do governo estadual exercidas
por prefeitos bem avaliados. Se isto for levado em conta nas eleições 2026, os
dois prefeitos melhores na última geração, Hildon Chaves (Porto Velho) e Adailton
Fúria (Cacoal) levariam a melhor, contra o favorito Marcos Rogério no pleito
2026.
Perderam a parada
No
entanto alguns prefeitos muito bem avaliados não conseguiram chegar ao governo
de Rondônia. Alguns até citados como favoritos nas pesquisas, como Francisco Chiquilito
Erse, em 1994, derrotado por Valdir Raupp. Também com expressivas avaliações em
seus municípios e nas suas regiões, os prefeitos de Vilhena, Melki Donadon e de
Ariquemes, Ernandes Amorim também naufragaram em suas tentativas de chegar ao
então Palácio Presidente Vargas, sede do governo estadual. Mas é a fantástica
Rolim de Moura, cidade aprazível, que conseguiu emplacar mais governadores. Foram
duas gestões e Ivo Cassol e uma de Valdir Raupp.
Via Direta
*** Os estados do Mato Grosso e Rondônia
projetam novos recordes de produção de soja, mesmo enfrentando grandes gargalos e o enorme obstáculo
referente a armazenagem de grãos *** Os ex-deputados estaduais Jesuíno Borabaid,
Hermínio Coelho, Adelino Follador, Jair Montes e Ari Saraiva estão na peleja
pelas 24 cadeiras a Assembleia Legislativa nas eleições de outubro *** O MDB deve assegurar a candidatura do
ex-ministro Amir Lando ao Senado em Rondônia. Lando já está com o pé na estrada
buscando apoio nos seus principais redutos, que são Porto Velho e os municípios
do Cone Sul rondoniense.
Sexta-feira, 5 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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