Segunda-feira, 23 de março de 2026 - 07h50

As
aventuras guerreiras do presidente Donald Trump sem prazo para acabar
combinadas com quatro anos seguidos de combates na Ucrânia colocam o planeta em
um estado permanente de conflito. O Brasil é um país voltado para a paz, mas há
pressões para envolver a nossa diplomacia em teias e arapucas para fazer
escolhas impossíveis, já que as coisas estão colocadas naquele confuso patamar
em que todos brigam e ninguém tem razão.
Divulgado
pelo projeto Amazônia 2030, o estudo “Da exploração ilegal de recursos naturais
ao tráfico internacional de cocaína: padrões de violência na Amazônia
brasileira” traz um dado que faz questionar se o Brasil também não estaria em
guerra.
Entre
1999 e 2023 a Amazônia teve 18.755 homicídios a mais do que teria se tivesse
seguido a trajetória das demais cidades de pequeno porte do Brasil. É difícil
cidade brasileira que não esteja mergulhada no medo diante de ações criminosas.
Embora o fenômeno seja maior nas periferias das grandes cidades, o crime é uma
realidade presente em todo o território nacional.
Se
no plano mundial os motivos dos conflitos são questões territoriais e o
petróleo, no caso da Amazônia a causa da guerra até meados dos anos 2000 estava
na exploração de madeira, mas hoje estão também ligadas à grilagem de terras e
à mineração ilegal de ouro. O crime aumenta na mesma medida em que os discursos
prometem mais segurança.
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Fazendo as contas
No
afunilamento das candidaturas ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual de
Rondônia, mesmo sem saber ainda as definições do MDB e Podemos, é possível
apontar o nome do senador Marcos Rogério (PL-RO) largando na frente e com
favoritismo para alcançar uma das duas vagas num previsível segundo turno projetado
pela fragmentação imposta por tantas postulações em curso. Ao mesmo tempo,
havendo segundo turno, Rogério também é favorito, mas para levar pau. Senão
vejamos, considerando por exemplo, a candidatura do ex-prefeito de Porto Velho
Hildon Chaves, seu maior oponente. Chaves teria a seu favor num eventual
segundo turno também todo o grupo
político do atual governador Marcos Rocha, inimigo de Rogério, além da simpatia
até da esquerda que odeia o bolsonarismo raiz de Rogério.
Calendário andando
O
calendário eleitoral segue andando e a janela partidária se estendendo até
meados do mês que vem. Também em abril se esgota o prazo de
desincompatibilização daqueles políticos que vão disputar cargos eletivos. Em Porto
Velho é certa a permanência do prefeito Leo Moraes no cargo, assim como do governador
Marcos Rocha no Palácio Rio Madeira. No interior, o prefeito de Cacoal,
Adailton Fúria deixa a função para entrar na peleja do governo do estado. E a partir
de agora, com o troca-troca de deputados nos partidos encerrado, já estamos na
contagem regressiva para as convenções que vão homologar as candidaturas em
julho.
As composições
Os
dois principais concorrentes pelo Centro Administrativo Rio Madeira já têm suas
chapas ao Senado definidas. O senador Marcos Rogério (PL), com as postulações
do deputado federal Fernando Máximo (Porto Velho) e do pecuarista Bruno Scheidt
(Ji-Paraná). Já, o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil), com
os nomes da atual deputada federal Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná) e da ex-deputada
federal Mariana Carvalho (União Brasil-Porto Velho). No tocante as candidaturas
a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, o PL leva vantagem, pois tem
mais deputados estaduais e federais para a peleja.
Na toca da onça
O
ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil) abriu sua pré-campanha
ao governo do estado em Cacoal, toca do concorrente, o prefeito Adailton Fúria,
ainda no final de semana. Chaves começou sua carreira de promotor na Capital do
Café e residiu por lá quase dois anos, quando se casou com a atual deputada estadual
Ieda Chaves. Terá seu vice também de lá, o deputado estadual Cirone Deiró. É
Chaves reforçando suas paliçadas no interior. Vamos ver o que fará em outros
redutos dos concorrentes, como Ji-Paraná, onde é candidato ao governo o senador
Marcos Rogério. Na capital da BR tem na sua chapa ao Senado a atual deputada
federal Silvia Cristina (PP).
Reforços de Rogério
Por
sua vez, o senador Marcos Rogerio, considerado inicialmente o grande favorito
para conquistar o CPA, está ganhando reforços para se garantir na peleja. O primeiro
deles é o prefeito de Vilhena Flori Cordeiro, que não conseguiu êxito no lançamento
de sua candidatura ao Palácio Rio Madeira pelo Podemos. A expectativa de Marcos
Rogerio também é angariar o apoio do ex-governador Ivo Cassol, rifado pela
justiça eleitoral nesta disputa. Rogério é o grande ungido da família Bolsonaro
nestas bandas e todos os integrantes empenhados numa campanha vitoriosa em Rondônia,
que é um dos estados mais conservadores do País.
Via Direta
*** Com a adesão do prefeito de Rio
Branco Tião Bocalon, o PSDB ganhou um candidato competitivo a governador no
vizinho estado do Acre. Os tucanos estão renascendo por lá *** Já em Porto Velho,
o PSDB está morto e enterrado. O partido está falido, enterrado em dividas e o
ex-prefeito Hildon Chaves saltou de banda para o União Brasil para disputar o
Palácio Rio Madeira *** Impressiona como
os casos de feminicidios aumentaram em Rondônia. Mesmo com leis mais rigorosas
a pratica não tem fim ***O comercio lojista da capital rondoniense está
berrando com a retração nas vendas. As expectativas são de melhoras em abril.
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