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Carlos Sperança

As composições ao Senado, Hildo na toca da onça e os reforços de Marcos Rogério


As composições ao Senado, Hildo na toca da onça e os reforços de Marcos Rogério - Gente de Opinião

Mundo em guerra

As aventuras guerreiras do presidente Donald Trump sem prazo para acabar combinadas com quatro anos seguidos de combates na Ucrânia colocam o planeta em um estado permanente de conflito. O Brasil é um país voltado para a paz, mas há pressões para envolver a nossa diplomacia em teias e arapucas para fazer escolhas impossíveis, já que as coisas estão colocadas naquele confuso patamar em que todos brigam e ninguém tem razão.

Divulgado pelo projeto Amazônia 2030, o estudo “Da exploração ilegal de recursos naturais ao tráfico internacional de cocaína: padrões de violência na Amazônia brasileira” traz um dado que faz questionar se o Brasil também não estaria em guerra.

Entre 1999 e 2023 a Amazônia teve 18.755 homicídios a mais do que teria se tivesse seguido a trajetória das demais cidades de pequeno porte do Brasil. É difícil cidade brasileira que não esteja mergulhada no medo diante de ações criminosas. Embora o fenômeno seja maior nas periferias das grandes cidades, o crime é uma realidade presente em todo o território nacional.

Se no plano mundial os motivos dos conflitos são questões territoriais e o petróleo, no caso da Amazônia a causa da guerra até meados dos anos 2000 estava na exploração de madeira, mas hoje estão também ligadas à grilagem de terras e à mineração ilegal de ouro. O crime aumenta na mesma medida em que os discursos prometem mais segurança.

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Fazendo as contas

No afunilamento das candidaturas ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual de Rondônia, mesmo sem saber ainda as definições do MDB e Podemos, é possível apontar o nome do senador Marcos Rogério (PL-RO) largando na frente e com favoritismo para alcançar uma das duas vagas num previsível segundo turno projetado pela fragmentação imposta por tantas postulações em curso. Ao mesmo tempo, havendo segundo turno, Rogério também é favorito, mas para levar pau. Senão vejamos, considerando por exemplo, a candidatura do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, seu maior oponente. Chaves teria a seu favor num eventual segundo turno  também todo o grupo político do atual governador Marcos Rocha, inimigo de Rogério, além da simpatia até da esquerda que odeia o bolsonarismo raiz de Rogério.

Calendário andando

O calendário eleitoral segue andando e a janela partidária se estendendo até meados do mês que vem. Também em abril se esgota o prazo de desincompatibilização daqueles políticos que vão disputar cargos eletivos. Em Porto Velho é certa a permanência do prefeito Leo Moraes no cargo, assim como do governador Marcos Rocha no Palácio Rio Madeira. No interior, o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria deixa a função para entrar na peleja do governo do estado. E a partir de agora, com o troca-troca de deputados nos partidos encerrado, já estamos na contagem regressiva para as convenções que vão homologar as candidaturas em julho.

As composições

Os dois principais concorrentes pelo Centro Administrativo Rio Madeira já têm suas chapas ao Senado definidas. O senador Marcos Rogério (PL), com as postulações do deputado federal Fernando Máximo (Porto Velho) e do pecuarista Bruno Scheidt (Ji-Paraná). Já, o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil), com os nomes da atual deputada federal Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná) e da ex-deputada federal Mariana Carvalho (União Brasil-Porto Velho). No tocante as candidaturas a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, o PL leva vantagem, pois tem mais deputados estaduais e federais para a peleja.

Na toca da onça

O ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil) abriu sua pré-campanha ao governo do estado em Cacoal, toca do concorrente, o prefeito Adailton Fúria, ainda no final de semana. Chaves começou sua carreira de promotor na Capital do Café e residiu por lá quase dois anos, quando se casou com a atual deputada estadual Ieda Chaves. Terá seu vice também de lá, o deputado estadual Cirone Deiró. É Chaves reforçando suas paliçadas no interior. Vamos ver o que fará em outros redutos dos concorrentes, como Ji-Paraná, onde é candidato ao governo o senador Marcos Rogério. Na capital da BR tem na sua chapa ao Senado a atual deputada federal Silvia Cristina (PP).

Reforços de Rogério

Por sua vez, o senador Marcos Rogerio, considerado inicialmente o grande favorito para conquistar o CPA, está ganhando reforços para se garantir na peleja. O primeiro deles é o prefeito de Vilhena Flori Cordeiro, que não conseguiu êxito no lançamento de sua candidatura ao Palácio Rio Madeira pelo Podemos. A expectativa de Marcos Rogerio também é angariar o apoio do ex-governador Ivo Cassol, rifado pela justiça eleitoral nesta disputa. Rogério é o grande ungido da família Bolsonaro nestas bandas e todos os integrantes empenhados numa campanha vitoriosa em Rondônia, que é um dos estados mais conservadores do País.

 

Via Direta

*** Com a adesão do prefeito de Rio Branco Tião Bocalon, o PSDB ganhou um candidato competitivo a governador no vizinho estado do Acre. Os tucanos estão renascendo por lá *** Já em Porto Velho, o PSDB está morto e enterrado. O partido está falido, enterrado em dividas e o ex-prefeito Hildon Chaves saltou de banda para o União Brasil para disputar o Palácio Rio Madeira *** Impressiona como os casos de feminicidios aumentaram em Rondônia. Mesmo com leis mais rigorosas a pratica não tem fim ***O comercio lojista da capital rondoniense está berrando com a retração nas vendas. As expectativas são de melhoras em abril.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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