Quarta-feira, 1 de abril de 2026 - 07h50

A
considerar verdadeira a tese do meteorologista Edward Lorenz de que “o bater de
asas de uma borboleta no Brasil pode provocar um furacão no Texas”, base da Teoria
do Caos, o que pensar da revelação de que o solo do delta do Rio Amazonas
afunda 0,5 milímetros por ano? Pode-se cogitar que, no mínimo, esse dado faz parte
da geração de um desastre futuro.
A
informação consta de um estudo feito por pesquisadores da Universidade da
Califórnia em Irvine (EUA) e está mais para furacão que para bater de asas,
pois a mesma situação de afundamento do solo em deltas ocorre em diversos
locais – e o rebaixamento dos terrenos no Brasil é inferior ao verificado nos
rios Chao Phraya (Tailândia), Brantas (Indonésia) e Amarelo (China), com taxas médias
de afundamento de cerca de 8 mm por ano, o dobro da taxa de elevação global do
nível do mar.
São
muitas, até óbvias, as perguntas que surgem diante dessa constatação: por que
acontece? É culpa de alguém? Tem como resolver? As respostas é que não são
simples. A exploração dos reservatórios de água subterrânea e o peso das
construções comprimem o solo e com a erosão a superfície afunda, aumentando o
risco de inundações. Isso ocorre justo onde há mais progresso, população e
circulação de riquezas. Decretar o regresso a condições anteriores é
impossível, expulsar as populações é inviável e a tendência da circulação de
riquezas é aumentar.
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Queimando a largada?
Com
as forças da direita projetando alinhamento com o candidato bolsonarista ao
governo de Rondônia Marcos Rogério (PL) e a esquerda liderada pelo PT
ratificando compromisso com o ex-deputado federal Expedito Neto, o prefeito de
Cacoal Adailton Fúria (PSD) já estaria queimando a largada, já que o eleitorado
de centro direita começa a se voltar para apoiar a candidatura do ex-prefeito
de Porto Velho, Hildon Chaves. Não bastasse, ainda tem seu aliado o ex-senador
Expedito Junior, que pode empunhar o punhal da traição se voltando para a candidatura
do seu filho depois de ter lançado Fúria nesta aventura.
Apoio de Rocha
Resta
a liderança cacoalense, a expectativa de um decisivo apoio do governador Marcos
Rocha e sua azeitada máquina de governo. Mas o mandatário, cujo maior reduto
eleitoral é a capital, anda mal das pernas em termos de avaliação na cidade
onde se tornou sua principal base eleitoral. Fúria largou bem na peleja
estadual, mas fatos recentes como as candidaturas de Hildon Chaves (União Progressista)
e de Expedito Neto (PT) alteraram a configuração da campanha. E ainda tem
Expedito Junior fazendo jogo duplo, entre o prefeito de Cacoal e seu filho
Expedito Neto.
Protagonistas fora
Aos
poucos verdadeiros protagonistas da política rondoniense, que marcaram época na
história estadual, vão deixando as pelejas eleitorais. São os casos dos ex-prefeitos
Sebastião Valadares e José Guedes em Porto Velho, do ex-prefeito e ex-senador
Ernandes Amorim em Ariquemes, dos ex-prefeitos Assis Canuto e José Bianco –este
também foi governador e presidente da Assembleia Legislativa – por Ji-Paraná, o
ex-prefeito Melki Donadon em Vilhena, o ex-deputado federal Nilton Capixaba
(Cacoal), além de outras lideranças expressivas. Mas da chamada velha guarda, está
ainda aí nas paradas o ex-senador Amir Lando, que também foi deputado constituinte
e deverá disputar uma cadeira a Câmara dos Deputados.
Grande expectativa
É
grande a expectativa nos círculos políticos em Rondônia sobre a escolha de um
candidato a governador da aliança MDB/PDT que tem como maiores lideranças o
senador Confúcio Moura, presidente estadual do partido e do ex-senador Acir
Gurgacz, presidente estadual dos pedetistas reabilitado pela justiça e em
plenas condições de elegibilidade. Aguardam-se definições do quadro nacional
para acertar a questão rondoniense. Sabe-se que o MDB espera indicar o candidato
a vice-governador da chapa do governador Tarcísio de Freitas na peleja a reeleição
em São Paulo. Tarcísio é uma liderança bolsonarista atraindo o MDB para uma
aliança bolsonarista.
Com Caiado
Com
o comando nacional do PSD definindo como seu presidenciável o governador de
Goiás Ronaldo Caiado, preterindo o governador gaúcho Eduardo Leite, agora o
postulante rondoniense ao governo estadual Adailton Fúria tem sua dobradinha
acertada na esfera nacional como seus principais concorrentes, o senador.
Marcos Rogério com Flavio Bolsonaro, o ex-deputado federal Expedito Neto com o
presidente Luís Inácio Lula da Silva. Resta saber, dos candidatos de ponteira
ao CPA, quem será o presidenciável em dobradinha com o ex-prefeito Hildon
Chaves, postulante do União Progressista.
Via Direta
*** Aumentam os casos de rachadinhas em
órgãos públicos na região. Tem gente investigada na aldeia. Algo que tem se
espalhado pelo Brasil inteiro, seja nas Câmaras Municipais como nas Assembleias
Legislativas. Não deve ser diferente no Congresso Nacional ***Na região amazônica,
dois prefeitos deixaram suas municipalidades para disputar os governos estaduais.
Trata-se de Tião Bocalon, em Rio Branco, no Acre, e o prefeito David Almeida,
de Manaus. *** No Paraná, o governador Ratinho
Junior comanda uma coalizão anti-Sergio Moro que ingressou no PL e disputa o
governo do Paraná. Ratinho quer reverter o favoritismo de Moro.
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