Quarta-feira, 15 de abril de 2026 - 07h20

Já
que Brasil e Argentina disputam até campeonato de palitinho, seria esperar
demais que não estivessem disputando o privilégio de ser o berço dos
dinossauros. O Brasil marcou um gol há pouco, ao ser publicada na revista Pesquisa
do Cretáceo a notícia, fornecida por geólogos e paleontólogos da
Universidade Federal de Roraima, de que, se não foi o berço, pelo menos a
Amazônia foi uma região em que eles viveram e deixaram marcas de um trânsito
intenso. Com isso, o que era apenas uma teoria veio a ser comprovado na prática
das escavações e análises.
Na
verdade, tudo que se sabe sobre eles até hoje são algumas teses apoiadas por
ralas confirmações. Depois de tantas imagens baseadas em projeções feitas sobre
ossadas, que levaram a filmes impactantes, a imaginação humana cria uma
realidade igualmente imaginária, mas traçar uma linha do tempo apenas com o que
já se tem não passará de uma suposição calcada em licença poética.
Os
especialistas de Roraima, ao estudar uma dezena de pegadas da era
jurássico-cretácea, fossilizadas em rocha e capturadas em 2011, concluíram que
não só havia dinossauros no Brasil, especificamente na Amazônia, como eram
muitos, mais do que já se pôde comprovar em outras regiões. No campo das
certezas, tem-se que pelo menos seis espécies de dinossauros habitaram a
floresta há cerca de 110 milhões de anos. No campo das suposições, que poderiam
ser até mais de vinte espécies.
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Eleições 2026
Fazendo
as contas sobre as eleições 2026 em Rondônia, constato uma polarização se consolidando
para a disputa do Palácio Rio Madeira entre o senador Marcos Rogerio (PL-Ji-Paraná)
e o ex-prefeito Hildon Chaves (União Progressista-Porto Velho). Na Assembleia Legislativa,
deputados estaduais com boas votações anteriores como Laerte Gomes (Ji-Paraná),
Ieda Chaves (Porto Velho), Alex Redano (Ariquemes) e Jean de Oliveira, com
bases na Zona da Mata e Porto Velho vão pavimentando a volta para mais um
mandato. Já, com relação ao pleito da Câmara dos Deputados, o buraco é mais em
baixo e a projeção é de uma enorme renovação.
Os ameaçados
Por
vários motivos a renovação na Câmara dos Deputados será expressiva. Primeiramente
porque dois deputados federais estão disputando o Senado, casos de Silvia Cristina
(PP-Ji-Paraná) e Fernando Máximo (PL-Porto Velho). Temos parlamentares
ameaçados em suas bases, pela falta de eficiência, casos de Rafael Fera (Ariquemes)
que era suplente de Lebrão, e Cristiane Lopes (Podemos-Porto Velho) que embora
com boa atuação parlamentar foi eleita com votação incipiente e é alvo de
predadores afiados na capital rondoniense. Um nome considerado fortalecido para
mais um mandato é Lucio Mosquini (PL) na região central.
Na berlinda
Na
região amazônica, os senadores largam na dianteira na disputa pelos governos
estaduais do Acre, Rondônia e do Amazonas. Casos de Alan Rick (Republicanos
-Acre), Marcos Rogério (PL- Rondônia) e Omar Azis (Amazonas). Já, no estado do Pará
a vice-governadora que assumiu Hanna Ghassan (MDB), alinhada ao prestigio do ex-governador
Barbalho vai mantendo a ponta. Também no Amapá, o MDB vai levando a dianteira
no início da jornada, com o Dr. Furlan que conquistou grande prestigio como
prefeito de Macapá. É o início da jornada amazônica sempre sujeita a reviravoltas
como é o caso de Rondônia.
Tucanos fritos
Observando
a situação do PSDB na região Norte é possível avaliar que apenas em Rondônia os
tucanos afundaram despenhadeiro abaixo. Senão vejamos; no Acre, o PSDB tem candidatura
própria e com boas chances ao governo estadual. No Amazonas o partido tem um senador,
Plinio Valério, no Pará o ex-governador Simão Jatene, em Palmas também nomes
expressivos. É triste ver um partido que foi tão expressivo em Rondônia, que
elegeu prefeitos e governadores, afundar da forma local, virando pó, mais aniquilado
ainda que o PT que teve grandes momentos na primeira onda Lula. E agora os
tucanos podem ressurgir com a candidatura presidencial de Ciro Gomes.
Apagão e transtornos
O
apagão de mão de obra tem causado transtornos em Porto Velho as construtoras e
empreiteiras e isto devera ocasionar o encarecimento nos preços na construção
civil. O recrutamento de profissionais cada vez mais difícil devido à escassez de
pedreiros, carpinteiros, pintores, eletricistas, encanadores, etc. Os
supermercados também encontram dificuldades em contratações. A capital está com
centenas de vagas para serem preenchidas. Os jovens da geração Z não querem
pegar o pesado. Como consequência até a contração de profissionais para
pequenos reparos rareou.
Via Direta
***As facções criminosas vão tomando
conta da Amazônia, seja nos garimpos ilegais, na extração de madeira, grilagem
de terras e também se envolvendo na política. Muita atenção nas eleições de
2026, com candidatos financiados pelas facções *** Trocando de saco para mala: Alguns comunicadores da capital estão envolvidos
nas disputas de 2026, como Adilson Honorato (Bandeirantes) e Augusto José
(Recorde) para Assembleia Legislativa ***
Depois de ensaiar candidatura ao Senado por Rondônia e Amazonas o cabo Dalciolo
decidiu mesmo disputar a presidência da República pela sua base eleitoral, que
é o Rio de Janeiro ***Porto Velho começa a trabalhar na revisão do seu
plano diretor visando atualização e um novo ordenamento da capital e seus
distritos.
Sexta-feira, 5 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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