Terça-feira, 7 de abril de 2026 - 07h29

Governos,
parlamentos e Justiça existem e funcionam para concretizar a democracia, mas em
alguns países os governos batem cabeça internamente, sem conseguir resolver
problemas, e o Congresso vive lutas intermináveis, com as agressões entre
membros superando a qualidade maior do parlamentar, que é dialogar com
respeito. Já a Justiça é acusada de não só estar dividida em alas como de ter prima-donas
querendo aparecer como se fossem astros multimídia – começando lá atrás, pelo
juiz Joaquim “Batman” Barbosa, durante o julgamento do Mensalão.
O
resultado de tantas distorções é irritar os brasileiros, como se a situação
mundial caótica e o custo de vida já não bastassem para bagunçar a vida de
todos. O caso mais notável dessa confusão está nos municípios: os pequenos não
funcionam porque dependem muito do Estado e da União e os grandes não funcionam
na proporção dos altos recursos arrecadados por possuir funções metropolitanas,
aplicando muito em soluções para os quais os pequenos do entorno em nada
contribuem.
No
aspecto geral, o Brasil tem 5.569 municípios, quase todos incapazes de resolver
os problemas que mais afetam a população. Na Amazônia há grandes municípios e
como o cidadão vive na cidade/município e não concretamente no Estado nem na
União, que não passam de figurações administrativas, as distorções municipais
atingem em cheio o cidadão e seus interesses.
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Pelejas duras
Teremos
confrontos duríssimos envolvendo clãs políticos disputando cadeiras a Câmara
dos Deputados no Cone Sul Rondoniense, região polarizada por Vilhena com mais
sete municípios e na Zona da Mata, que tem como centro irradiador de influencia
o município de Rolim de Moura. Os eleitorados destas regiões são inferiores aos
da região central, que tem Ji-Paraná como a capital da BR e o Vale do Jamari,
onde Ariquemes se tornou o maior polo demográfico. Em Vilhena, o divisionismo
do eleitorado poderá dificultar as candidaturas do ex-deputado federal Natan Donadon
e do atual deputado estadual Ezequiel Neiva. Ambos do segmento evangélico.
O canibalismo
No
entanto a maior canibalização política se volta para as regiões de Cacoal e
Rolim de Moura. Nestes redutos existe uma profusão de candidaturas fragmentando
os eleitorados regionais, perigando deixar a Zona da Mata e região do Café sem
representante na Câmara dos Deputados. Senão vejamos: por lá temos as postulações
de Joliene Fúria, esposa do candidato a governador Adailton Fúria, da
ex-deputada federal Jaqueline Cassol, do ex-senador Expedito Junior, do
ex-deputado federal Luís Claudio, entre outros nomes também cogitados para a
peleja 2026.
A disputa na capital
A disputa
pelas duas cadeiras ao Senado na capital está rachada entre o deputado federal
Fernando Máximo e a ex-deputada federal Mariana Carvalho, representante dos
Republicanos. A capital ainda terá o ex-secretário da Fazenda Luís Fernando,
apoiado pelo governador Marcos Rocha e sua máquina administrativa como
protagonista. Ainda tem a postulação do ex-senador e Ministro da Previdência
Amir Lando sendo acertada pelo MDB. O racha na capital beneficia os candidatos
do interior, já que nenhum deles por aqui deverá sair com tanta diferença sobre
os demais. Vantagem da roça.
As sondagens iniciais
No vizinho estado do
Acre, que tem uma expressiva colônia em Rondônia, as primeiras pesquisas apontam
a eleição do ex-governador Gladson Cameli e do ex-senador Jorge Viana as duas cadeiras
do Senado nas eleições de outubro. Um nome alinhado com o conservadorismo
bolsonarista outro ungido ao atual presidente Lula. Lá, como em Rondônia o
bolsonarismo é muito forte. Mas em Rondônia os petistas estão animados com a possibilidade
de emplacar dois deputados estaduais e um federal no pleito 2026. Seria a
ressureição do partido em Rondônia depois de seguidas derrotas.
Usina de Tabajara
Projetada
há mais de uma década, a Usina Hidrelétrica de Tabajara, para ser erguida no
município de Machadinho do Oeste, região do Vale do Jamari, ainda não saiu do
papel. Há três anos chegaram a ser montados canteiros de obras e ser iniciadas
as contratações de operários, mas a coisa não foi em frente. Obstáculos
ambientais, clamores indígenas estão protelando o empreendimento que desponta
como uma redenção econômica da região de Machadinho, atualmente voltada ao plantio
da soja e exploração da pecuária. Em 2026 a classe política da região volta a
lutar pela obra.
Via
Direta
*** Nos bastidores chegou a ser cogitado
o nome do empresário das comunicações Everton Leoni para ser indicado para o
cargo de vice do postulante ao governo estadual do postulante Adailton Fúria
(PSD). A iniciativa teria apoio do governador Marcos Rocha *** Já com relação a
candidatura do vice do candidato favorito na temporada Marcos Rogério, o nome
seria indicado pelo ex-governador Ivo Cassol. Seria igualmente da capital *** Até agora nada foi confirmado e os
entendimentos seguem na mesa de negociações entre os partidos *** Trocando
de saco para mala: a temporada apresenta um verdadeiro recorde de pastores
evangélico disputando cargos eletivos.
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