Sexta-feira, 20 de março de 2026 - 07h50

A
piora das condições climáticas mundiais ainda não foi suficiente para obrigar
os governos a tomar medidas imediatas para atacar as causas do fenômeno. Dentre
os problemas que retardam medidas mais fortes, dois são os principais. Primeiro,
o negacionismo rejeita a relação de causa e efeito – considera os problemas
atuais um período passageiro, como o prometido céu depois do inferno. Segundo, quem
está ganhando muito dinheiro não tem vontade de mudar de métodos ou de ramo.
Recente
estudo publicado pela Universidade de Exeter (Inglaterra) apontou que os modelos
econômicos usados por governos, instituições financeiras e investidores
subestimam os riscos da mudança climática. Não levam em conta o ritmo acelerado
dos eventos climáticos extremos. Pior: o embate entre negacionistas e catastrofistas
cria mais incerteza e polarização, dificultando o que seria mais óbvio, ou
seja, compensar à altura quem vai perder com as alterações necessárias.
Políticos
nem sempre conseguem ver o óbvio. Basta citar o caso dos governantes que alardeiam
equilíbrio nas contas sem perceber que ao economizar com o atraso de obras
rodoviárias, por exemplo, vão gastar mais com as consequências dessa atitude: perdas
de vidas, incapacitações e gastos individuais, empresariais e governamentais
desde o acidente em rodovia precária até o fim da espiral das consequências dos
danos. Não vem um céu depois.
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A confirmação
Com
a confirmação do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil) em disputar
o governo de Rondônia, o cenário político volta a virar de cabeça para baixo. A
capital estava sem candidato competitivo e com Hildão terá um nome de ponteira.
E entra na parada já com um pé no segundo turno, nas minhas contas, a partir de
uma previsível grande vitória na capital onde está concentrado um terço do eleitorado
rondoniense. A peleja pela ponteira será com o senador Marcos Rogério (PL), com
o prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), a não ser que apareça alguma surpresa
de última hora.
Peleja ao Senado
Com
o senador Marcos Rogerio disputando o governo estadual e o senador Confúcio
Moura (MDB) desistindo da reeleição, as duas cadeiras ao Senado serão renovadas
nas eleições de outubro. Algumas candidaturas já postas, como do Ex-senador
Acir Gurgacz (PDT), Fernando Máximo (PL), Bruno Scheidt (PL), Silvia Cristina
(PP). É bem provável que o ex-senador e ex-ministro Amir Lando assuma a candidatura
ao Senado pelo MDB, já que tem recebido apoio das bases emedebistas e se mostra
entusiasmado em trocar a disputa de uma cadeira a Câmara dos Deputados por uma vaga
ao Senado.
Barba e bigode
Pelas
movimentações partidárias vigentes é possível apontar o favoritismo do senador
Marcos Rogerio (PL) para o governo de Rondônia. O bolsonarismo já anunciou que
pretende fazer barba, cabelo e bigode no pleito de outubro. Rogério tem chapas prontas
e competitivas a Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e ao Senado, só
faltando a indicação do seu candidato a vice para a homologação nas convenções
de junho. Mas não querendo voduzar, mas já voduzando, a tradição dos grandes
favoritos em Rondônia é de levar pau no segundo turno. Temos um histórico a
respeito. O maior problema de Rogerio é num eventual segundo turno.
Disputa polarizada
Posso
antecipar que a peleja rondoniense começa polarizada entre os blocos dos
candidatos Rogério e Hildon Chaves Ao ingressar no União Brasil e ganhar apoio
do PP que integra a União Progressista Hildon Chaves desponta com chapa pronta,
já com seu vice definido, o deputado estadual Cirone Deiró, a candidata ao Senado,
que é Silvia Cristina e chapas completas e a Câmara dos Deputados e Assembleia
Legislativa. Os outros dois candidatos ao CPA, o prefeito de Cacoal Adailton
Fúria e o postulante do PT Expedito Neto vão ter que ralar para quebrar está
polarização. Existe ainda o aguardado candidato do Podemos, que pode ser tanto
o prefeito de Vilhena Flori Cordeiro, como o deputado delegado Camargo.
Dias de sofrimento
Depois
de três semanas afastado desta coluna em virtude de um acidente que resultou numa
operação na clavícula, voltamos ao batente. Foram alguns dias de dores e
sofrimento. Meus agradecimentos à equipe médica do Prontocordis, que tem no seu
comando o Dr. José Augusto. Chegamos aos 70 anos de idade, sendo 46 deles em
Porto Velho e já refeito para as próximas jornadas com o início das definições
no cenário político rondoniense, a partir desta janela partidária aberta até
meados de abril com muitas trocas de parlamentares buscando acomodações para a
reeleição.
Via Direta
*** Enquanto em Porto Velho o mercado
imobiliário afundou, em Guajará Mirim com o início das obras da ponte
internacional a valorização dos imóveis disparou. A fronteira está efervescente
*** No
mês que vem Porto Velho, Cacoal e Ji-Paraná recebem novos voos. Mas com preços
de tarifas de lascar *** O PL bolsonarista
é o partido que mais cresceu em Rondônia nesta janela partidária. O inchaço da
legenda é enorme tanto com novos deputados estaduais como de deputados federais
*** Não se fala mais na construção da usina hidrelétrica de Tabajara, prometida
pelo governo federal, para ser erguida em Machadinho do Oeste. O cronograma já
está bem atrasado.
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