Sexta-feira, 28 de novembro de 2025 - 16h49

s canetas emagrecedoras, como ficaram popularmente conhecidos os
medicamentos injetáveis originalmente desenvolvidos para o tratamento do
diabetes, continuam gerando discussões e polêmicas, especialmente pelo uso
inadequado voltado ao emagrecimento. Agora, essa prática se estende também ao
esporte de alto rendimento.
Recentemente, a equipe de jornalismo do GE (Globo Esporte) revelou o
caso de um atleta profissional de futebol que, sob pedido de anonimato, recorreu
a duas aplicações de semaglutida, um dos medicamentos contidos nas canetas,
para atingir o peso desejado. Ele perdeu sete quilos em apenas duas semanas,
passando de 91 kg para 84 kg.
Pressionado pela falta de emprego havia meses, o jogador viu no rápido
emagrecimento uma saída, mas o efeito foi contrário: fraqueza e perda de
explosão muscular acabaram comprometendo sua performance na volta aos treinos.
Segundo a farmacêutica e professora do IDOMED, Maria Simone Mignoni, essa queda
de rendimento está diretamente ligada ao mecanismo de ação e aos efeitos
colaterais dos análogos do hormônio GLP-1, que reduzem a ingestão calórica e
impactam o metabolismo energético. Para atletas, cuja demanda energética é
muito alta, essa redução pode ser insuficiente para sustentar treinos intensos
e a recuperação muscular, causando fadiga e diminuição da performance.
Riscos à
saúde
A especialista destaca que, do ponto de vista farmacêutico e de saúde, o
risco não compensa. “Todo medicamento é potencialmente perigoso e exige uma
avaliação de risco-benefício. Utilizar uma medicação potente, desenvolvida para
tratar doenças crônicas, apenas para fins estéticos ou para uma perda de peso
rápida, ignorando os efeitos colaterais, é uma prática perigosa. O
emagrecimento saudável, especialmente para atletas, deve vir de uma combinação
de dieta balanceada e treinamento adequado”, afirma Maria Simone.
O uso sem supervisão médica expõe o atleta a riscos relevantes já
descritos na bula desses medicamentos. Entre eles estão pancreatite (ainda que
rara), risco de tumores de tireoide — incluindo o carcinoma medular (CMT), um
tipo incomum de câncer —, problemas na vesícula biliar, como colelitíase e
colecistite, além de possível lesão renal grave.
Também é importante lembrar que buscar esses medicamentos sem receita
aumenta o risco de adquirir produtos falsificados ou contrabandeados, que podem
estar armazenados inadequadamente, conter doses incorretas ou até outras
substâncias nocivas, ampliando ainda mais os perigos.
“Sacrificar a saúde, o bem-estar e o próprio rendimento esportivo em
troca de uma perda de peso que pode ser temporária e prejudicial, com perda de
massa muscular, não é uma estratégia inteligente nem segura”, finaliza a
professora do IDOMED.
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