Porto Velho (RO) domingo, 5 de julho de 2020
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Japão tem sucesso no combate ao coronavírus sem quarentena


Japão tem sucesso no combate ao coronavírus sem quarentena - Gente de Opinião

Especialistas a favor da quarentena procuram, desesperadamente, razões para explicar o sucesso japonês fazendo até uma lista de razões possíveis

 

O Japão se destaca no combate ao novo coronavírus pelo seu sucesso sem quarentena. E, mais ainda, por suas características particulares. Assim foi um dos primeiros a confirmar ter pessoas infectadas, poucos dias depois de a China alertar sobre a doença. Também possui a maior população do mundo acima de 65 anos (28% do total), superando a Itália, que foi muito vulnerável nesta pandemia. Também possui um alto consumo de tabaco, o que ajuda pouco no combater doenças respiratórias, e uma grande densidade populacional, com quase 127 milhões de habitantes, território em tamanho próximo do Mato Grosso do Sul.   Mas, até agora, o país registrou, até o último dia 25 de maio, 1.307 infectados e 45 mortos pela covid-19.  Cancelou

eventos esportivos, como a Olimpíada de 2020, e fechou rapidamente as escolas fechadas, porém, fora isto, os japoneses continuam suas vidas de maneira mais ou menos normal tanto que, no dia 22 de março, fizeram, como sempre haviam feito, a tomada das ruas, milhares de pessoas, para admirar as cerejeiras em flor. Isto até assustou um pouco as autoridades que pediram para que não saíssem de suas casas a não ser por razões estritamente essenciais. Havia, e há, o receio de que o vírus, silenciosamente, esteja se espalhando e, mais tarde, se tenha que tomar medidas mais  duras.

 

Sucesso do Japão intriga pesquisadores pró isolamento

 

Contra a corrente dominante de que a única forma de lidar com qualquer pandemia é testar e isolar, no Japão, eles adotaram a estratégia de rastrear os infectados. E estão indo bem em termos de identificar e isolar os grupos doentes. De forma que conseguiram bons resultados ignorando em grande medida o manual padrão de outras nações, como a de  impor restrições à mobilidade de residentes, e mesmo empresas que foram, de partida, fechadas, como restaurantes e salões de beleza, lá permaneceram abertas. Nem mesmo aplicativos de “alta tecnologia” para rastrear os movimentos das pessoas, como foi feito, por exemplo, em São Paulo, onde o Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) envia mensagens à população via celular quando ficam em locais de “aglomeração”. Outra ressalva é que o Japão não possui um centro de controle de doenças, nem testou tanto quanto outros países, como a Coréia do Sul que se especializou  “em testar, testar, testar”. Não o Japão, que testou apenas 0,2% da população, uma das taxas mais baixas entre todos os países desenvolvidos. E seu sucesso é indiscutível, pois as mortes estão bem abaixo de mil, de longe o menor número entre países desenvolvidos do G-7. Em Tóquio, com alta densidade populacional, os casos caíram para um dígito na maioria dos dias. O Japão entrou no estado de emergência em apenas algumas semanas. O status já foi suspenso na maior parte do país, e Tóquio e outras quatro regiões restantes deixam o estado de emergência já na próxima segunda-feira.

 

Hábitos e distanciamento social

 

Uma das explicações para explicar o sucesso do Japão é o distanciamento social que, mesmo antes do surto de coronavírus, é bem estabelecido na cultura. Os japoneses são conscientes da necessidade de higiene, muito mais do que em outros países. Além disto, muitas pessoas tem o costume de  usar máscaras nas ruas por uma questão cultural, o que diminui as chances de transmissão, bem como é normal, entre os japoneses, um dos aspectos culturais, "evitar abraços" e outras demonstrações que exigem proximidade física, embora estes fatores tenham tido pouco impacto em outros países. O exemplo é o  Reino Unido, onde mesmo com as pessoas começando a se distanciar, a trabalhar em casa e a usar máscara, ainda assim os casos continuam aumentando. Especialistas, que discordam da não adoção da quarentena, chegaram a fazer uma lista que reúne 43 possíveis razões citadas em reportagens da mídia, “variando de uma cultura de uso de máscaras a uma taxa de obesidade baixa”, além da decisão “relativamente antecipada de fechar escolas” para explicar o sucesso japonês e até chegaram a citar como motivo o fato de que os japoneses emitiriam “menos gotículas potencialmente carregadas de vírus ao falar em comparação com outros idiomas”.

 

Fonte: Usina de Ideias. 

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