Domingo, 24 de dezembro de 2023 - 15h26

É Natal para
31,2% da população mundial que celebra o nascimento daquele que condenou a
hipocrisia e o egoísmo, e defendeu a fraternidade, a compaixão, a justiça, o
bem-estar e a liberdade, no formato que o conhecimento da época lhe permitiu
conceber. Mas a realidade é que crescemos apenas em quantidade e já somos 7,888
bilhões no planeta, mas o desafio de evoluir em consciência persiste.
Enquanto a fé é celebrada com regozijo,
luzes, ostentação, extravagância e fartura de alimentação, mais de 2,3 bilhões
de humanos vivem nesse instante numa realidade de insegurança alimentar, e 735
milhões são flagelados pela fome, muito disputando alimentos podres com as aves
de rapina em lixões a céu aberto.
Conforme relatório da “Global Religion
2023”, feita em 26 países, a maioria dos brasileiros que tem uma religião se
denomina cristã (70%), no entanto, o Brasil possui uma média anual acima de
54.000 homicídios, incluindo feminicídios, realidade que ironicamente iria
deixar o aniversariante envergonhado, e de certa forma culpado, por ter seu
nome usado e denegrido com práticas que ele condenou.
Sob os olhos do Deus único que dizem
acreditar, cristãos, judeus, muçulmanos, e hindus, entre outras crenças, se
matam em guerras insanas e imorais. De fato cabe-nos a indagação: onde nossa
racionalidade esta falhando? No excesso de uma Fé não materializada, ou na escassez das boas obras?
A presunção de felicidade de cada
religioso, só será realidade quando as obras forem praticadas com o mesmo
fervor da fé, num exercício diário de compaixão, caridade, solidariedade e
respeito pela vida, uns dos outros, na observância da coexistência.
Aos amigos, familiares, parentes e ao irmão
desconhecido, externo sinceros desejos de felicidades em cada momento da existência,
paz e saúde, seja qual for sua crença e sua capacidade de enxergar sem
indiferença, ou sectarismo, filosófico, político ou religioso a realidade que
castiga impiedosamente os mais humildes, indefesos, inocentes e vulneráveis, invisíveis aos
olhos da alma e da religiosidade.
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