Terça-feira, 27 de junho de 2023 - 14h18

O amigo médico de Santarém, Luciano Cruz, compartilhou essa pérola que me fez sentir a obrigação de trazer à luz dos leitores.
Otávio Paz, no livro labirinto da solidão, diz que os indígenas, quando Colombo chegou ao Continente Americano, não viram as caravelas. Elas estavam ali fundeadas, mas não havia cognição para poder representar cerebralmente uma imagem que era absolutamente incompatível com o quadro mental de uma cultura que não tinha elementos para compreender o que visualizava. O ser humano só consegue ver e entender nos limites do nível de sua cognição. Por isso não há bases para discutir com aqueles que não possuem uma cosmovisão realista. A cognição de cada um não representa o que existe no mundo real, mas apenas o que a compreensão e a formatação mental permite ao indivíduo. A realidade é vista a partir de um processo cognitivo de historicização, isso está distante da compreensão por mentes formatadas e cegas, por culturas sociais, e bitolação religiosa, que constituem as causas que alicerçam a ignorância crônica em todos os planos.
Quanta verdade tomada como afronta pelos que não possuem as ferramentas do conhecimento que os permita compreender o sentido daquilo que apenas conseguem ler, predisposto a contra-argumentar desprovidos da mínima razoabilidade.
O desafio de socializar
o conhecimento num cenário em que reina a
predisposição para futilidades e desprezo aos valores que em outros tempos
nortearam de forma saudável
a formação
social. As novas gerações, vazias e entristecidas, apenas sobrevivem, com precárias e mal compreendidas informações que
recebem, sem excetuar de classes sociais,
adoecidas, medíocres, desprovidas de
visão macro, e projetos de vida a longo prazo. Hoje, desprezam as curvas do cérebro para destacar as do corpo, como avestruzes, em fotos
geradas por efeitos surreais, desatualizadas, ridículas e risíveis, que num lapso de tempo serão somente peles enrugadas. Os valores são apenas os enviados pelo Pix,
com os quais se contentam e conseguem manter um mundo de aparência banal, desprovidos de virtudes
dignificantes e sentido real.
Segunda-feira, 2 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
A natureza ensina em silêncio — aprende quem deseja
Pessoas humildes aprendem com as próprias lições da vida; os sensatos aprendem com tudo e com todos. Já os tolos, convencidos de que tudo sabem, trope

Efemeridade: Entre o Tangível e o Imaginado
Repentinamente desperto, refletindo sobre a efemeridade da existência humana, sinto a necessidade de escrever — como quem tenta não desperdiçar as c

Quando a Justiça se Transforma em Abstração do Direito e se Dilui em Privilégio
ENGLISH / ESPANOL As reflexões apresentadas neste ensaio possuem caráter teórico e estrutural, não sendo direcionadas a qualquer sistema jurídico,

A Servidão que se Normaliza: Entre a Exploração Material e o Estelionato da Fé
Da antiga Babilônia às plataformas contemporâneas de entretenimento, a escravidão não foi extinta — foi racionalizada. Correntes tornaram-se narrati
Segunda-feira, 2 de março de 2026 | Porto Velho (RO)