Terça-feira, 3 de março de 2026 - 14h57

AVISO
O deputado estadual
Delegado Camargo, pré-candidato ao Governo pelo Podemos, afirmou em entrevista
ao podcast Resenha Política que sua postulação não foi um ato isolado nem
articulado para prejudicar aliados dentro do partido. Segundo ele, antes de
tornar pública a decisão, comunicou pessoalmente tanto o prefeito de Vilhena,
Delegado Flori, quanto o prefeito da capital e presidente estadual da sigla.
Camargo rebateu a narrativa de que teria havido “golpe pelas costas” entre os
delegados, destacando que houve diálogo prévio e transparência.
ESVAZIAMENTO
Na ocasião, Flori
ponderou apenas que uma nova pré-candidatura pelo Podemos poderia esvaziar sua
própria caminhada, já anunciada anteriormente após uma série de entrevistas
concedidas à imprensa da capital. Camargo explicou que respeita a trajetória do
colega, mas ressaltou que recebeu inúmeros pedidos de correligionários e
lideranças partidárias para que colocasse seu nome à disposição.
ESCOLHA
Diante desse cenário,
decidiu lançar a pré-candidatura, afirmando que o partido precisa ampliar o
debate interno. O deputado adiantou que caberá ao prefeito da capital e
presidente estadual do Podemos, Léo Moraes, a decisão final sobre quem
representará a legenda na disputa ao Governo. Camargo reforçou que respeitará integralmente
a escolha que for feita. A entrevista completa está no ar nesta terça-feira no
canal resenha política no Youtube, ou acessando o site resenhapolitica.com .
REFERÊNCIAS
Em suas manifestações
à imprensa, o deputado estadual Delegado Camargo (pré-candidato a governador)
tem defendido um programa baseado em gestão técnica, combate firme à corrupção
e prioridade para áreas essenciais como saúde, segurança e geração de empregos.
Ele afirma que pretende anunciar um conjunto de medidas estruturantes com foco
na eficiência administrativa, na redução de desperdícios e na transparência dos
gastos públicos. Faz algumas referências simbológicas de efeito que lembra a
primeira campanha de Hildon Chaves, a prefeito da capital, quando ainda se
apresentava com ex-promotor.
AUDITORIA
Na saúde, Camargo foi
enfático ao afirmar que, caso eleito, fará uma auditoria rigorosa nos contratos
e na aplicação dos recursos. Segundo ele, há indícios de irregularidades que
precisam ser investigadas com profundidade. O parlamentar declarou que não
permitirá a atuação de “sanguessugas” na saúde pública, numa referência a
possíveis desvios e má gestão que, de acordo com ele, prejudicam diretamente a
população mais vulnerável. Camargo sustenta que eventuais irregularidades serão
apuradas dentro da lei, mas com firmeza, assegurando que cada centavo seja
aplicado corretamente.
PEDÁGIO
O deputado também tem
feito críticas às atuais tarifas de pedágio. Segundo ele, os valores foram
estabelecidos de forma equivocada ao utilizar como base dados de 2020, período
marcado pela pandemia, quando o fluxo e as condições econômicas eram atípicas.
Para Camargo, esse critério contribuiu para elevar as tarifas aos patamares
atuais, penalizando motoristas e o setor produtivo. Este é um tema político
novo que deve permear todas as campanhas deste ano: seja por oportunismo, seja
em razão do apelo eleitoral.
CONTRAPONTO
Na área de
infraestrutura, ele adiantou que defende a conclusão da chamada “BR do Boi”,
rodovia paralela à BR-364, cuja execução, segundo ele, deve ocorrer por lotes.
A proposta é que a via estadual seja destinada prioritariamente ao tráfego de
veículos médios e pequenos, melhorando a mobilidade e oferecendo alternativa
mais segura aos usuários. Camargo afirmou ainda que carretas carregadas de soja
não poderão trafegar por essa nova rodovia estadual, medida que, segundo ele,
visa preservar a pista e garantir maior segurança aos demais condutores. Embora
tenha na ponta da língua ensaiado as propostas de governo e o contraponto com o
atual governante, a candidatura, conforme ele mesmo reconhece, dependerá da
anuência de Léo Moraes. Do contrário, pode seguir outro caminho.
EQUÍVOCO
O deputado federal
Lúcio Mosquini (MDB) resolveu fazer o que a burocracia raramente faz por
iniciativa própria: perguntar judicialmente de onde saem os números mágicos do
pedágio da BR-364. A tese é simples e devastadora: os cálculos que embasaram a
tarifa foram feitos em 2020, no auge da pandemia, quando o tráfego despencou e
a economia andava em câmera lenta. Projetar o presente com a régua daquele
momento é um erro técnico primário. Se o fluxo estava artificialmente menor, a
modelagem nasceu distorcida.
LÓGICA
E quando a origem é
defeituosa, todo o edifício tarifário fica comprometido. Menos veículos
projetados significam pedágio mais alto para garantir a rentabilidade prevista.
Não é retórica inflamada, é lógica financeira básica. A concessionária reage
com o discurso protocolar de que tudo está amparado em contrato e estudos
oficiais.
REVISÃO
A concessionária
esquece de dizer que estudo feito em cenário excepcional produz resultado
excepcionalmente equivocado. O produtor rural, o caminhoneiro e o consumidor
acabam financiando uma conta inflada por premissas ultrapassadas. Invocar
cláusulas contratuais como escudo moral é elegante, mas não resolve a distorção
matemática. Contrato administrativo não é dogma, é instrumento subordinado ao
interesse público. Se o erro está na origem, a revisão é imperativa.
ILEGALIDADE
Mosquini, ao apontar
a inconsistência de 2020, expõe o ponto sensível que a concessionária prefere
manter na penumbra. Ao clarear esta matemática o parlamentar revela que as
tarifas infladas, além de surrupiar o bolso do contribuinte, o faz de forma ao
arrepio das normas. Os argumentos jurídicos apresentados pelo parlamentar são
robustos e demonstram que as tarifas cobradas pela Concessionária na BR 364
estão infladas.
DIALOGANDO
O ex-prefeito de
Porto Velho, Hildon Chaves, manteve recentemente uma conversa reservada com o
senador Marcos Rogério, em meio às movimentações que antecedem a disputa pelo
Governo de Rondônia. No encontro, Marcos Rogério formalizou convite para que
Hildon componha a chapa majoritária do PL na condição de candidato a
vice-governador.
CENÁRIO
Pré-candidato ao Palácio
Rio Madeira e, mais recentemente, flertando também com uma eventual candidatura
ao Senado, Hildon ouviu atentamente a proposta. Durante a conversa, ambos
fizeram análises detalhadas do cenário político estadual, avaliando conjuntura,
alianças e tendências do eleitorado.
HIPÓTESES
Sem assumir
compromisso imediato, o ex-prefeito agradeceu o convite, mas evitou confirmar
ou rejeitar a composição. Em conversa com este cabeça-chata, Hildon afirmou que
segue como pré-candidato a governador ou senador e que as definições ficarão
para depois. Segundo ele, nenhuma hipótese está descartada, inclusive a de
disputar como vice-governador. Como não exerce cargo algum o tempo para uma
definição vai até as horas antes das convenções. E todas as hipóteses serão
avaliadas. Ademais, nunca em Rondônia uma pré-candidatura pariu tanta novidade
e até o último minutos o processo mudará feito nuvem passageira. Os avexados
serão obrigados reverem avaliações.
FORÇA
Marcos Rogério, de
acordo com números oficiais recentes de pesquisas registradas, aparece como o
nome mais bem posicionado na corrida pelo governo. O senador tem intensificado
o diálogo com diferentes atores da política estadual, corrigindo um erro
estratégico cometido na eleição passada, quando optou pelo isolamento e evitou
alianças mais amplas. À época, a postura acabou contribuindo para sua derrota
na reta final, por uma diferença de cerca de três por cento dos votos válidos.
Caso convença Hildon de compor a chapa na condição de vice-governador dar um
passo firme e forte em direção a uma das vagas ao segundo turno.
Terça-feira, 3 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Robson Oliveira entrevista o deputado Delegado Camargo, pré-candidato a governador
Veja a entrevista:

As pré-candidaturas dos delegados, Camargo e Fiori, orbitam a figura de Léo Moraes
CONFUSÃOAo anunciar que também é pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo Podemos, o deputado estadual Delegado Camargo antecipa uma disputa intern

Léo Moraes, estar decidido a lançar candidaturas próprias ao Governo e ao Senado
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Terça-feira, 3 de março de 2026 | Porto Velho (RO)