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Robson Oliveira

Hildon afirma que segue como pré-candidato a governador ou senador e que as definições ficarão para depois


Hildon afirma que segue como pré-candidato a governador ou senador e que as definições ficarão para depois - Gente de Opinião

AVISO

O deputado estadual Delegado Camargo, pré-candidato ao Governo pelo Podemos, afirmou em entrevista ao podcast Resenha Política que sua postulação não foi um ato isolado nem articulado para prejudicar aliados dentro do partido. Segundo ele, antes de tornar pública a decisão, comunicou pessoalmente tanto o prefeito de Vilhena, Delegado Flori, quanto o prefeito da capital e presidente estadual da sigla. Camargo rebateu a narrativa de que teria havido “golpe pelas costas” entre os delegados, destacando que houve diálogo prévio e transparência.

ESVAZIAMENTO

Na ocasião, Flori ponderou apenas que uma nova pré-candidatura pelo Podemos poderia esvaziar sua própria caminhada, já anunciada anteriormente após uma série de entrevistas concedidas à imprensa da capital. Camargo explicou que respeita a trajetória do colega, mas ressaltou que recebeu inúmeros pedidos de correligionários e lideranças partidárias para que colocasse seu nome à disposição.

ESCOLHA

Diante desse cenário, decidiu lançar a pré-candidatura, afirmando que o partido precisa ampliar o debate interno. O deputado adiantou que caberá ao prefeito da capital e presidente estadual do Podemos, Léo Moraes, a decisão final sobre quem representará a legenda na disputa ao Governo. Camargo reforçou que respeitará integralmente a escolha que for feita. A entrevista completa está no ar nesta terça-feira no canal resenha política no Youtube, ou acessando o site resenhapolitica.com .                            

REFERÊNCIAS

Em suas manifestações à imprensa, o deputado estadual Delegado Camargo (pré-candidato a governador) tem defendido um programa baseado em gestão técnica, combate firme à corrupção e prioridade para áreas essenciais como saúde, segurança e geração de empregos. Ele afirma que pretende anunciar um conjunto de medidas estruturantes com foco na eficiência administrativa, na redução de desperdícios e na transparência dos gastos públicos. Faz algumas referências simbológicas de efeito que lembra a primeira campanha de Hildon Chaves, a prefeito da capital, quando ainda se apresentava com ex-promotor.

AUDITORIA

Na saúde, Camargo foi enfático ao afirmar que, caso eleito, fará uma auditoria rigorosa nos contratos e na aplicação dos recursos. Segundo ele, há indícios de irregularidades que precisam ser investigadas com profundidade. O parlamentar declarou que não permitirá a atuação de “sanguessugas” na saúde pública, numa referência a possíveis desvios e má gestão que, de acordo com ele, prejudicam diretamente a população mais vulnerável. Camargo sustenta que eventuais irregularidades serão apuradas dentro da lei, mas com firmeza, assegurando que cada centavo seja aplicado corretamente.

PEDÁGIO

O deputado também tem feito críticas às atuais tarifas de pedágio. Segundo ele, os valores foram estabelecidos de forma equivocada ao utilizar como base dados de 2020, período marcado pela pandemia, quando o fluxo e as condições econômicas eram atípicas. Para Camargo, esse critério contribuiu para elevar as tarifas aos patamares atuais, penalizando motoristas e o setor produtivo. Este é um tema político novo que deve permear todas as campanhas deste ano: seja por oportunismo, seja em razão do apelo eleitoral.

CONTRAPONTO

Na área de infraestrutura, ele adiantou que defende a conclusão da chamada “BR do Boi”, rodovia paralela à BR-364, cuja execução, segundo ele, deve ocorrer por lotes. A proposta é que a via estadual seja destinada prioritariamente ao tráfego de veículos médios e pequenos, melhorando a mobilidade e oferecendo alternativa mais segura aos usuários. Camargo afirmou ainda que carretas carregadas de soja não poderão trafegar por essa nova rodovia estadual, medida que, segundo ele, visa preservar a pista e garantir maior segurança aos demais condutores. Embora tenha na ponta da língua ensaiado as propostas de governo e o contraponto com o atual governante, a candidatura, conforme ele mesmo reconhece, dependerá da anuência de Léo Moraes. Do contrário, pode seguir outro caminho.

EQUÍVOCO

O deputado federal Lúcio Mosquini (MDB) resolveu fazer o que a burocracia raramente faz por iniciativa própria: perguntar judicialmente de onde saem os números mágicos do pedágio da BR-364. A tese é simples e devastadora: os cálculos que embasaram a tarifa foram feitos em 2020, no auge da pandemia, quando o tráfego despencou e a economia andava em câmera lenta. Projetar o presente com a régua daquele momento é um erro técnico primário. Se o fluxo estava artificialmente menor, a modelagem nasceu distorcida.

LÓGICA

E quando a origem é defeituosa, todo o edifício tarifário fica comprometido. Menos veículos projetados significam pedágio mais alto para garantir a rentabilidade prevista. Não é retórica inflamada, é lógica financeira básica. A concessionária reage com o discurso protocolar de que tudo está amparado em contrato e estudos oficiais.

REVISÃO

A concessionária esquece de dizer que estudo feito em cenário excepcional produz resultado excepcionalmente equivocado. O produtor rural, o caminhoneiro e o consumidor acabam financiando uma conta inflada por premissas ultrapassadas. Invocar cláusulas contratuais como escudo moral é elegante, mas não resolve a distorção matemática. Contrato administrativo não é dogma, é instrumento subordinado ao interesse público. Se o erro está na origem, a revisão é imperativa.

ILEGALIDADE

Mosquini, ao apontar a inconsistência de 2020, expõe o ponto sensível que a concessionária prefere manter na penumbra. Ao clarear esta matemática o parlamentar revela que as tarifas infladas, além de surrupiar o bolso do contribuinte, o faz de forma ao arrepio das normas. Os argumentos jurídicos apresentados pelo parlamentar são robustos e demonstram que as tarifas cobradas pela Concessionária na BR 364 estão infladas.

DIALOGANDO

O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, manteve recentemente uma conversa reservada com o senador Marcos Rogério, em meio às movimentações que antecedem a disputa pelo Governo de Rondônia. No encontro, Marcos Rogério formalizou convite para que Hildon componha a chapa majoritária do PL na condição de candidato a vice-governador.

CENÁRIO

Pré-candidato ao Palácio Rio Madeira e, mais recentemente, flertando também com uma eventual candidatura ao Senado, Hildon ouviu atentamente a proposta. Durante a conversa, ambos fizeram análises detalhadas do cenário político estadual, avaliando conjuntura, alianças e tendências do eleitorado.

HIPÓTESES

Sem assumir compromisso imediato, o ex-prefeito agradeceu o convite, mas evitou confirmar ou rejeitar a composição. Em conversa com este cabeça-chata, Hildon afirmou que segue como pré-candidato a governador ou senador e que as definições ficarão para depois. Segundo ele, nenhuma hipótese está descartada, inclusive a de disputar como vice-governador. Como não exerce cargo algum o tempo para uma definição vai até as horas antes das convenções. E todas as hipóteses serão avaliadas. Ademais, nunca em Rondônia uma pré-candidatura pariu tanta novidade e até o último minutos o processo mudará feito nuvem passageira. Os avexados serão obrigados reverem avaliações. 

FORÇA

Marcos Rogério, de acordo com números oficiais recentes de pesquisas registradas, aparece como o nome mais bem posicionado na corrida pelo governo. O senador tem intensificado o diálogo com diferentes atores da política estadual, corrigindo um erro estratégico cometido na eleição passada, quando optou pelo isolamento e evitou alianças mais amplas. À época, a postura acabou contribuindo para sua derrota na reta final, por uma diferença de cerca de três por cento dos votos válidos. Caso convença Hildon de compor a chapa na condição de vice-governador dar um passo firme e forte em direção a uma das vagas ao segundo turno.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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