Domingo, 7 de dezembro de 2025 - 13h16

Sem o tempo não há dúvidas.
Sem o tempo, o vagar (no reino da pressa, na rotina das "múltiplas tarefas"), vivemos consumindo o imediato.
Meditar sobre o que se pensa (e quer), falar
pouco, ouvir mais e não dar atenção ao desnecessário ruído (às vezes só
embalado por picuinhas, ego) tem sido o desafio desse século.
"Não temos tempo...", dizem, e assim
tudo é imediato e superficial.
Muita gente se vangloria desse eterno consumo de si mesmo/a.
Na filosofia do século XX, Adorno dizia para dar "tempo ao conceito", que é o tempo da maturidade, da reflexão que vasculha a durabilidade desse mesmo conceito. É como se o próprio tempo fosse o analista daquilo que se propôs, o árbitro mais severo.
Talvez pela pressa mesmo, urgência de "postar" ("lacrar", viralizar), é que tenhamos tantos "pré-conceitos" - sem análise cuidadosa, criteriosa, crítica das aparências, restam nossas superfícies e as tantas pessoas superficiais.
E daí surgem as distorções, os pré-conceitos ("supõem-se saber algo"), as discriminações.
Sem dúvida, a desinformação (sem tempo para
saber, para o conceito) é um solo fértil para as apropriações (o
desenraizamento, o estranhamento das/entre as pessoas), as dominações impuras e
as desigualdades.
É possível refletir nesse breve texto ouvindo duas músicas:
Oração ao tempo – Caetano Veloso
https://www.youtube.com/watch?v=HQap2igIhxA
Paciência – Lenine
https://www.youtube.com/watch?v=SWm1uvCRfvA
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AFINAL, A
PACIÊNCIA TEM MUITA CIÊNCIA DENTRO DE SI
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TANTO QUANTO A
CIÊNCIA PRECISA DE CONSCIÊNCIA
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