Segunda-feira, 5 de julho de 2021 - 15h36

Aproxima-se
2022, Bolsonaro e os congressistas querem ser reeleitos e isso indubitavelmente
compõe um cenário favorável a que a transposição seja alargada e acelerada nos próximos meses.
A aceleração é fácil, depende apenas de boa vontade e um mínimo de atenção da
Controladoria Geral da União quanto à observância do que estabelece a lei que regula
o processo administrativo na esfera federal. Já quanto ao alargamento há algo
fundamental a ser resolvido: a aprovação e promulgação da Proposta de Emenda
Constitucional Nº 7 de 2018.
Entretanto,
a bancada federal de Rondônia, ao se reunir nessa quinta-feira, 1º de julho,
com o presidente da República, tratou de questões da transposição, mas, pelo
menos na matéria jornalística que fizeram circular após essa confabulação, se
referiram apenas a “alteração constitucional para
prever o direito de transposição ao Quadro em Extinção da União dos empregados
das empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações, oriundos do
Ex-Território Federal de Rondônia (Ceron, Beron, Emater, Caerd, Teleron, Eneron
dentre outras)”.
Teriam sido mais felizes se
tivessem feito referência explicitamente à PEC Nº 7/2018, mas preferiram falar
apenas de “alteração constitucional”, sem nominar a matéria. Ainda mais obscuro
foi reunirem num único cesto instituições criadas antes da criação do Estado de
Rondônia, como Ceron, Caerd, Emater, Teleron, com o Beron, criado já pelo
Estado. Pois hoje é aí que se encontra o nó górdio que amarra as pretensões dos
ex-empregados do extinto Banco do Estado de Rondônia.
A encantaria e a pirotecnia
persistem nas relações entre nossos congressistas com os traumatizados
ex-empregados do Beron, por vezes contando nossos políticos com a assistência
de alguns profissionais da advocacia e da mídia. Agora tem-se esse episódio da
visita a Bolsonaro, que tem como proposta principal lançar ao público um
axiomático “Fomos lá cobrar do homem!”. Ocorre que, no que se refere à PEC Nº
7, não há o que cobrar do homem. É o Congresso Nacional que tem que resolver:
fazer andar, aprovar, promulgar. Talvez isso seja suficiente para explicar por
que falam em alteração constitucional, mas não ousam dizer o nome dela.
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