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Trabalho e capacitação são garantidos a apenados de PVH


O governo de Rondônia tem efetivado políticas de ressocialização e reinserção social da população carcerária rondoniense, buscando diminuir preconceitos e reduzir a reincidência dos apenados no crime.

Essas são algumas das metas estabelecidas pelo Projeto Aprender a Empreender, realizado pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) em parceria com Associação Beneficente de Assistência Médica e Social as Populações Ribeirinhas do Vale do Guaporé e Mamoré na Amazônia Ocidental (Asbamguama) que vem ao encontro deste objetivo maior.

Engajadas na ampliação do projeto no sistema prisional e em levar as capacitações para outros municípios, a Sejus e a Asbamguama realizaram nos dias 11, 12 e 13 deste mês atividades de certificação de 275 apenados de Porto Velho, formados nos cursos de Corte e Costura; Serigrafia; Cabeleireiro; Manicure e Pedicure;  Confecção de Bolsas, Sacolas e Peças íntimas. Foram envolvidas a populações carcerarias das unidades prisionais: Ênio Pinheiro, Aruana, Penitenciaria Estadual Feminina e o Presídio Provisório Feminino.

O secretário adjunto da Sejus, João Bosco da Costa, acompanhou as atividades e destacou que o objetivo da pena, além da remissão é a ressocialização. Ele afirmou que uma das prioridades do governo do Estado é dar mais condições para que o reeducandos tenham mais oportunidade, com uma visão de que estes que hoje participam dos cursos de capacitação sejam exemplos de mudança para os demais. “Não é só com a construção de presídios que se resolve o problema do sistema prisional. A ressocialização é fundamental para o resgate de vidas. Cada pessoa, cada ser humano tem que encontrar motivação para se dar valor e saber o que é melhor para si, para sua família e para a sociedade”, frisou.
 

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Reeducando no curso de corte de cabelo

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, deputado estadual Léo Moraes, esteve presente nos eventos de entrega dos certificados e parabenizou o empenho dos realizadores do projeto. Também parabenizou os apenados que com dedicação conquistaram o término das capacitações. “Às vezes, em ambientes hostis as coisas boas também acontecem. O marasmo pode nos cooptar, mas o que presencio é a luta por melhores condições para cumprimento das penas de vocês”, completou o deputado.

A sócio-fundadora da Asbamguama, Maria Avanilde, informou que a entidade já realizava trabalhos desde 2008 junto a pastoral carcerária de Guajará Mirim e que a parceria com a Sejus só foi possível pelos recursos de emenda parlamentar, que possibilitou a ampliação da atuação da associação e a oferta de mais cursos. “Escolhemos estar junto ao sistema prisional porque é um lugar que poucos olham. É muito importante profissionalizá-los e dar condições reais para que possam ter emprego e renda quando saírem da prisão. Cada um que sai e é inserido no mercado de trabalho, para nós é uma vitória”, comenta emocionada.

A professora do curso de cabeleireiro, Deusivane Rodrigues, disse que rompeu preconceitos ao entrar em um presídio masculino para ensinar somente homens. “Apesar do medo no início, percebi que são seres humanos como a gente. Achei maravilhoso o trabalho realizado e acredito que este período que passei com eles consegui ver pessoas dedicadas e muito interessadas em aprender”, observou.

Para o reeducando Cleódio Batista, que concluiu o curso de Corte e Costura, a mudança começa com estas oportunidades. “Tenho uma pena alta para cumprir e não me orgulho como antes me orgulhava, de cometer crimes. Hoje outras pessoas olham por mim e não quero mais a vida do crime”, disse ao agradecer pela turma de concluintes da Penitenciária Estadual Ênio Pinheiro.

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Reeducanda aprendendo o corte e costura de peças intimas

A apenada Suelma Rodrigues relatou que nunca havia tido a oportunidade de aprender uma profissão. Foi fazendo o curso de manicure e pedicure, que descobriu além da possibilidade de ganhar dinheiro em sua cidade, Nova Mutum, quando voltar também já pensa em montar seu próprio negócio. “Agora consigo olhar um pouco mais adiante, pois aprendi algo que pode me ajudar a ganhar meu sustento”, finalizou.

O projeto “Aprender a Empreender” tem como um dos seus parceiros o Sistema Nacional de Emprego (Sine-RO) que fará a intermediação para aqueles egressos do sistema prisional que, apresentando suas certificações e se interessarem por uma vaga de emprego formal,  sejam inseridos no mercado de trabalho.
 


Fonte
Texto: Celene Gomes
Fotos: Larissa Lopes
Decom - Governo de Rondônia

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