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Trabalhadores fazem greve para receber salários


Os trabalhadores da empresa TELEBORBA, prestadora de serviço – terceirizados da EMBRATEL/CLARO no estado de Rondônia, estão em greve desde dia 11 de junho/2012 por motivo de atrasos nos pagamentos de salários e benefícios, e ainda locação dos veículos e recolhimento das obrigações trabalhistas – FGTS e INSS.

Não bastassem os atrasos de salários a companhia aluga veículos dos funcionários e por não considerar ser relação de trabalho não vê obrigação em manter em dia os pagamentos, da mesma forma são as locações de ferramental.

A EMBRATEL/CLARO não se pronuncia sobre a situação de vexame dos trabalhadores, sabe-se que a concessionária é solidária na contratação dessa mão de obra, mesmo assim faz ouvido de mercador e não intervém para solucionar o problema. Enquanto isso os trabalhadores estão inadimplentes no mercado e com dificuldade de assistir suas famílias. Por exigência da Empresa muitos trabalhadores contraíram financiamento em bancos para adquirir veículos e alugá-los a empresa, com os atrasos nos pagamentos não conseguem cumprir com as prestações.

A TELEBORBA se comprometeu em quitar salários e parte dos benefícios e aluguel de ferramental até dia 20 de junho/2012, sob a condição dos trabalhadores voltarem ao trabalho, numa atitude como se estivesse fazendo favor aos trabalhadores, quando os atrasos dos pagamentos já perduram desde novembro de 2011, porém não cumpriu.

Além de receber os salários atrasados, os trabalhadores querem garantia de normalização para os próximos meses, pois já virou rotina todo mês se fazer greve para receber salários. - Em uma relação de trabalho isso não pode ser considerado normal, afirmam.

Os trabalhadores não conseguem gozar férias, pois a empresa não deposita o valor das dessas verbas, com isso eles tem de ficar trabalhando até o dia que a empresa se digne a efetuar os pagamentos.

Alguns trabalhadores manifestaram desejo de ser demitido e o SINTTEL já providenciou junto ao setor jurídico uma Ação de demissão indireta, a empresa também já demitiu outros trabalhadores, contudo, não conclui o processo demissional por haver atrasos no recolhimento do FGTS.

Pela dificuldade financeira demonstrada pela empresa os trabalhadores não podem ser demitidos ou até mesmo pedir demissão, visto que, não existe recursos para quitar as verbas rescisórias.

É preocupante a situação da TELEBORBA, pois além da insegurança instalada quanto à continuidade da relação do trabalho as expectativas de continuidade dos contratos com EMBRATEL/CLARO é incerto.

Fonte: SINTTEL RO

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