Quarta-feira, 3 de julho de 2013 - 18h33
Em assembleias realizadas nesta quarta-feira (03/07) em todo o Estado, os trabalhadores em educação, na maioria das Regionais, rejeitaram a contraproposta do governo do estado e decidiram manter a greve iniciada no dia 21 de maio.
A contraproposta do governo, apresentada em reunião realizada na noite de terça-feira, foi a seguinte:
1- concessão de um auxílio de caráter indenizatório que representaria 6% do vencimento básico a partir de 1º de julho, até dezembro de 2013, o que causaria um impacto de R$ 12 milhões até o final do ano. A continuidade desse auxílio em 2014 estaria condicionada à concretização da transposição.
2- Concessão de uma revisão de vencimento de 5,87% em abril de 2014 e 6% em janeiro de 2015, respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Eleitoral.
3- Cumprimento da Lei nº 680/2012 (Lei do Plano de Carreira) ficando na dependência de parecer jurídico da PGE nos moldes da Lei Complementar nº 620/11.
4- Manutenção do pagamento da Licença Prêmio em pecúnia nos moldes já ajustados, ou seja, reservando-se R$ 200 mil mensais para pagamento dos servidores com idade avançada ou doença grave e R$ 300 mil para pagamento dos demais de acordo com os critérios que vinham sendo utilizados.
5- Cessar os movimentos paredistas no presente e no próximo exercício, mantendo-se o diálogo permanente com a categoria.
Os trabalhadores em educação discordam dos itens 1 e 5. Quanto ao item 1 porque na rodada de negociação anterior a categoria autorizou a comissão de negociação do comando de greve a negociar um auxílio de no mínimo 8%, condição para a suspensão imediata da greve.
Quanto a item 5, porque os trabalhadores em educação não aceitam negociar o direito constitucional de realizar movimentos a qualquer momento.
Os trabalhadores em educação voltam a realizar concentrações, atos públicos e manifestações diariamente em todo o estado. Para a próxima semana a categoria deverá adotar novas estratégias de luta, que poderão ter início com a realização de caravanas de todo o estado para atos de protesto em Porto Velho.
Fonte: Ascom
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