Sábado, 21 de fevereiro de 2015 - 20h15
Mesmo situando-se entre os dez estados com superávit financeiro em 2014, o Estado de Rondônia deve fazer o dever de casa para fazer frente a possíveis cortes nas ofertas de créditos federais, que tendem a minguar em 2015.
“Gastar não é mais o verbo ideal, porque medidas restritivas se impõem rapidamente. Teremos dois a três anos de inevitáveis dificuldades”, comentou hoje (19) o economista Otacílio Moreira de Carvalho, professor do Departamento Acadêmico de Economia da Universidade Federal de Rondônia (Unir).
Dezessete governadores apresentaram balanços financeiros “no vermelho” e as receitas estaduais foram insuficientes para cobrir despesas com pessoal, custeio administrativo, programas sociais e investimentos. Os maiores prejudicados com iminentes cortes de repasses financeiros federais decorrentes da crise econômica seriam os municípios, incluindo-se a Capital.
Projeções do Ministério da Fazenda indicam a necessidade de estados e municípios alcançarem superávit de R$ 11 bilhões em 2014, o equivalente a 17% da meta de economia de R$ 66 bilhões, estabelecida para o setor público.
Ao governador Confúcio Moura, ele recomenda aproveitar o superávit para amortizar débitos anteriores. “Com folga e cautela, o futuro está garantido. O governo estadual deve evitar gastos supérfluos, porque acumula antigos débitos da Companhia de Armazéns Gerais do Estados (Cagero), Loteria do Estado (Lotoro) e Banco do Estado de Rondônia (Beron)”, disse Carvalho.
“Apesar de estar em melhor situação do que grande parte do País, o governo de Rondônia demonstra preocupação fundamental: manter equilibradas as contas públicas” - Raniery Araújo Coelho, presidente da Fecomércio
Para o economista, o controle de gastos no percentual de 20% já decretado pelo governador deve ser rigidamente obedecido, mantendo-se a expansão econômica.
“Apesar de estar em melhor situação do que grande parte do País, o governo de Rondônia demonstra preocupação fundamental: manter equilibradas as contas públicas” , analisou o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio), Raniery Araújo Coelho.
“Pagar em dia os servidores já é uma preocupação com o futuro”, opinou. Favorável aos ajustes de controle e à austeridade, Coelho pondera: “Rondônia faz o seu dever de casa, embora dependa da situação nacional e do que pode acontecer com as políticas públicas. E por mais que faça sua parte, não iremos melhorar se o País não crescer”.
O economista e assessor da Fecomércio, Sílvio Persivo, menciona a situação do crédito e do Produto Interno Bruto brasileiro: “Sob FHC tivemos créditos totalizando 24% do PIB; com Lula, 48%, advindo a sensação de compras a longo prazo; na média anual, hoje, 54% do PIB são formados por créditos, e na realidade eles são pequenos, se comparados com a situação da Argentina, que lhes destina 80% do PIB. Naquele País existe menor concentração de renda”.
Em janeiro deste ano, o superintendente do Banco do Brasil Raimundo Perez Ferraz Júnior garantia: “A parceria de investimentos será mantida”. Segundo ele, o BB liberou R$ 981 milhões em crédito direto ao consumidor e também reservou dinheiro para obras de saneamento, crédito para micro e pequenas empresas, educação e habitação. O setor de agronegócios superou R$ 2,1 bilhões, com benefícios para cerca de 25 mil famílias. Destacou-se nesse aspecto o evento Rondônia Rural Show, ao qual o BB ofereceu R$ 273,7 milhões. A Agricultura Familiar foi contemplada com R$ 1,6 bilhão.
Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Daiane Mendonça
Decom - Governo de Rondônia
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