Quarta-feira, 7 de maio de 2014 - 17h01
O retorno das famílias aos distritos que sofreram com a inundação do rio Madeira, sem as precauções sanitárias necessárias, é considerado inoportuno pelo coronel Lioberto Caetano, comandante do Corpo de Bombeiros e coordenador estadual da Defesa Civil. Ele defende que os moradores aguardem a avaliação das equipes do município antes de entrarem nas moradias.
As considerações foram feitas pelo coordenador estadual da Defesa Civil, hoje (07), no programa Café com Notícias, na Rádio Boas Novas, apresentado pelo jornalista Waldir Costa. O coronel Caetano destacou ainda que as equipes da defesa Civil do Estado e Município estão empenhadas em prestar a melhor assistência que pode ocorrer em situações de desastre, como ocorre na região.
“A população tem pressa e nós compreendemos. Mas, em alguns lugares não será possível realizar nada agora. Temos em andamento um Plano de Reconstrução, que está sendo analisado e que deve ser concluído nesta quinta-feira (08). Podem ter certeza de que estamos trabalhando muito e com afinco para atender a todas as necessidades”, afirmou.
Volta para casa
Segundo Caetano, não é recomendável que os moradores retornem a alguns distritos. “Após a limpeza, será feita a avaliação da segurança do imóvel e aí, sim, poderão ser oferecidas as garantias para o retorno”, destacou. Ele afirmou ainda que a volta às casas precisa ser devidamente planejada e isto independe de qualquer pressão que possa ocorrer.
Ao referir-se às providências tomadas pelo Governo do Estado, o coronel Caetano lembrou que as ações preventivas adotadas contribuíram para que não ocorressem mortes durante o desastre, como é comum em eventos como este. “Muitas famílias foram retiradas de suas casas por precaução, não foram atingidas efetivamente pela inundação e agora estão retornando às suas moradias” afirmou.
Solidariedade
Ao final da entrevista, Caetano deixou evidente que a enchente também mostrou a união de pessoas em ações solidárias. Ele citou que muitos voluntários se apresentaram para ajudar e que o mesmo aconteceu com clubes de serviço, organizações não governamentais e lojas maçônicas. “A parte negativa, que é a enchente, está passando e começa a sobressair a parte positiva, que é a união das pessoas em torno da solução para o desastre, concluiu.
Fonte
Texto: Nonato Cruz
Decom - Governo de Rondônia
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