Quarta-feira, 4 de janeiro de 2023 - 09h47

A
militância política de Cláudia
de Jesus, começou a partir dos 5 anos de idade, participando com o pai
de reuniões do Partido dos Trabalhadores. De lá para cá, uma trajetória longa
ocorreu até ser eleita em 2022, deputada estadual por Rondônia
com 8.845 votos, numa federação com os partidos PT, PC do B, PV. Em 2023, ela
assume o cargo na Assembleia Legislativa com mais 23 parlamentares, incluindo
outras 4 mulheres.
Cláudia de Jesus, 39, nasceu
no Paraná e mudou para Rondônia aos 2 anos de idade, onde fixou moradia em
Ji-Paraná, região central do Estado. Ela é a única mulher de esquerda eleita
para o legislativo estadual.
Formada
em administração de empresas com especialização em gestão pública, ela tem
herança política de berço. É filha do presidente estadual do PT, Anselmo de
Jesus, que foi deputado federal e secretário de agricultura de Rondônia. O
interesse de Cláudia pela vida política começou auxiliando o pai em 2002 na
Câmara Federal. Ela já foi secretária de agricultura na cidade onde mora e
eleita vereadora (2016-2020), a quarta mais votada.
TRABALHOS
REALIZADOS - Quando à frente da pasta da agricultura se
dedicou pela regularização de empreendimentos para o setor rural e assistência
ao homem do campo. Na Câmara Municipal criou a lei que criminaliza violência
obstétrica, defendeu orçamento de R$ 200 milhões para abastecimento de água e
saneamento para todos os moradores, cobrou a coleta seletiva de lixo, deu apoio
para cooperativas de catadores de reciclados e ajudou na criação de uma casa de
acolhimento para mulheres vítimas de violência.
Outra
agenda positiva quando vereadora foi a geração de emprego e renda estimulando
feiras, onde produtores e artesãos faziam exposição e negócios. Na Assembleia
defenderá a necessidade da construção de um hospital de alta e baixa
complexidade para Ji-Paraná, a segunda maior cidade do Estado com mais de 130
mil habitantes (IBGE/2020), cercada por 16 municípios sem assistência de
saúde.
"Em
qualquer situação de maior complexidade os moradores são obrigados a se dirigir
para Porto Velho e Cacoal. Eu vi situações muito delicadas: pacientes em cima
da cama com a perna apodrecendo porque não tinha vaga na Capital ou Cacoal. As
pessoas vendendo uma única propriedade com objetivo de conseguir dinheiro para
viajar em busca de tratamento médico".
DEBATES
NA ASSEMBLEIA - A deputada diz que no parlamento estadual
colocará em pauta a construção de políticas públicas para agricultura familiar,
saúde, crianças, mulheres, habitação, combate às drogas e outras necessidades
da sociedade.
“Eu
sou muito coerente. E ser de esquerda é também compreender que existem pautas
de grupos políticos de direita que também são importantes. Eu não vou ficar me
posicionando na Assembleia só para criar briga. Não adianta fazer oposição
desnecessária se existem muitos problemas nas cidades para resolver. É preciso
ter postura, ser justo e agradar quando tiver que agradar e fazer o contrário
quando for necessário. O que eu quero é ser a voz das pessoas mais excluídas da
sociedade”, diz.
Cláudia
de Jesus afirma que também defenderá o direito à terra, regularização fundiária e as questões ambientais, proteção
dos povos tradicionais da Amazônia e combate ao desmatamento,
garimpo
ilegal.
“A
posição nossa é seguir a legislação, respeitar o Código Florestal brasileiro e
todas as leis. Não adianta passar a mão na cabeça de ninguém. A mesma coisa com
o garimpo ilegal, tem que respeitar as leis. A gente vive uma situação muito
difícil: se não cuidarmos hoje das nossas matas, nossas nascentes e rios, vamos
ter muitos problemas. Eu tenho preocupações com relação ao lixo, a água e
nossas matas. E se não cuidar disso, as gerações futuras vão passar por sérios
problemas”, afirma.
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