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Produtor rural notifica caso de raiva bovina à Idaron


Um produtor rural procurou a Agência para notificar que alguns animais de seu rebanho estavam apresentando sinais clínicos semelhantes àraiva,sendo: depressão, convulsão, falta de coordenação motora, movimentos de pedalagem, tremores, alteração comportamental, salivação excessiva, paralisia dos membros e opistótono (com o pescoço esticado para trás).

A notificação realizada pelo próprio produtor é resultado das ações que a Idaron vem realizando para o fortalecimento da vigilância passiva, quando a população fica atenta às possíveis enfermidades em animais. Recentemente, o órgão realizou palestra sobre a doença em uma Escola Municipal da região que abrange as propriedades. Nesta ocasião foi explicado sobre a raiva em herbívoros e a importância de notificar à Agência em caso de suspeita de doença.

A vacinação contra a raiva não é obrigatória na maior parte do Estado, mas a Idaron incentiva para que os produtores imunizem seu rebanho, por esta ser uma importante forma de evitar o contágio e prejuízos financeiros. “Nos casos onde se constata um foco da doença, todas as propriedades rurais em um raio de 12 quilômetros são obrigadas a vacinarem seus bovinos”, explica o coordenador do Programa Estadual de Controle de Raiva em Herbívoros, Ney Carlos de Azevedo.

Os técnicos da Idaron de Mirante da Serra estão iniciando as notificações e orientaçõesaos produtores rurais da região para a vacinação. Além deste trabalho com os produtores, os funcionários da Agênciarealizarão a captura de morcegos hematófagos, transmissores da raiva caso o morcego esteja infectado. Nas notificações, os criadores de gado serão orientados a vacinar o rebanho e a reforçar a dose 30 dias depois. “A raiva é uma zoonose e causa muitos prejuízos econômicos. A Idaron está trabalhando junto ao produtor rural para que eles informem sobre as suspeitas de enfermidades em seus rebanhos, como aconteceu nessa propriedade”, fala o médico veterinário Maikon Lopes Azevedo.

O Presidente da Idaron, Marcelo Henrique Borges, orienta para que os produtores de todo o Estado que ainda não vacinaram seu rebanho contra a febre aftosa aproveitem e vacinem contra a raiva bovina. “O custo financeiro da vacina é bem menor que o prejuízo em caso de morte do animal”.

Fonte: Amabile Casarin / Idaron / Decom

 

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