Sábado, 3 de setembro de 2016 - 07h02
Após mais de um ano de mobilização membros do movimento pela democratização do Sindicato dos Trabalhadores na Alimentação (SINTRA-ALI) de Rolim de Moura, intitulado "Mudança Já", conseguiram anular na Justiça do Trabalho a eleição do sindicato realizada em 2013; bem como, a convocação de novas eleições coordenadas por um interventor nomeado pela Justiça do Trabalho, o advogado Belmiro Gonçalves de Castro.
As novas eleições serão realizadas no próximo dia 9 de setembro e contam com duas chapas inscritas: a chapa "Juntos com o Sintra-Ali" ligada ao atual presidente do sindicato Adilson Cruz e a chapa "Mudança Já", de oposição. Embora tenha ficado impedido de concorrer, já que entre outras coisas não comprovou prestação de contas, o atual presidente pretende eleger um grupo de sua confiança para continuar à frente do Sindicato.
A chapa Mudança Já, de oposição à atual diretoria, denuncia que o atual presidente do SINTRAL-ALI, notório articulador e mentor da chapa Juntos com o Sintra-Ali, estaria assediando e pressionado membros da chapa de oposição para que "renunciassem" com objetivo de impedir essa outra chapa de concorrer, já que com duas renúncias uma chapa ficaria impedida de participar das eleições.
Na própria decisão do interventor judicial, o publicada neste dia 1º de setembro, esta comprovada esta manobra sobre renúncias: "Em relação a IMPUGNAÇÃO da Chapa Juntos com o Sintra-Ali, acolho a impugnação em relação ao Membro Nilson Soares Moreira tendo em vista a REÚNCIA a qual muito embora apresentada por outra chapa". Ou seja, esta renúncia não foi encaminhada pelo próprio "renunciante", mas pela chapa do atual presidente Adilson Cruz, a Juntos com o Sintra-Ali.
Na mesma decisão do interventor judicial, também, se comprova que o candidato Cleverson Oliveira Silva é funcionário do Marfrig e está afastado pelo INSS, mas está mantido o "seu vinculo laboral com a empresa justamente por estar em auxílio doença". Entretanto, a chapa Mudança Já questiona o fato do vínculo laboral de Cleverson ser com um frigorífico que foi fechado há muito tempo em Rolim de Moura; ou seja, Cleverson estaria em condição análoga aos demais trabalhadores do Marfrig e de outros frigoríficos que foram fechados no município: podem votar, mas não podem ser candidatos.
Além dos poucos mais de duzentos filiados do frigorífico Minerva, que continuam na ativa, existem mais de mil trabalhadores desempregados dos frigoríficos JBS Friboi, Marfrig e Total S/A, que foram fechados em Rolim de Moura, que também terão o direito de votar. A chapa Mudança Já alerta para a possibilidade de abuso do poder econômico, inclusive com estrutura de transporte de eleitores, por parte da chapa da atual diretoria, que é a única que tem acesso aos endereços e telefones desses eleitores.
Fonte: CUT
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