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PÓS-CHEIA: Governo busca reduzir impacto na saúde


Com o recuo do nível das águas do Rio Madeira o Governo do Estado através da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e Defesa Civil Estadual informa a população acerca de alguns procedimentos e cuidados que devem ser observados com o objetivo de evitar a proliferação de doenças endêmicas oriundas deste período pós-cheia.

Membro do Comitê Interinstitucional de Saúde Frente às Enchentes (Cisafe), Givanilde Alves Nogueira afirma que é importante que a população atente para os critérios divulgados e o cuidado com as águas, pois estes cuidados podem ser a diferença para evitar um surto de doenças como leptospirose, hepatite A, doenças diarreicas agudas e animais peçonhentos principalmente nas áreas atingidas pela enchente.

No Estado já foram registrados 79 casos de leptospirose atéo dia 30 de abril, segundo dados do Laboratório Central do Estado (Lacen). O maior número de casos é registrado na capital, com 31 ocorrências. Ate o momento o lacem registrou ainda 11. 374 casos de doenças diarreicas agudas no Estado, um quadro geral, porém não houve alteração durante o período de fevereiro a abril.

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Outra preocupação das autoridades é com relação aos animais peçonhentos que com a cheio procuram buracos em lugares altos. É necessário um cuidado ao limpar a casa, se possível pegar uma varinha e verificar antes. Caso haja acidentes procurar imediatamente o Cemetron e nos outros municípios a unidade de saúde mais próxima.

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“O que estamos orientando são medidas de prevenção e as ações incluem circuito de palestras educacionais para profissionais da Semed, Semusa, Seduc, agentes de controle de endemias e Cemetron com capacitação junto aos médicos, todos profissionais que atuarão na linha de enfrentamento”, explica Givanilde.

A Caerd aumentou a concentração de cloro na água distribuída na capital, mas ainda assim para ser consumida é recomendada que ela seja tratada com duas gotas de hipoclorito para cada litro, esperando cerca de 30 minutos para reação. Nos filtros essa aplicação deve ser feita na parte inferior ou reservatório, lembrando que esta agua deve estar filtrada ou fervida.

Os postos de saúde de atendimento básico da prefeitura estão distribuindo os frascos com hipoclorito. Em relação a rede da Caerd, a distribuição ainda está intermitente oscilando entre as regiões a serem abastecidas dia sim, dia não gerando pressão negativa e permitindo a entrada de água contaminada nos canos, esclarece Givanilde.

Limpeza

De acordo com Pedro Sérgio Tavares da Silva, coordenador do programa de Vigilância da Água para Consumo Humano (VigiÁgua) e membro do Cisafe, a elevação do nível do Rio Madeira acelerou o processo de contaminação das aguas.

Em virtude dos riscos apresentados os moradores para retornar as casas com segurança é necessário alguns cuidados como a desinfecção do ambiente. Tal procedimento deve ser feito após total limpeza do ambiente e em seguida realizada a higienização do local e utensílios. Indica-se a utilização de uma solução de 20 litros de água e 400 ml de hipoclorito de sódio.

É recomendado que se utilize botas e luvas durante todo o processo. Na impossibilidade indica-se o uso de sacos plásticos para evitar o contato direto com água ou lama contaminada. A aplicação deve ser realizada com pano úmido para limpar pisos, paredes e bancadas, deixando-os secar naturalmente. Os utensílios devem ficar de molho na solução por ao menos uma hora.

Poços

Para a limpeza dos poços é necessário esgota-lo ate que a agua volte a ficar límpida e ai utilizar o método de cloração por difusão que é feito utilizando uma garrafa pet de dois litros usando três medidas de areia e uma de cloro granulado. Coloca-se a mistura dentro da garrafa deixando um espaço de dez centímetros entre o espaço da mistura e a boca da garrafa.

Deve-se fazer dois furos retangulares de mais ou menos um centímetro, um de cada lado da garrafa neste espaço, a uma altura de cinco centímetros e com um barbante ou corda, fixar a garrafa próxima a bomba, nunca no fundo e preferencia no meio do poço. Este aparato deve ser trocado a cada 30 dias e caso a agua seja utilizada para beber deve ser feito o tratamento antes do consumo.

Bombeiros

Em casos de detecção de estruturas de residências em áreas afetadas em risco o Corpo de Bombeiros Militares (CBM/RO) através da Diretoria de Projetos e Serviços Técnicos (DPST), faz a verificação estrutural dos locais impactados.

“É um serviço necessário nessa fase de levantamento dos prejuízos e também por evitar possíveis acidentes”, afirma o Coronel Farias, oficial de Comunicação do CBM/RO. Ele ressalta que a Defesa Civil estadual continua atuando no apoio as famílias afetadas com o trabalho realizado no abrigo único e no médio e baixo Madeira.


Fonte
Texto: Romeu Noé
Fotos: Marcos Freire
Decom - Governo de Rondônia

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