Terça-feira, 27 de novembro de 2012 - 10h58
A categoria Policia Civil do Estado de Rondônia, através de seus representantes, o Sinsepol (Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Rondônia), Sindepro (Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado de Rondônia), e Sinpec (Sindicato dos Peritos Criminalísticos do Estado de Rondônia), repudiou em nota (http://www.sinsepol.com.br/Noticia.aspx?Id=780) as informações veiculadas de forma irresponsável pelo governo do Estado com a finalidade de manipular a opinião pública e jogar a sociedade contra o movimento de greve.
Segundo os sindicatos, o governo tenta ocultar as fragilidades e os problemas da segurança pública enganando a população, fazendo com que a sociedade fique contra uma categoria que até mesmo em suas manifestações procura exercer suas garantias constitucionais com respeito, seriedade e compromisso com a sociedade.
Os sindicatos afirmam que em nenhum momento a categoria da Policia Civil buscou implantar mentiras para obter resultado positivo em suas reivindicações.
Segundo a nota divulgada pelos sindicatos, em nenhum momento a categoria reivindicou reposição ou aumento, como veiculado de forma mentirosa e irresponsável pelo Governo do Estado de Rondônia.
Os sindicalistas classificaram de “canalhas e aproveitadores”, alguns assessores que rodeiam o governador Confúcio Moura, e afirmam que essas pessoas estão sujando o nome do Estado de Rondônia.
“Mentir e tentar enganar a sociedade rondoniense em detrimento da categoria Policia Civil é demonstração cabal de incompetência e insegurança para gerir a maquina publica”, diz trecho da nota divulgada pelos sindicatos.
“É total deslealdade com o povo de Rondônia”, continua a nota.
Os sindicatos que reúnem os servidores da Polícia Civil, os Peritos Criminalísticos e os delegados de polícia, divulgaram cópia do acordo firmado pelo governo em 26/06/2012 na Casa Civil, cujo cumprimento agora é cobrado pelos servidores.
O acordo confirma que em nenhum momento a negociação tratou de aumento ou reposição salarial.
A Procuradoria Geral do Estado, ao entrar com a ação cautelar com pedido liminar no Tribunal de Justiça de Rondônia para tentar acabar com a greve, mentiu ao relacionar nos itens de reivindicações a extensão do adicional de isonomia e reposição salarial.
Para os sindicatos, a inclusão desses itens foi uma sórdida manobra para tentar ludibriar inclusive o Poder Judiciário.
“Vergonhosa atitude de advogados do Estado que, salvo engano, foi a primeira categoria a ter seu Plano de Carreiras aprovado e sancionado pelo Governo ainda no ano de 2011”, diz o texto divulgado pelos sindicatos.
Mesmo assim, segundo os sindicatos, os advogados do Estado sucumbiram parcialmente no pedido de Ilegalidade do movimento grevista da Polícia Civil, pois o desembargador Oudivanil de Marins, mesmo diante da manobra da PGE, julgou legal a greve dos policiais civis.
Quanto à decisão judicial que determina o funcionamento das delegacias com um percentual de grevistas, os sindicatos informam que esse item já vem sendo cumprido em respeito da categoria pela população.
A nota divulgada pelos sindicatos é finalizada com a informação de que a greve continua firme e forte em todo o Estado, e um apelo para que o governo do Estado respeite os policiais civis e suas famílias.
Fonte: Ascom
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